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‘Céu vermelho-sangue’: as imagens da fuga de milhares de australianos dos incêndios florestais no país

Os moradores de Mallacoota, localizada a 500km a leste de Melbourne, acamparam no cais e se refugiaram em embarcações sob o céu vermelho-sangue, no que descreveram como uma “experiência assustadora”.

Enquanto isso, as autoridades confirmaram mais duas mortes em decorrência dos incêndios em Nova Gales do Sul, o Estado mais afetado pelo fogo – subindo para 12 o número de vítimas fatais relacionadas às queimadas que atingem o país.

Há ainda cinco pessoas desaparecidas – quatro em Vitória e uma em Nova Gales do Sul.

Os corpos das duas últimas vítimas – supostamente pai e filho – foram encontrados na cidade de Corbargo, em Nova Gales do Sul, atingida por um grande incêndio na terça-feira (31).

“Houve uma série de circunstâncias muito trágicas”, afirmou Gary Worboys, subcomissário de polícia local. “[Eles estavam] obviamente tentando combater o fogo que chegou nas primeiras horas da manhã.”

Mais de uma dezena de focos de incêndio se estendem por uma área de 500 km que atravessa dois Estados australianos – desde Batemans Bay, em Nova Gales do Sul, até Bairnsdale, em Vitória.

‘Estávamos prontos para pular na água’

A cidade de Mallacoota amanheceu na terça-feira com o céu alaranjado encoberto por uma fumaça espessa. E, à medida que o fogo se aproximava, o céu ficou vermelho.

Às 8h da manhã (horário local), a sirene de alerta disparou, e os moradores fugiram para a praia.

Alguns se abrigaram em refúgios, enquanto outros chegaram a pegar barcos para escapar.

Muitos usavam máscaras contra gases para se proteger da fumaça.

Às 9h30, o céu estava “escuro como breu”.

“Era para ter luz do dia, mas estava escuro como se fosse meia-noite e podíamos ouvir o barulho do fogo”, relembra David Jeffrey, empresário local.

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“Estávamos todos temendo por nossas vidas.”

“Tem um muro de pedra que foi construído para conter o mar, e era ali que iríamos pular na água se o calor do fogo chegasse muito perto”, acrescenta.

Enquanto milhares de pessoas se deslocavam para a praia, os bombeiros também se dirigiram para a orla, no intuito de proteger a população.

De acordo com Andrew Crisp, comissário dos serviços de emergência do Estado de Vitória, havia “4 mil pessoas na praia”.

“Está escuro como breu, é bastante assustador… A comunidade agora está sob ameaça, mas manteremos nossa linha (de defesa) e eles serão salvos e protegidos”, declarou Steve Warrington, do Corpo de Bombeiros.

Os moradores da área haviam sido encorajados a deixar o local. Mas, na segunda-feira, as autoridades pediram às pessoas para permanecerem na região, pois já era muito tarde e perigoso para se retirarem.

Fugir para o oceano era o “último recurso”, segundo a agência de gerenciamento de emergências de Vitória.

Com a fumaça bloqueando o sol, o dia de verão se transformou em noite à beira-mar.

Vários pontos turísticos ao longo da costa foram fechados, e a estrada principal da região foi bloqueada.

O administrador do Estado de Vitória, Daniel Andrews, informou que poderia enviar navios da Marinha para fornecer comida, água e energia para os municípios isolados.

“Algumas comunidades isoladas podem ser acessadas por mar”, afirmou.

O fogo se alastrou pela cidade destruindo vários edifícios, mas acabou sendo desviado da costa pela mudança na direção do vento.

“Houve uma comemoração pública no píer quando isso foi anunciado”, contou Steve Warrington, superintendente do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, foram registrados “danos significativos de propriedades” em toda a região de East Gippsland, no Estado de Vitória, nos últimos dias.

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Os moradores das cidades de Bermagui e Batemans Bay, em Nova Gales do Sul, também fugiram na manhã de terça-feira para a orla ou para locais de evacuação improvisados perto da costa.

Em entrevista à BBC, eles disseram que “buscaram abrigo” quando o fogo se aproximou, fazendo chover fuligem nas praias.

“Foi muito assustador. O céu ficou vermelho, e as cinzas voavam por toda parte”, contou Zoe Simmons, que estava em Batemans Bay.

Morte de bombeiro

Centenas de grandes incêndios destruíram desde setembro milhões de hectares no leste da Austrália.

Um “evento climático incomum” matou um bombeiro voluntário no domingo, de acordo com o Corpo de Bombeiros rural de Nova Gales do Sul. É o terceiro bombeiro voluntário morto em decorrência da onda de incêndios.

Samuel McPaul, de 28 anos, era recém-casado e estava esperando seu primeiro filho. Ventos fortes perto da fronteira entre Nova Gales do Sul e Vitória – provocados pelos incêndios – fizeram o caminhão de 10 toneladas em que ele estava capotar.

Dois outros bombeiros ficaram feridos e sofreram queimaduras.

Onda de calor

As temperaturas ultrapassaram 40°C em todos os Estados e Territórios australianos no início da semana, com ventos fortes e relâmpagos potencializando as chamas.

Os meteorologistas afirmam que um fenômeno climático no Oceano Índico, conhecido como dipolo, é o principal fator por trás do calor extremo na Austrália.

Mas grande parte do país também está sofrendo com uma seca recorde – e, de acordo com os cientistas, as mudanças climáticas agravaram essas condições, facilitando a propagação de incêndios.

BBC

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Nova Mutum se destaca entre os cinco municípios brasileiros com maior taxa de aluguel de imóveis.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 12 de dezembro, os resultados preliminares do Censo Demográfico 2022, destacando as características dos domicílios. Os dados revelaram que Nova Mutum figura entre os cinco municípios brasileiros com o maior percentual de moradores em imóveis alugados. De acordo com o levantamento, 44,67% da população de Nova Mutum reside em imóveis alugados, um índice expressivo que coloca a cidade ao lado de outros municípios mato-grossenses, como Lucas do Rio Verde (52%) e Campo Novo do Parecis (47,5%).

acenm

Além disso, a média salarial no município, conforme o Ministério do Trabalho e Emprego, foi de R$ 3.109,46 em 2023. Nova Mutum conta com 18.174 domicílios residenciais e uma média de 3,07 moradores por residência. O FipeZap, indicador que monitora o mercado de locação, revela que o custo médio de um apartamento de 50 metros quadrados em 25 cidades monitoradas chegou a R$ 2.126,50 em dezembro de 2023, quase R$ 300 a mais que no ano anterior.

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O crescimento acelerado de Nova Mutum, impulsionado pelo desenvolvimento econômico e pelo aumento da demanda por habitação, são fatores que explicam esse cenário. O presidente da ACENM (Associação Comercial e Empresarial de Nova Mutum), Lírio Vitalli, comentou sobre a situação:

“Os números refletem o avanço econômico e a atratividade do nosso município. Nova Mutum se consolidou como um polo de oportunidades, mas o desafio agora é equilibrar o crescimento com políticas de incentivo à moradia, que possam beneficiar tanto quem aluga quanto quem busca a casa própria.”

Ronnie Sfredo, presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), ressaltou o impacto no mercado local:

“O aumento da procura por imóveis para aluguel em Nova Mutum também é um reflexo da chegada de novas empresas e profissionais. O setor imobiliário precisa se adaptar a essa demanda crescente, mas é importante manter os preços acessíveis para garantir a qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável da cidade.”

A presença de Nova Mutum entre os municípios com maior número de aluguéis demonstra não apenas o crescimento econômico da região, mas também a necessidade de planejamento urbano e habitacional para acompanhar essa evolução e atender às demandas da população.

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Fonte: PowerMix

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