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Investigação Polícial

Diretores do Rioprevidência viram alvo da PF por aplicação de quase R$ 1 bilhão no Banco Master

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PF aprofunda devassa no Rioprevidência e Banco Master e mira quase R$ 1 bilhão em aplicações sob suspeita

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, mais uma fase da operação que investiga aplicações financeiras bilionárias do Rioprevidência no Banco Master, ampliando o cerco sobre dirigentes e ex-dirigentes responsáveis pela gestão dos recursos previdenciários do Estado do Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, inclusive na própria sede da autarquia, em uma ação que reforça o avanço das apurações sobre decisões que teriam exposto o patrimônio previdenciário a riscos considerados incompatíveis com sua finalidade legal.

Entre os alvos da nova fase da investigação estão o diretor-presidente do Rioprevidência, Davis Marcon Antunes, o ex-diretor de investimentos Alxerio Lenner Rodrigues e o ex-diretor de investimentos interino Pedro Pinheiro Guerra Leal. A Polícia Federal apura um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, período em que aproximadamente R$ 970 milhões — valor que se aproxima de R$ 1 bilhão — foram aplicados em letras financeiras emitidas pelo Banco Master com recursos pertencentes ao regime próprio de previdência do Estado.

De acordo com as investigações, somente durante a gestão de Davis Marcon Antunes, em 2023, teriam sido aplicados cerca de R$ 2,6 bilhões em letras financeiras e títulos de instituições privadas, incluindo o Banco Master, que posteriormente entrou em processo de liquidação extrajudicial. Antunes é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e está no centro das apurações que buscam esclarecer os critérios técnicos e legais adotados para a realização dessas aplicações.

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No caso de Pedro Pinheiro Guerra Leal, a investigação também considera o fato de ele ter sido exonerado em dezembro de 2025, após recomendação do Ministério Público do Rio de Janeiro. A medida teve como objetivo declarado proteger o patrimônio previdenciário estadual e viabilizar a recuperação de eventuais perdas decorrentes das aplicações no Banco Master.

Segundo a Polícia Federal, os mandados cumpridos nesta fase da operação têm como finalidade a apreensão de documentos, registros digitais e outros elementos que possam esclarecer a cadeia de decisões internas, a avaliação de riscos e a eventual prática de irregularidades administrativas e criminais. O foco central é apurar suspeitas de operações financeiras que teriam exposto o patrimônio do Rioprevidência a risco elevado, em desacordo com os princípios que regem a gestão de fundos previdenciários.

O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores públicos inativos e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. Por isso, as investigações têm gerado forte repercussão institucional, uma vez que qualquer prejuízo significativo pode impactar diretamente a segurança financeira dos beneficiários e as contas públicas estaduais.

O caso envolvendo o Banco Master, no entanto, vai muito além das aplicações do Rioprevidência. A instituição financeira vem sendo alvo de uma ampla devassa por diferentes órgãos de fiscalização e controle. Além da Polícia Federal, o banco está sob investigação do Ministério Público Federal, do Banco Central do Brasil e, mais recentemente, do Senado Federal, que instaurou uma comissão para acompanhar e aprofundar as apurações relacionadas ao caso.

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O Banco Master já foi apontado, em investigações anteriores, como suspeito de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao PCC, uma das maiores organizações criminosas do país, além de indícios de corrupção, operações fraudulentas e outras práticas ilícitas no sistema financeiro. As suspeitas, ainda em apuração, colocaram o banco no centro de um dos maiores escândalos financeiros recentes e passaram a sacudir o cenário político nacional.

Segundo informações que circulam nos bastidores das investigações, o caso pode alcançar figuras de alto escalão da política brasileira, incluindo parlamentares e até ministros, o que amplia a dimensão e a gravidade do escândalo. As autoridades, no entanto, mantêm cautela e reforçam que as apurações seguem em curso, com foco na responsabilização de todos os envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

A Polícia Federal não descarta novas fases da operação. O entendimento dos investigadores é de que as aplicações questionadas podem ter sido realizadas sem a observância adequada dos critérios de segurança, liquidez e rentabilidade exigidos para recursos previdenciários, o que pode resultar em responsabilização penal, civil e administrativa. O caso Banco Master, cada vez mais, se consolida como um dos mais complexos e sensíveis do país, tanto pelo volume de recursos envolvidos quanto pelo impacto político e institucional que promete gerar nos próximos desdobramentos.

Por Mirian Saad JB News -RJ

Foto arte Emerson Teixeira JB News

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Investigação Polícial

Operação do MPMT investiga ex-prefeito de Pontes e Lacerda e contratos que chegam a R$ 5,78 milhões

Investigação apura possíveis irregularidades em licitações, movimentações financeiras e contratos firmados durante a antiga gestão municipal; medidas incluem buscas, quebra de sigilos e bloqueio de bens

O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou uma operação para aprofundar investigações envolvendo contratos públicos firmados pela Prefeitura de Pontes e Lacerda durante a gestão do ex-prefeito Alcino Pereira Barcelos.

A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária e envolve o cumprimento de medidas judiciais contra agentes públicos e pessoas ligadas à iniciativa privada.

A investigação apura possíveis crimes de fraude em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos órgãos de controle.

Entre os pontos analisados estão contratos celebrados entre o município e a empresa Concretubos Pré-Moldados Ltda.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e não representam, por si só, comprovação de responsabilidade criminal dos envolvidos.

Contratos chegam a R$ 5,78 milhões

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, foram identificados sete contratos entre a empresa investigada e a Prefeitura de Pontes e Lacerda.

Cinco deles, firmados entre 2022 e 2023, somariam aproximadamente R$ 4,7 milhões em valores originais.

Com a atualização monetária, o montante chegaria a cerca de R$ 5,78 milhões.

Os investigadores buscam esclarecer se houve favorecimento indevido nas contratações e se existiam relações entre agentes públicos e pessoas ligadas às empresas beneficiadas.

Também estão sendo analisados possíveis vínculos familiares, empresariais e funcionais entre os envolvidos.

Coaf identificou movimentações suspeitas

Outro ponto da investigação envolve relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

As informações divulgadas apontam para movimentações financeiras classificadas como suspeitas e que agora fazem parte do conjunto de elementos analisados pelo Ministério Público.

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Esse tipo de movimentação, no entanto, não significa automaticamente a existência de crime.

A investigação deverá verificar a origem dos recursos, o destino dos valores e se existe alguma relação com os contratos públicos que estão sendo analisados.

Compra de fazenda entra na investigação

A operação também apura uma negociação envolvendo a aquisição da propriedade rural denominada Estância Rancho Fundo pelo ex-prefeito Alcino Barcelos.

Segundo as informações divulgadas, a negociação teria estabelecido como forma de pagamento a entrega de 100 cabeças de gado da raça Nelore.

Os investigadores, porém, não teriam localizado registros oficiais de movimentação pecuária compatíveis com a transação apresentada.

Esse ponto também deverá ser esclarecido ao longo da investigação.

Justiça autoriza quebra de sigilos e bloqueio de bens

Entre as medidas autorizadas pela Justiça estão mandados de busca e apreensão, acesso a dados telemáticos e quebra de sigilos bancário, fiscal e financeiro.

Também foi determinada a indisponibilidade de bens, direitos e valores de investigados.

A operação conta com apoio de outros órgãos públicos, entre eles a Polícia Civil e estruturas de controle do Estado.

Essas medidas têm como objetivo preservar provas e permitir o avanço das investigações.

Elas não representam condenação antecipada dos investigados.

Antiga gestão já é alvo de outras apurações

A nova investigação se soma a outros procedimentos relacionados a contratos realizados durante a antiga administração municipal.

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso já abriu procedimentos para analisar possíveis irregularidades em contratos de prestação de serviços de motoristas destinados às secretarias municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

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Relatórios técnicos apontaram possíveis sobrepreços em determinados procedimentos licitatórios, o que levou à abertura de Tomadas de Contas Especiais para aprofundar os fatos, identificar eventuais responsáveis e calcular possíveis prejuízos aos cofres públicos.

Outro procedimento também passou a analisar contrato relacionado a obras de drenagem executadas no município.

Nesse caso, técnicos levantaram a possibilidade de pagamentos acima dos serviços efetivamente realizados, situação que também permanece sob análise dos órgãos de controle.

Procedimentos são independentes

Apesar de os diferentes casos envolverem contratos realizados durante o mesmo período administrativo, as investigações possuem objetos distintos.

O Ministério Público concentra sua apuração nos possíveis aspectos criminais, movimentações financeiras e eventuais irregularidades em licitações.

Já o Tribunal de Contas analisa principalmente a aplicação dos recursos públicos, eventual existência de sobrepreço, dano ao erário e responsabilidade administrativa.

Por isso, os valores mencionados nos diferentes procedimentos não devem ser somados automaticamente como se representassem um único prejuízo confirmado ao município.

Investigação entra em nova fase

Com o cumprimento das medidas judiciais, a investigação entra agora em uma nova etapa.

Documentos, dados bancários, movimentações financeiras e materiais apreendidos deverão ser analisados para verificar se as suspeitas encontradas possuem respaldo suficiente para o avanço da apuração.

Caso sejam identificados elementos considerados suficientes, o Ministério Público poderá apresentar denúncia à Justiça.

Até a conclusão das investigações e de eventual processo judicial, permanece válida a presunção de inocência dos investigados.

O caso deverá continuar sendo acompanhado pelos órgãos de controle diante do volume financeiro dos contratos analisados e da existência de outras apurações envolvendo a antiga administração municipal.

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