Política Nacional
Wellington Fagundes reage a restrição chinesa e sai em defesa da carne bovina brasileira

O senador Wellington Fagundes (PL) criticou a decisão da China de limitar a importação de carne bovina do Brasil e afirmou que a medida não possui base técnica, mas sim motivação comercial e geopolítica. Segundo o parlamentar, a restrição atinge diretamente os produtores rurais brasileiros, especialmente os de Mato Grosso, maior estado produtor de carne bovina do país.
Médico-veterinário por formação, Fagundes destacou que o Brasil produz atualmente a carne bovina mais competitiva do mundo, com custos inferiores aos de outros grandes exportadores, além de eficiência, escala produtiva e regularidade no fornecimento. Para ele, o país ocupa posição estratégica na segurança alimentar global e é essencial para atender à crescente demanda por proteína animal.
O senador também ressaltou a evolução da pecuária nacional, impulsionada por investimentos em tecnologia, inovação e pesquisa, com protagonismo da Embrapa e do produtor rural. Ele lembrou que o Brasil alcançou um marco sanitário histórico ao se tornar livre da febre aftosa sem vacinação, o que ampliou o acesso a mercados mais exigentes e reforçou a credibilidade internacional da produção brasileira.
Diante da decisão chinesa, Fagundes defendeu que o Brasil adote uma resposta baseada em diplomacia, inteligência comercial e estratégia, com foco na ampliação de mercados e no fortalecimento de relações internacionais. Segundo ele, o país precisa atuar com políticas de Estado, garantindo previsibilidade, estabilidade e segurança jurídica em contratos de longo prazo.
“O Brasil tem condições de ampliar sua produção sem impacto ambiental, recuperando áreas de pastagens degradadas. Precisamos defender nosso produtor e mostrar ao mundo que o país é parte da solução global para a segurança alimentar”, afirmou.
Por fim, o senador reforçou que proteger o produtor rural significa preservar empregos no campo, fortalecer a economia e garantir o abastecimento alimentar do Brasil.
Fonte Olhar Direto
Nacional
Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.
Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.
Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.
O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.
Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.
O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.
Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:
Ronaldo Caiado (PSD): 29%;
Romeu Zema (Novo): 31%;
Renan Santos (Missão): 28%.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
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