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Política Nacional

Câmara aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e condenados por 8 de Janeiro

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o texto-base do projeto de lei conhecido como “PL da Dosimetria”, que prevê redução de penas para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A proposta segue agora para análise do Senado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a matéria deve ser votada ainda em 2025. Caso aprovada, irá à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que poderá vetar parte ou todo o texto.

Segundo o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), a mudança não configura anistia. “As pessoas vão continuar pagando”, afirmou. O deputado também declarou que o projeto mantém caráter de prevenção. “Vão pensar duas vezes antes de tentar novamente”, disse.

A equipe do relator estima que, se sancionado, Bolsonaro permaneceria no regime fechado por mais 2 anos e 4 meses.

Principais alterações

A proposta incorpora o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito ao crime de golpe de Estado, que possui pena maior. Com isso, a pena de Bolsonaro teria redução de cerca de 6 anos e 6 meses.

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O texto também estabelece progressão de regime mais rápida, permitindo saída do regime fechado após cumprimento de um sexto da pena, em vez de um quarto. Além disso, prevê que dias trabalhados enquanto o condenado utilizava tornozeleira eletrônica — como no caso do ex-presidente — possam ser abatidos da pena, na proporção de um dia a menos para cada três trabalhados.

Paulinho da Força afirmou que o projeto foi construído em diálogo com lideranças partidárias e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), e que as alterações devem ser acatadas pela Corte. “Se alguém recorrer ao Supremo dessa decisão, acho que vai perder”, declarou.

O relator admitiu que apresentou a proposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na semana anterior, mas disse desconhecer se o ex-presidente foi informado sobre o conteúdo.

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Política Nacional

Lula sanciona lei que prevê uso imediato de tornozeleira para agressores de mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta sexta-feira (10.04), a Lei nº 15.383/2026, que estabelece a possibilidade de monitoramento eletrônico imediato de agressores em casos de risco atual ou iminente à integridade física de mulheres e crianças em situação de violência doméstica.

A medida prevê que a utilização de tornozeleira eletrônica poderá ser determinada por autoridade judicial ou, em situações específicas, por delegado de polícia, com comunicação obrigatória ao Poder Judiciário no prazo de até 24 horas.

O texto também autoriza o uso de tornozeleiras eletrônicas integradas a dispositivos de segurança disponibilizados às vítimas, que deverão emitir alertas automáticos em caso de aproximação do agressor. O descumprimento das áreas de restrição poderá agravar a pena aplicada.

Além disso, a lei estabelece prioridade orçamentária para a aquisição e manutenção desses equipamentos, vinculando parte dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Crime de “vicaricídio” passa a ser hediondo
Outra mudança relevante está na Lei nº 15.384, que introduz o conceito de violência vicária na legislação brasileira e cria o crime de vicaricídio.

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