Investigação
Vereador denuncia suposta escuta clandestina encontrada em gabinete

O vereador Bruno Rios registrou um boletim de ocorrência após encontrar um suposto aparelho de escuta clandestina dentro de seu gabinete na Câmara Municipal de Várzea Grande. A denúncia foi formalizada na quinta-feira (7).
Segundo o registro policial, o parlamentar, que é líder da prefeita Flávia Moretti no Legislativo municipal, realizava ajustes no gabinete junto com um assessor quando o equipamento foi localizado.
O aparelho estava escondido atrás das bandeiras do estado e do município, dentro de uma canaleta do ar-condicionado. Conforme o boletim, o microfone era pequeno e estava envolto em fita isolante. O material foi entregue às autoridades policiais no momento da denúncia.
O caso ocorre cerca de um mês após outro episódio semelhante registrado no município. Durante uma vistoria de rotina no gabinete da prefeita Flávia Moretti, também foi encontrado um aparelho próximo à mesa da gestora. Na ocasião, a prefeita afirmou acreditar que se tratava de uma escuta clandestina.
Por meio de nota, a Câmara Municipal informou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre o caso, mas destacou que medidas internas para apuração já estão sendo adotadas.
O Legislativo municipal também informou que havia solicitado, no dia 4 de abril, uma vistoria de segurança em todas as dependências da sede da Câmara.
Ainda segundo a nota, apenas o vereador e seus assessores possuem acesso ao gabinete, sem registro de arrombamento no local, o que, inicialmente, afastaria a hipótese de entrada de terceiros sem autorização.
“Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes”, informou a Câmara em trecho do posicionamento oficial.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades policiais.
Nota da Câmara Municipal de Várzea Grande
A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Várzea Grande informa que, no dia 4 de abril, a direção da Casa já havia solicitado à Secretaria de Estado de Segurança Pública uma varredura técnica nas dependências do Legislativo para verificação da existência, ou não, de aparelho de escuta clandestina.
A Câmara esclarece que o tema já vinha sendo tratado internamente com seriedade e busca dar andamento aos procedimentos necessários para garantir maior segurança institucional.
Sobre o episódio envolvendo o vereador Bruno Rios, acerca de um suposto aparelho de escuta em seu gabinete, a Câmara informa que não foi comunicada oficialmente sobre o fato, suas circunstâncias, o suposto objeto ou eventuais testemunhas, tendo tomado conhecimento do caso apenas por meio da imprensa.
Também esclarece que, até o presente momento, não há conhecimento de que o vereador Bruno, que é advogado, tenha acionado formalmente a Guarda Municipal ou a Polícia Civil para acompanhamento da cadeia de custódia exigida para preservação das provas e garantia da legalidade da investigação.
Apesar da ausência de comunicação formal por parte do parlamentar, por dever de ofício, a Câmara informa que está adotando medidas para apuração do caso junto à Guarda Municipal e à Polícia Civil, mediante registro de boletim de ocorrência para verificação da veracidade dos fatos, além de reiterar aos órgãos competentes o pedido de varredura técnica em toda a estrutura da Casa de Leis.
A Câmara também solicitou esclarecimentos à Secretaria Administrativa da Casa, que informou que apenas o vereador Bruno e seus assessores possuem as chaves de acesso ao gabinete, não havendo relatos de arrombamento nas portas de acesso exclusivo do parlamentar, o que afasta, em princípio, a possibilidade de ingresso de terceiros no local sem autorização do próprio vereador ou de seus assessores.
Neste momento, a prioridade é garantir a segurança institucional, preservar a integridade dos gabinetes parlamentares e colaborar com qualquer investigação que venha a ser conduzida pelas autoridades competentes.
Investigação
Gaeco deflagra operação contra suspeito de vazar dados para facção em Mato Grosso

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop (a 451 km de Cuiabá) deflagrou, nesta quarta-feira (20), a operação “Inimigo Íntimo” para investigar o vazamento de informações sigilosas e o possível favorecimento a facção criminosa.
As investigações indicam que um servidor público teria utilizado o cargo para acessar dados restritos e repassá-los indevidamente a integrantes de facção criminosa. Ele é suspeito de divulgar informações sobre operações policiais voltadas ao combate ao Comando Vermelho.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Durante a ação, equipes apreenderam três celulares, um notebook e outros dispositivos eletrônicos na residência do suspeito.
O material será analisado pela perícia técnica para subsidiar as investigações, que seguem em andamento com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 3º Comando Regional, além de duas equipes da Força Tática de Sinop, que deram suporte ao cumprimento das ordens judiciais e à segurança da operação.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.





