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Justiça

MT: Fiscalizações “reprovam” 69% das cadeias do estado; superlotação chega a 206%

Fiscalizações realizadas nas unidades prisionais de Mato Grosso em 2024 revelaram sérias deficiências estruturais e superlotações. De acordo com um relatório enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apenas 13 das 41 cadeias e penitenciárias do estado estão em boas condições, representando 31% do total. As demais 69% apresentam condições péssimas, ruins ou regulares, com algumas unidades registrando uma superlotação superior a 200%.

Situação das Unidades Prisionais

  • Péssimas condições: 12 unidades, sendo sete delas superlotadas. As mais críticas incluem:
    • Cadeia Pública de Alta Floresta: Projetada para 65 reeducandos, abriga 199, representando 206% além da capacidade.
    • Barra do Garças: Com 106 vagas, possui 274 presos, 158% a mais.
    • Lucas do Rio Verde: Com capacidade para 144 vagas, abriga 336 presos, 133% acima da capacidade.
  • Condições ruins: Cadeias públicas de:
    • Alto Araguaia: Projetada para 80 vagas, atualmente com 106 presos, 32,5% a mais.
    • Diamantino: Com 32 vagas, abriga 73 reeducandos, 128% acima da capacidade.
  • Condições regulares: 14 unidades, quatro delas superlotadas, incluindo:
    • Juína: Projetada para 184 vagas, possui 255 presos, 38% acima da capacidade.
    • Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande): Com capacidade para 1.185 vagas, abriga 1.567 presos, 32% a mais.
    • Jaciara: Com 115 vagas, possui 131 presos, 13% a mais.
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Boas Condições

Treze unidades prisionais estão classificadas em boas condições, embora oito delas ainda enfrentem superlotação. Exemplos incluem:

  • Penitenciária Osvaldo Florentino Leite (Ferrugem), em Sinop: Projetada para 464 vagas, abriga 888 presos, 91% a mais.
  • Cadeia Pública de Primavera do Leste: Com capacidade para 144 vagas, possui 266 presos, 84% a mais.

Nenhuma unidade foi considerada em condição excelente.

Deficiência de Servidores

O presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso (Sindsppen), Amaury Benedito Paixão das Neves, destaca a carência de efetivo como uma das maiores deficiências:

  • “Temos unidades no interior com aproximadamente 110 presos e apenas dois policiais penais por plantão. O Estado, obedecendo uma decisão liminar, vai nomear 178 novos policiais penais ainda este ano, para preencher o quadro de vagas defasado desde 2016. Só na covid-19 perdemos 19 policiais, e nesse mesmo período, oito policiais penais se suicidaram. Isso sem contar os que morreram por outras causas. Em 2024, a previsão é que pelo menos 52 policiais penais se aposentem.”
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O relatório evidencia a necessidade urgente de melhorias nas condições estruturais e no aumento do efetivo para garantir a segurança e o bom funcionamento das unidades prisionais de Mato Grosso.

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Justiça

Julgamento sobre “cura gay” sai do virtual e vai ao plenário do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu transferir para o plenário físico o julgamento que discute a legalidade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que proíbe práticas conhecidas como “cura gay” e restringe o uso de fundamentos religiosos na atuação profissional de psicólogos.

A análise, que estava ocorrendo no ambiente virtual, será retomada presencialmente após o pedido de destaque feito por Fachin. O caso envolve duas ações diretas de inconstitucionalidade que tratam de pontos opostos sobre a norma editada em 2023.

De um lado, o partido Novo e o Instituto Brasileiro de Direito e Religião questionam a regra, alegando que ela fere a liberdade de crença e de expressão dos profissionais. Do outro, o PDT defende a validade da resolução, argumentando que a medida não impede manifestações religiosas, mas estabelece limites claros para evitar que convicções pessoais interfiram no atendimento psicológico.

A norma do CFP veda a chamada terapia de conversão sexual e reforça que o exercício da psicologia deve seguir critérios científicos reconhecidos, sem substituição por crenças religiosas. Para os defensores da resolução, a flexibilização poderia abrir espaço para práticas já amplamente criticadas por entidades médicas e científicas.

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Antes da suspensão do julgamento, o relator Alexandre de Moraes votou pela validade da norma. Ele entendeu que a resolução não viola a liberdade religiosa, mas garante a proteção dos pacientes e reafirma o caráter laico do Estado, ao impedir tratamentos sem base científica.

Com a ida ao plenário físico, o julgamento ganha novo peso dentro da Corte e deve reunir todos os ministros em uma discussão que envolve direitos fundamentais, liberdade religiosa e limites da atuação profissional na área da saúde. Ainda não há data definida para a retomada do caso.

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