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Mato Grosso

Rodas de conversa debatem enfrentamento à fome em três municípios de MT

Mais três municípios de Mato Grosso receberam as rodas de conversa do “Projeto Cibus – Você tem fome de quê?” nesta semana, com objetivo de debater o combate à fome e traçar estratégias para a preservação da segurança alimentar, o fortalecimento da agricultura familiar e a produção sustentável. Foram visitados os municípios de Colniza (a 1.065km de Cuiabá), no dia 11 de julho, Vila Bela da Santíssima Trindade (a 521km da Capital) e Apiacás (a 1.010km de Cuiabá), no dia 14. Até agora, seis cidades já iniciaram os debates, e na próxima semana mais três realizarão as rodas de conversa.

Os encontros reúnem pequenos produtores rurais, gestores municipais, vereadores, diretores de escolas, feirantes, representantes de associações e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). As rodas de conversas são sobre o tema agroecologia, um modelo de agricultura alternativa baseada na integração e aplicação de conceitos ecológicos e sustentáveis na produção de alimentos.

“Por mais de duas horas, todos os convidados narraram suas experiências e dificuldades no tocante à produção de alimentos e à insegurança alimentar. Conseguimos identificar problemas estruturais que impedem uma maior produção, notadamente a questão da regularização fundiária do município, bem como foi possível aproximar os diversos agentes envolvidos. Além disso, ideias foram apresentadas para aumentar a participação dos produtores nas feiras, assim como para fomentar a diversificação de culturas”, contou o promotor de Justiça Substituto Pedro Facundo Bezerra, de Colniza.

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Em Vila Bela da Santíssima Trindade, o promotor de Justiça Samuel Telles Costa lembrou que, embora Mato Grosso seja uma potência do agronegócio e gere muita riqueza com a produção de grãos e proteína animal, ainda há quem passe fome no Estado. “Foi uma tarde de diálogos produtivos para o desenvolvimento de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional no âmbito municipal, bem como para fornecer informações aos pequenos agricultores do município acerca das possibilidades de destinação de sua produção, especialmente para alimentação escolar”, considerou, reforçando que o Cibus visa também incentivar políticas públicas e a produção local de alimentos, preservando as características culturais de cada região.

O projeto – Cibus é uma palavra em Latim, que na língua portuguesa significa comida, alimento. O projeto, idealizado pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa dos Direitos Humanos, Diversidade e Segurança Alimentar, foi lançado em fevereiro deste ano e está entre as prioridades do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. As rodas de conversa começaram no mês passado, após a realização de escuta social, da estruturação do Cibus e da articulação junto ao Governo de Mato Grosso para efetivação da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Pesan).

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Cenário – De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado em 6 de julho de 2022, 61,3 milhões de brasileiros lidaram com algum tipo de insegurança alimentar entre o período de 2019 a 2021. Isso representa quase um terço da população total do país. Em todo o mundo, 2,3 bilhões de pessoas enfrentaram cenário de insegurança alimentar no ano passado, 350 milhões a mais do que o observado antes da pandemia.

Fonte: MP MT

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Mato Grosso deixa de destruir maquinários apreendidos e passa a destiná-los aos municípios

Mato Grosso deu um passo importante na política ambiental ao adotar uma nova destinação para maquinários apreendidos em fiscalizações. A partir de agora, os equipamentos não serão mais destruídos, mas repassados às prefeituras para utilização em obras e na manutenção de estradas, principalmente nas regiões que atendem a agricultura familiar.

A mudança foi formalizada por meio de um memorando de intenções firmado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em parceria com o Governo do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e o Ministério Público Estadual.

A iniciativa representa uma mudança de paradigma na gestão dos bens apreendidos, transformando equipamentos que antes eram inutilizados em ferramentas de apoio ao desenvolvimento local. Na prática, os maquinários passam a contribuir diretamente com a infraestrutura dos municípios, fortalecendo o escoamento da produção e o atendimento às comunidades rurais.

Segundo o presidente da AMM, Hemerson Máximo, conhecido como Maninho, a medida é resultado da atuação conjunta da entidade com os municípios e demonstra que é possível alinhar preservação ambiental com desenvolvimento econômico.

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“Estamos transformando o que antes era perdido em benefício direto para a população. Proteger o meio ambiente e defender Mato Grosso caminham juntos”, destacou.

Com a iniciativa, o estado busca dar mais eficiência à política ambiental, ao mesmo tempo em que reforça a estrutura dos municípios e amplia o apoio à agricultura familiar.

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