Mato Grosso
Hemerson Máximo fortalece protagonismo da AMM e impulsiona agricultura familiar com capacitação inédita em Mato Grosso

A Associação Mato-grossense de Municípios vive um momento de protagonismo e articulação institucional sob a liderança de Hemerson Máximo. A abertura do 1º Encontro Estadual dos Serviços de Inspeção Municipal (ESIM), nesta terça-feira, evidenciou não apenas a capacidade de mobilização da entidade, mas também o compromisso estratégico com o fortalecimento da agricultura familiar e da economia local em Mato Grosso.
Realizado no auditório da Associação Mato-grossense de Municípios, o evento reúne cerca de 300 técnicos municipais, entre gestores, médicos veterinários e especialistas, em uma ampla programação voltada à qualificação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). A iniciativa busca garantir que pequenos produtores e agroindústrias familiares possam comercializar seus produtos com segurança, qualidade e dentro das normas sanitárias vigentes.
A atuação de Hemerson Máximo tem sido marcada pela construção de parcerias sólidas. O encontro conta com o apoio de instituições como o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, reforçando a importância da cooperação entre diferentes esferas para o desenvolvimento regional.
Durante a abertura, o presidente da AMM destacou que o fortalecimento da agricultura familiar é uma prioridade permanente da entidade. “Estamos trabalhando de forma integrada para dar condições reais aos municípios de estruturarem seus serviços de inspeção, permitindo que o pequeno produtor saia da informalidade e conquiste novos mercados”, afirmou Hemerson Máximo.
Ele também enfatizou o impacto direto dessa política no desenvolvimento econômico local. “Quando fortalecemos a agroindústria familiar, estamos gerando emprego, renda e oportunidades dentro dos próprios municípios. Isso significa desenvolvimento sustentável e mais qualidade de vida para a população”, acrescentou.

Outro ponto ressaltado pelo presidente foi o papel da capacitação técnica. “Não basta apenas criar políticas públicas, é fundamental preparar as equipes, orientar os gestores e dar suporte técnico contínuo. Esse encontro é exatamente isso: conhecimento sendo compartilhado para transformar realidades”, pontuou.
A relevância do trabalho liderado pela AMM também foi reconhecida por autoridades presentes, como o vice-governador Otaviano Pivetta, que destacou o papel fundamental da agricultura familiar no estado, responsável por envolver mais de 130 mil famílias. Ele reforçou o compromisso do governo em oferecer suporte técnico e acesso a financiamento para impulsionar a produção e a comercialização.
Outro destaque foi o reconhecimento nacional do modelo adotado em Mato Grosso. Representando o Ministério da Agricultura, Judi Maria de Nóbrega afirmou que o estado tem se tornado referência no fortalecimento dos serviços de inspeção municipal, especialmente pela integração de consórcios ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).
Para o diretor técnico do INDEA, Renan Tomazele, a iniciativa da AMM reforça a importância da integração entre os níveis municipal, estadual e federal. Essa articulação amplia a eficiência da fiscalização sanitária e contribui para que os produtores atendam às boas práticas exigidas pelo mercado.

Com programação até sexta-feira, incluindo palestras, painéis e mesas-redondas, além de visitas técnicas no fim de semana, o encontro consolida-se como um espaço estratégico de aprendizado e troca de experiências. Mais do que um evento técnico, o ESIM simboliza a capacidade de liderança da AMM em promover políticas públicas que impactam diretamente a vida dos municípios.
Ao final, Hemerson Máximo reforçou o compromisso da entidade com os municípios mato-grossenses: “Nosso foco é dar ferramentas para que cada cidade possa crescer com autonomia, valorizando sua produção local e garantindo segurança alimentar. A AMM seguirá ao lado dos gestores, construindo soluções e abrindo caminhos para o desenvolvimento”.

Sob sua condução, a entidade reafirma seu papel como protagonista no desenvolvimento regional, mostrando que a união de esforços e a qualificação contínua são caminhos essenciais para fortalecer a agricultura familiar e impulsionar o crescimento sustentável de Mato Grosso.
Mato Grosso
Governo rescinde contratos e multa empresas em R$ 7,2 milhões por falhas na MT-170

Além das multas, empresas poderão ter de devolver aos cofres públicos os valores gastos para recuperar os trechos danificados
O Governo de Mato Grosso decidiu romper os contratos dos dois consórcios responsáveis pela pavimentação dos primeiros 90 quilômetros da MT-170, entre Castanheira e Colniza, após problemas registrados no asfalto pouco tempo depois da conclusão dos serviços.
As empresas também receberam multas que, somadas, ultrapassam R$ 7,2 milhões. Além das penalidades, os consórcios ficarão impedidos de celebrar novos contratos com o Governo do Estado pelo período de dois anos.
As decisões foram assinadas pelo secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira e Silva, na sexta-feira (7), e publicadas no Diário Oficial desta segunda-feira (10).
O Estado também determinou que os consórcios sejam responsabilizados pelos custos necessários para reparar os danos identificados na rodovia. O ressarcimento poderá incluir despesas que ainda serão calculadas conforme os serviços de recuperação.
A maior penalidade foi aplicada ao Consórcio Sanches Tripoloni-Trafecon-MT Sul, responsável por um trecho de 50,7 quilômetros, correspondente ao Lote 1.
Nesse caso, a Sinfra estabeleceu multa moratória de aproximadamente R$ 565,6 mil e outra, de caráter compensatório, no valor de R$ 3,51 milhões. As duas penalidades totalizam cerca de R$ 4,07 milhões.
O consórcio também deverá ressarcir integralmente os prejuízos que tenham relação com os defeitos encontrados na obra.
No segundo lote, com 39,3 quilômetros, a responsabilidade era do Consórcio Construtor Agrimex. A empresa recebeu multa moratória de R$ 522 mil e multa compensatória de R$ 2,63 milhões, chegando a aproximadamente R$ 3,15 milhões.
Para esse contrato, a secretaria estabeleceu que o ressarcimento deverá considerar, entre outros itens, os gastos com recuperação do pavimento, contratação de outras empresas, correção de passivos ambientais e demais despesas que sejam comprovadamente decorrentes dos problemas encontrados.
A decisão ocorre após o pavimento apresentar sinais de deterioração em um período considerado curto depois da execução. Em alguns pontos, o material chegou a se desfazer, levando o Estado a cobrar providências das empresas responsáveis.
No Lote 1, segundo informações reunidas durante o processo administrativo, a Sinfra notificou as contratadas diversas vezes. Foram quatro notificações registradas em 2023, outras 16 em 2024 e mais seis em 2025.
A situação também foi acompanhada pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que realizou inspeções na rodovia para verificar as condições do pavimento.
Entre os problemas analisados esteve a espessura da camada asfáltica. Estudos anteriores consideravam uma camada de 7,5 centímetros de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), enquanto a solução executada utilizou cinco centímetros, uma diferença de aproximadamente 33%.
A Sinfra, entretanto, afirma que a alteração não pode ser apontada isoladamente como causa dos defeitos. Segundo a secretaria, a mudança foi autorizada em uma Mesa Técnica realizada em 2022, com participação do próprio Tribunal de Contas.
Na avaliação do Estado, os problemas encontrados estão associados a falhas nos projetos e na execução dos serviços contratados.
Antes mesmo da rescisão, o Governo já havia informado que buscaria responsabilizar as empresas pelos custos necessários para recuperar a rodovia.
A administração estadual também acionou mecanismos de seguro-garantia relacionados aos contratos, numa tentativa de reduzir o impacto financeiro da recuperação do trecho para os cofres públicos.
Os contratos agora encerrados foram firmados em 2014, quando a estrada ainda fazia parte da antiga BR-174. Na época, os acordos incluíam tanto a elaboração dos projetos básico e executivo quanto a execução das obras de pavimentação.
Posteriormente, o trecho passou para a responsabilidade estadual e recebeu a denominação de MT-170.
A rodovia é considerada estratégica para o deslocamento e o escoamento da produção da região Noroeste de Mato Grosso, especialmente no corredor entre Castanheira e Colniza.
Com a publicação das decisões, os contratos referentes aos primeiros 90 quilômetros do trecho estão oficialmente rescindidos. Além das multas já aplicadas, o Estado ainda poderá cobrar dos consórcios os valores necessários para recuperar os pontos da rodovia afetados pela deterioração do pavimento.
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