Investigação
Auxiliar apresenta DNA e diz ser irmã biológica de Flavia Moretti, prefeita de VG

Uma ação judicial protocolada em Cuiabá abriu uma disputa familiar sensível envolvendo a prefeita de Várzea Grande, Flavia Moretti (PL). A auxiliar de laboratório Leydianne Sthefanie Cortes afirma ser filha biológica de João Alberto Moretti, pai da gestora já falecido, e apresentou exame de DNA que indicaria compatibilidade genética de 99,9% com a prefeita e outra suposta irmã.
O pedido tramita na 4ª Vara Especializada em Família e Sucessões da Capital e busca o reconhecimento de paternidade “pós-mortem”, com base em prova técnica já anexada aos autos. Segundo a autora, sua mãe manteve um relacionamento com João Alberto Moretti, do qual teria nascido, em 1998, no município de Poconé.
De acordo com a petição, o exame foi realizado em dezembro de 2025 por meio de reconstrução genética — procedimento que utiliza material de parentes consanguíneos do suposto pai. Além de Flavia Moretti, também participou do teste Fernanda Petersen, assessora da Assembleia Legislativa, apontada como irmã da prefeita.
A auxiliar sustenta que, diante do laudo pericial, não há mais necessidade de investigação, mas apenas de declaração formal do vínculo familiar. “A verdade biológica já se encontra devidamente comprovada por meio de prova técnica idônea”, argumenta na ação.
O exame foi assinado por profissionais de laboratório especializado, entre eles a médica Natasha Slhessarenko, que também é pré-candidata ao governo de Mato Grosso pelo PSD.
Até o momento, o Judiciário ainda não analisou o pedido. O processo foi protocolado no último dia 30 de abril e aguarda decisão inicial. O caso pode ter repercussões tanto no âmbito familiar quanto patrimonial, a depender do reconhecimento oficial do vínculo alegado.
Investigação
Gaeco deflagra operação contra suspeito de vazar dados para facção em Mato Grosso

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Sinop (a 451 km de Cuiabá) deflagrou, nesta quarta-feira (20), a operação “Inimigo Íntimo” para investigar o vazamento de informações sigilosas e o possível favorecimento a facção criminosa.
As investigações indicam que um servidor público teria utilizado o cargo para acessar dados restritos e repassá-los indevidamente a integrantes de facção criminosa. Ele é suspeito de divulgar informações sobre operações policiais voltadas ao combate ao Comando Vermelho.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Durante a ação, equipes apreenderam três celulares, um notebook e outros dispositivos eletrônicos na residência do suspeito.
O material será analisado pela perícia técnica para subsidiar as investigações, que seguem em andamento com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa.
A ação contou com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso, por meio do 3º Comando Regional, além de duas equipes da Força Tática de Sinop, que deram suporte ao cumprimento das ordens judiciais e à segurança da operação.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
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