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Ex-adjunto foi preso com R$ 20 mil em mochila, em frente a edifício

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Divulgação MIDIA NEWS

Uma denúncia anônima culminou na prisão do ex-secretário adjunto da Casa Civil, Wanderson de Jesus Nogueira, na noite desta quinta-feira (24), em Cuiabá.

Segundo o policial civil Raphael Meneguini, que atua no Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), na tarde de ontem uma pessoa, que não quis se identificar, afirmou que o empresário Thiago Ronchi Adrien Eugênio, da TMF Construções e Serviços Eireli, se deslocou até a Casa Civil do Estado e entregou um envelope com dinheiro de propina.

No mesmo dia, a empresa recebeu R$ 123.774,18. A TMF mantém contrato de R$ 1 milhão com a Casa Civil.

Com base na denúncia, o policial, juntamente com os delegados Márcio Moreno Vera e Marcelo Martins Torhacs passaram a fazer campana nas proximidades do Palácio Paiguás.

Eles aguardaram Wanderson de Jesus Nogueira sair do local, em um veículo Toyota Corolla de cor preta. Ele estava no banco de passageiro dianteiro, e portava uma mochila preta.

A equipe, então, acompanhou o trajeto do carro, até as proximidades da loja Havan da Avenida do CPA. Assim que o veículo parou em frente ao edifício em que mora Wanderson, os agentes do Gaeco fizeram a abordagem.

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Assim que revistaram a mochila, encontraram maços de dinheiro, em notas de R$ 50,00 e R$ 100,00, totalizando R$ 20 mil.

Empresa de gelo

Ao ser questionado sobre o dinheiro, Wanderson disse que recebeu da venda de uma empresa chamado Gelo Mais Indústria e Comércio de Gelo. E que Thiago estaria comprando a empresa e, por isso, lhe entregou o dinheiro na Casa Civil.

O Gaeco checou as informações da Gelo Mais, que não estão em nome de Wanderson, e sim de Manoella Arruda Moura de Araújo, sendo que Wanderson foi sócio da empresa até 2016. Os agentes foram até o local onde seria a sede da empresa, no bairro Santa Cruz, onde havia apenas uma construção inacabada.

Em seguida, uma equipe policial foi até o endereço de Thiago Eugênio, no Coxipó, mas ele não residia mais no local. Às 20h43, um policial ligou para o celular do empresário, mas assim que ele se identificou como policial do Gaeco, a ligação caiu.

Segundos depois, Thiago retornou a ligação e negou que fez o pagamento a Wanderson. Ele disse que não conhecia nenhum Wanderson. Os policiais o convidaram a comparecer à sede do Gaeco, mas ele não foi e mandou um advogado.

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R$ 3,4 milhões recebidos

A equipe do Gaeco consultou os pagamentos realizados pelo Governo à empresa TMF Construções neste ano. Segundo o Fiplan, foram recebidos R$ 3.414,467,47 – tendo ainda outros empenhos sem liquidação.

Foi verificado, também, que o ex-secretário Wanderson assinou alguns atos de contratação da empresa TMF pela Casa Civil. E que foi ele, também, quem desclassificou e revogou um pregão eletrônico vencido pela empresa DSS, que prestaria o mesmo serviço. Ele alegou que a empresa não cumpriu os termos do edital.

Em seguida, em 2 de julho passado, a TMF Construções foi contratada por R$ 1 milhão para executar serviços de manutenção predial preventiva e corretiva, fornecendo peças e equipamentos materiais e mão de obra.

Segundo o Gaeco, diante das informações desencontradas prestadas por Wanderson Nogueira, foi lavrada o auto de prisão em flagrante.

 

 

MIDIA NEWS

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Criminoso procurado pela Justiça é preso por conduzir veículo embriagado em Aripuanã

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Um homem considerado de alta periculosidade e foragido da Justiça, foi preso pela Polícia Civil, na noite de sábado (21.05), no município de Aripuanã (1.002 km a noroeste de Cuiabá), conduzindo veículo automotor sob influência de bebida alcóolica e sem possuir CNH.

O suspeito de 29 anos, integrante de facção criminosa e com extensa ficha criminal, foi autuado em flagrante pelos crimes tipificados no Código de Trânsito Brasileito. Contra ele também foi constatado um mandado de prisão em aberto, expedido pela Comarca de Rondonópolis, que foi devidamente cumprido.

Os policiais civis transitavam por uma avenida de Aripuanã, no bairro Cidade Alta, quando avistaram um carro Fiat Uno com placa da cidade de Botucatu (SP), fazendo manobras arriscadas e colocando a vida de terceiros em perigo.

Na sequência o automóvel parou no meio da pista, com ronco do motor alto e escape estourado, o condutor desceu a pé e foi para o meio da rua fazendo gestos e palhaçadas.

Ao perceber a presença da viatura, o motorista entrou no carro e tentou fugir. Porém ele foi seguido pelos investigadores, sendo feito sinais para que encostasse o veículo. Ao parar o automóvel, o suspeito desceu correndo, atravessando para o outro lado da avenida e entrando em uma distribuidora de bebidas para se esconder.

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Ato contínuo o homem foi abordado pelos policiais civis e apresentava visível estado de embriaguez. Entrevistado, o mesmo assumiu que estava bebendo, bem como não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e nem a documentação do veículo. Dentro do carro foi localizado um isopor com gelo, várias bebidas destiladas e energético.

Diante dos fatos, o motorista foi levado até a Delegacia de Aripuanã, onde durante checagem foi constatado que se tratava de um indivíduo de alta periculosidade, inclusive com a prisão preventiva expedida pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis, por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O conduzido foi autuado em flagrante pelo delegado plantonista Bruno França, pelos crimes de dirigir veículo automotor em via pública sem permissão para dirigir ou habilitação, e conduzir veículo automotor sob a influência de álcool ou substância psicoativa. 

Após a confecção dos autos e cumprimento da ordem judicial de prisão, o preso foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

Fonte: PJC MT

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