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Após reunião com Bolsonaro, Maia defende unir esforços para resolver questão fiscal antes do Renda Cidadã

Foto: Reprodução/Gabinete Márcio Bittar

Em conversa com o blog após sair de uma reunião na manhã desta segunda-feira (5) no Palácio da Alvorada, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a prioridade é resolver a situação fiscal do país. Nesse contexto, acrescenta, será possível encontrar a solução para os recursos do programa social Renda Cidadã.

O encontro no Alvorada foi promovido pelo presidente Jair Bolsonaro. Participaram também os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), além do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta de emenda à Constituição chamada da PEC emergencial.

A equipe de Bolsonaro e o Congresso vêm discutindo nas últimas semanas uma maneira de encontrar recursos para bancar o Renda Cidadã. O programa, uma espécie de substituto do Bolsa Família, é visto pelo governo como uma medida para evitar o agravamento da pobreza no país, diante das consequências da crise da pandemia. Bolsonaro também quer que o novo programa funcione como uma continuidade do auxílio emergencial, que vem lhe rendendo aumento de popularidade, mas termina no fim do ano.

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Maia defendeu que a solução para o Renda Cidadã não pode romper o teto de gastos públicos. Para ele, esse cuidado é fundamental para manter as despesas do governo sob controle.

“A solução do Renda Cidadã tem que ser posterior à solução do teto de gastos. Isso é necessário para garantir que as despesas ficarão controladas nos próximos 24 meses. É preciso resolver os gatilhos imediatamente. Temos pouco tempo para solucionar os problemas”, alertou Maia. “Temos que unir esforços para resolver a situação fiscal do país”, completou o presidente da Câmara.

Maia falou também do encontro que terá na noite desta segunda com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O jantar será na residência do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e foi articulado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Nos últimos dias, Maia e Guedes trocaram farpas em declarações públicas. Para o presidente da Câmara, é hora de pôr fim às “cotoveladas”.

“O presidente da Câmara e o ministro da Economia não podem ficar dando cotoveladas o tempo todo. É preciso solucionar os problemas do país”, disse Maia. Recuperado da Covid-19, ele já está trabalhando fora de casa.

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G1 MT

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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