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Investigação Polícial

Padrasto é condenado a quase 18 anos de prisão por abusar da enteada durante cinco anos

A Justiça de Mato Grosso condenou, nesta semana, o réu R. B. P. U. a uma pena de 17 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores. O caso ocorreu em Nova Mutum (264 km de Cuiabá) e choca pela duração e pela quebra de confiança familiar: os abusos foram praticados de forma sistemática entre os anos de 2020 e 2025.

De acordo com a denúncia oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal da comarca, a vítima era a própria enteada do condenado. Na época em que a violência começou, a menina tinha apenas oito anos de idade. O regime fixado para o cumprimento da pena é o fechado.

Abuso de confiança e impunidade

As investigações apontam que o homem viveu com a mãe da criança por cinco anos, período em que tiveram dois filhos. Aproveitando-se da proximidade e do papel de figura paterna, ele utilizava os momentos em que estava sozinho com a enteada para cometer os crimes.

Segundo a promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, os abusos ocorreram em pelo menos quatro ocasiões documentadas. Além da violência física, o réu submetia a criança a tortura psicológica ao obrigá-la a assistir a vídeos de sexo explícito, utilizando o material pornográfico como ferramenta de indução e instigação.

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O caminho até a sentença

A rede de proteção foi acionada assim que os fatos vieram à tona. Na época da revelação, o condenado já não convivia mais com a mãe da vítima. O processo contou com etapas rigorosas para garantir a proteção da menor e a veracidade das provas, incluindo:

Exame pericial: Realizado logo após a denúncia.

Depoimento especial: A oitiva da criança foi feita perante o juízo, seguindo protocolos que evitam a revitimização.

Atuação do MP: Registro imediato do boletim de ocorrência e acompanhamento pelos órgãos de assistência social.

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Investigação Polícial

Membros de facção criminosa são alvos de operação; contas bancárias foram bloqueadas em MT


A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Catalunha, para cumprimento de 20 mandados judiciais contra integrantes de facção criminosa instalada no município de Tangará da Serra.

Foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, além de bloqueio de diversas contas bancárias utilizadas para movimentação e ocultação de valores oriundos do tráfico de drogas.

As ordens foram decretadas pelo Poder Judiciário da Comarca de Tangará da Serra, com parecer favorável do Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra alvos na região do bairro Barcelona.

Durante os trabalhos de para cumprimento dos mandados os policiais civis apreenderam grande quantia em dinheiro e drogas, até o momento duas pessoas foram presas em flagrante delito.

A Operação Catalunha contou com a participação de 60 policiais civis, 15 viaturas e o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) reforçando a atuação integrada das forças de segurança no combate ao crime organizado.

A ação da Polícia Civil em Tangará da Serra faz parte de uma estratégia contínua de repressão qualificada, com foco na desarticulação de grupos criminosos e na responsabilização penal de seus integrantes.

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Investigação

As diligências iniciaram em janeiro de 2026, conduzidas pela equipe de inteligência da Delegacia Regional e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra. O objetivo foi apurar a atuação de uma organização criminosa estruturada, voltada ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico no município.

Ao longo das diligências foram reunidas provas robustas que demonstram a existência de um grupo com organização hierarquizada e divisão de tarefas bem definida, atuando de forma coordenada na prática dos crimes.

O avanço significativo das investigações ocorreu após o cumprimento de mandado de busca e apreensão ocorrido em dezembro de 2025. A partir dessa ação, os investigadores obtiveram elementos decisivos que permitiram identificar outros integrantes e aprofundar as apurações.

Os indícios apontaram que todos os alvos possuem envolvimento direto com o tráfico de drogas, desempenhando funções que vão desde a comercialização e logística até o financiamento e suporte operacional das atividades ilícitas.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados, medida que visa enfraquecer financeiramente a organização criminosa e interromper o fluxo de recursos provenientes do tráfico.

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Para o delegado responsável pelo caso, Ivan Albuquerque, a operação representa um importante avanço no combate ao crime na região. “A operação desmantelou um grupo criminoso. É um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado. O tráfico de drogas não vai prosperar nesta região”, afirmou.

Renorcrim

A operação integra o planejamento estratégico da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), que visa traças estratégicas de inteligência de combate de forma duradoura à organizações criminosas.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

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