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Política

Araújo diz que Grupo de Lima quer ‘deixar claro’ que não houve derrota de Guaidó

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que a reunião desta sexta-feira (3) do Grupo de Lima, tem a intenção de “deixar muito claro” que o desfecho dos atos dos últimos dias na Venezuela, contra o regime de Nicolás Maduro, não representou “uma derrota” do líder oposicionista Juan Guaidó.

O chanceler brasileiro deu a declaração em Brasília, após participar da formatura de diplomatas no Instituto Rio Branco e de uma condecoração, ambas com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da democracia na Venezuela. Além do Brasil e do Peru, mais 11 países integram o grupo – Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai.

A Venezuela vive uma intensificação da crise política dos últimos anos. Na terça-feira (30), Guaidó afirmou que tinha apoio de militares e convocou a população para as ruas. Desde então, são registrados conflitos em cidades do país, com mortes. Maduro segue no poder.

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“No Grupo de Lima, hoje [sexta], nós queremos deixar muito claro o fato de que o que aconteceu no dia 30, no dia 1º, não é de forma nenhuma uma derrota desse ímpeto pela liberdade, pela democracia. Ao contrário, isso exige que a comunidade internacional continue trabalhando, como vem trabalhando”, afirmou Araújo.

O chanceler destacou a importância de tentar evitar uma narrativa “falsa” que indicaria um “retrocesso” nas ações de Guaidó.

“Tem esse lado de não deixar que se crie uma narrativa, que seria falsa, de um retrocesso no processo, ao contrário. Dia 30 de abril e 1° de maio foi um avanço, continuar no apoio disso, e sempre imaginando novos, discutindo novos elementos de pressão diplomática”, acrescentou.

Asilo de militares

Araújo afirmou que as últimas informações que teve acesso registram que os 25 militares venezuelanos que pediram asilo ao governo brasileiro ainda não chegaram à embaixada em Caracas.

“A última notícia que eu tive, não sei se evoluiu nestas últimas horas, é que eles ainda não tinham tido condições de chegar na embaixada, que a embaixada está aberta para recebê-los”, disse.

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Na terça-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, informou que os 25 militares têm patentes entre tenente e soldado.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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