Polícia
Dupla revela que criou empresas para desviar VIs da Assembleia de MT
A denúncia do Ministério Público do Estado (MP) contra os alvos da Operação DéJá Vú revelou a reincidência de duas pessoas em esquemas de corrupção montados para desviar recursos da Assembleia Legislativa. Alvos e réus confessos da Operação Metástase, Hilton Carlos da Costa Campos e Vinícius Prado Silveira também foram denunciados pelos crimes apurados pela Dejá Vú, apontados – entre outros denunciados – por emitirem “notas frias” de empresas para a Assembleia, em troca de recebimento de propina.
De acordo com trecho do depoimento de Vinícius, no final de 2011 ou começo de 2012, ele foi procurado por Geraldo Lauro, que lhe ofereceu uma vaga no esquema de desvios de dinheiro da Casa. Para integrar o esquema, Vinícius deveria arrumar empresas para emitir notas fiscais frias à Assembleia Legislativa, em troca, receberia 10% do valor das notas. Na época, Geraldo era chefe de gabinete do ex-deputado estadual José Geraldo Riva (sem partido).
“Que na época, era muito fácil forjar essas notas, porque não se exigia nota fiscal eletrônica, ou seja, qualquer recibo servia para justificar esses gastos. Que na época, Geraldo Lauro disse que o interrogando ficaria com 10% do valor de cada nota emitida. Que aceitou a proposta, procurou a pessoa de seu amigo Hilton Carlos da Costa Campos e este disse que tinha duas empresas que poderiam ser usadas no esquema, e sugeriu que o interrogando usasse mais duas e assim o fez: abriu uma no seu próprio nome e outra em nome de sua esposa”, diz trecho do depoimento de Vinícius.
Ainda em sua declaração, o denunciado afirmou que forneceu notas frias para justificar o gasto com verba indenizatória aos então deputados estaduais Ondanir Bortolini, o “Nininho” (PSD); Walter Rabello (já falecido); Emanuel Pinheiro (MDB), hoje prefeito de Cuiabá; Eduardo Botelho (DEM); Wancley Carvalho (PV); Ezequiel Fonseca (PP); e José Geraldo Riva (sem partido).
Hilton, ao ser interrogado, confirmou as informações prestadas por Vinícius e forneceu mais detalhes sobre sua participação no esquema. De acordo com ele, Vinícius o procurou em meados de 2011, perguntando se Hilton tinha algum cliente de seu escritório de contabilidade com empresa no ramo de papelaria. Em resposta, Hilton afirmou que ele mesmo possuía uma empresa, constituída em junho daquele ano para ajudar, futuramente, algum cliente que pudesse ganhar alguma licitação e precisasse de um CNPJ para atuar.
“Que aceitou a proposta do Vinícius para fornecer notas fiscais “frias” para a Assembleia Legislativa. Que o objetivo era simular compras de materiais de consumo de papelaria (resma de sulfite, grampeador, caixa arquivo, pasta suspensa, caneta, etc…) e de informática (teclado, mouse, hd externo, memória de computador, etc…). Que a partir de então, conforme demanda apresentada pelo Vinícius, eram emitidas as notas frias pelo interrogando. Que os materiais mencionados nas notas fiscais jamais foram de fato entregues. Que o interrogando e Vinícius recebiam 10% do valor nominal de cada nota fiscal”, diz trecho do depoimento de Hilton, explicando que tais notas eram emitidas pela empresa H C da Costa Campos E Cia LTDA.
Além disso, o denunciado explicou que em novembro de 2011, outras três empresas foram constituídas com a finalidade de também fornecer notas frias à Casa. Foram criadas a V.H. Alves Comércio ME, em nome de Victor Hugo Alves, um dos investigados; VPS Comércio ME, em nome de Vinícius Prado Silveira; e GB de Oliveira ME, em nome de Gabriela Brito de Oliveira, esposa de Vinícius.
Segundo Hilton, nenhuma dessas empresas chegou a existir fisicamente, sendo constituídas com o único objetivo de fornecer notas fiscais frias à Casa Legislativa.
“Que utilizando essas quatro empresas, o interrogando passou a emitir notas fiscais frias não somente para o gabinete da presidência da ALMT, mas também para o gabinete dos então deputados estaduais Walter Rabello, Wagner Ramos (PSD), Zeca Viana (PDT), Romoaldo Júnior (MDB), Nininho, Emanuel Pinheiro, Wancley, José Geraldo Riva e Botelho”, diz outro trecho do depoimento de Hilton.
Vinícius e Hilton são réus na Operação Metástase por praticarem o mesmo crime com o mesmo modo operacional: fornecimento de notas frias à Assembleia Legislativa para desviar recursos dos cofres públicos.
No caso da Dé Já Vú, além de Hilton Carlos da Costa Campos e Vinícius Prado Silveira, foram denunciados também o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro; o ex-deputado Zeca Viana; o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho; o ex-deputado José Geraldo Riva; o deputado Nininho; o ex-deputado Wancley Carvalho; o ex-chefe de gabinete, Geraldo Lauro; a servidora Ivone de Souza; a servidora comissionada e ex-chefe de gabinete de Zeca Viana, Renata do Carmo Viana Malacrida; o homem de confiança de Nininho, Tschales Franciel Tschá; o servidor Camilo Rosa de Melo; o servidor comissionado Ricardo Adriane de Oliveira.
Folha Max
Polícia
Policiais militares salvam menina de 7 anos engasgada com moeda

Uma menina de 7 anos foi socorrida por policiais militares após se engasgar com uma moeda, na segunda-feira (14), em Glória D’Oeste, a 304 km de Cuiabá.
De acordo com a Polícia Militar, a criança foi levada pela mãe até a base da corporação em estado crítico, quase inconsciente, sem conseguir respirar e apresentando sinais de asfixia.
A ação dos policiais foi registrada por uma câmera de segurança do local, que flagrou o momento em que os militares realizam as manobras de desengasgo até que a menina recuperasse a consciência.
Conforme relato do pai à polícia, o acidente aconteceu enquanto a criança assistia televisão. Após engolir a moeda, ela correu até os pais, que estavam no quintal da residência, demonstrando dificuldade para respirar.
Uma soldado iniciou imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas, utilizando a técnica de Heimlich. Um sargento também auxiliou no atendimento, realizando novas tentativas, inicialmente sem sucesso.
Diante da situação, os policiais adotaram outra técnica, inclinando a criança e aplicando compressões nas costas. Com isso, conseguiram retirar parcialmente o objeto, permitindo que a menina voltasse a respirar e recuperasse parte da consciência.
Como a moeda ainda permanecia alojada na garganta, a criança foi encaminhada à Unidade Básica de Saúde do município. Após avaliação médica, foi constatado que o objeto estava localizado atrás da traqueia.
Diante da gravidade, a menina foi transferida com urgência para o Hospital Regional de Cáceres. Segundo a unidade hospitalar, ela passou por um procedimento de endoscopia digestiva alta, que confirmou e possibilitou a retirada de uma moeda de R$ 1 alojada na garganta
-
Polícia4 dias atrásHomem mata a mulher, usa o celular dela para pedir dinheiro à família da vítima e vai a bar beber, diz polícia
-
Cidades2 dias atrásMato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios
-
Esportes2 dias atrásLula revela consulta de Ancelotti: ‘Você acha que o Neymar deve ser convocado?’
-
É Direito4 dias atrásGilmar Mendes nega recurso e mantém pena de 22 anos a PM por assassinato a tiros em bar
-
Esportes2 dias atrásBMX de Nova Mutum realiza entrega oficial de bicicletas adquiridas através de recursos do MPMT
-
Golpe2 dias atrásMulher cai em golpe de cobrança de pedágio e perde R$ 77
-
Polícia4 dias atrásPM prende traficante e apreende drogas na casinha do cachorro
-
Mundo4 dias atrásTrump dá início ao bloqueio no Estreio de Ormuz e diz que vai “eliminar” qualquer navio que tentar passar







Você precisa estar logado para postar um comentário Login