Política
Botelho participa da tradicional Cavalhada de Poconé
O evento é manifestação popular que conserva vestígios das lutas medievais e volta a ser realizado após a pandemia. Em Mato Grosso, a Cavalhada representa luta de caráter religioso, caracterizada pelas guerras entre mouros e cristãos.
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), prestigiou a Cavalhada de Poconé, na arena do Clube Cidade Rosa, no último domingo (26). A maior festa tradicional da cidade, que faz parte do calendário estadual, é uma homenagem a São Benedito e reúne centenas de turistas e moradores, fomentando a economia local.
O evento é manifestação popular que conserva vestígios das lutas medievais e volta a ser realizado após a pandemia. Em Mato Grosso, a Cavalhada representa luta de caráter religioso, caracterizada pelas guerras entre mouros e cristãos.
“Participamos da Cavalhada com muita alegria. É uma festa histórica de Mato Grosso, muita gente prestigiando essa batalha simbólica entre Mouros e Cristãos aqui em Poconé, município que viabilizei importantes investimentos”, afirmou Botelho, ao destacar emendas e convênios para a cidade investir em pavimentação asfáltica, poços artesianos, transporte escolar, regularização fundiária, dentre outros benefícios.
Laura Cristina da Silva Neto, moradora de Poconé, também aproveitou a festa. “Para nós poconeanos é uma grande felicidade ter retornado essa festa tradicional, após dois anos de pandemia. Abraçamos essa causa e o povo poconeano precisa dessa atividade. Assim, como precisamos do apoio do deputado Botelho, que ajuda muito o município e sempre está aqui na nossa cidade”.
Cauane da Cruz Marques, estudante e moradora do bairro Jurumirim, aproveitou para rever os amigos. “Achei muito bom porque encontrei bastantes amigos que fazia tempo que não via por causa da pandemia. Nessa festa, torcemos para os Cristãos, mas no final da batalha tudo fica bem. É uma grande alegria!”.
“Participamos da Cavalhada com muita alegria. É uma festa histórica de Mato Grosso, muita gente prestigiando essa batalha simbólica entre Mouros e Cristãos aqui em Poconé”, afirmou Botelho, em cumprimento aos festeiros locais
Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT
Da mesma forma o prefeito de Poconé, Tatá Amaral, destacou o empenho para a realização do evento. “Uma festa maravilhosa, lotada de turistas e de moradores. Queremos parabenizar os festeiros que dedicaram a esse evento nos últimos 60 dias. É a única festa de Mato Grosso e no Brasil, somos referência, tanto que professores e estudantes de outros municípios vêm para prestigiar nosso tradicional evento”, disse o prefeito.
Também destacou o trabalho de Botelho, que nos próximos dias, vai entregar o asfalto à rua Dom Aquino, com emenda do deputado no valor de R$ 400 e mais R$ 500 mil para revitalização do asfalto no distrito de Cangas, obra que começará em julho. “Além de ônibus escolar e ambulância. São ações importantes do deputado pelo município de Poconé”, reconheceu o prefeito.
TRABALHO POR POCONÉ – Botelho destinou emendas para aquisição de ônibus, no valor de R$ 274 mil; R$ 70 mil para custeio da saúde; mais R$ 400 mil para pavimentação asfáltica; convênio de R$ 155 mil para lama asfáltica. Viabilizou R$ 100 mil de verba descentralizada para cada escola: Estadual Campo Antônio Garcia e a Dom Francisco de Aquino Correa; mais convênios para recuperação asfáltica das ruas do município e do distrito de Cangas, no valor de R$ 1,5 milhão e mais R$ 100 mil para perfuração de poço artesiano.
Fonte: ALMT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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