Esportes
Obra parada, 1001 falhas e mato crescendo: Parque Olímpico coleciona problemas após Rio 2016
Um dos símbolos da Olimpíada Rio 2016, o Parque Olímpico segue enfrentando obstáculos e encara problemas de implantação do planejamento previsto. Na Via Olímpica – de uso da população -, o mato cresce, árvores caídas ainda das chuvas de fevereiro seguem no chão e a segurança não é a melhor, com denúncias de uso e venda de drogas. No Centro Olímpico de Tênis, obras foram iniciadas pela Prefeitura do Rio e paralisadas antes da finalização, deixando entulho, graves infiltrações e cadeiras fora do lugar. No Velódromo, salas estão fechadas também por acúmulo de água e falta de impermeabilização, além do velho problema na cobertura, que permite a entrada da chuva. Ao todo, a estrutura, que já teve 1500 vícios de obra, segue com 1001 no último levantamento.
Desde os Jogos Olímpicos, o Parque Olímpico foi “loteado” entre algumas entidades. A Prefeitura do Rio de Janeiro, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico, o COB (no Maria Lenk) e o Consórcio Rio Mais. A AGLO cabe a administração das Arenas Cariocas 1 e 2, do Velódromo e do Centro Olímpico de Tênis. A prefeitura ficou com a Via Olímpica e com a Arena Carioca 1. E o Rio Mais é responsável pelo restante da área, inclusive a Arena do Futuro e o Centro Aquático. Os maiores vícios de obra estão no Centro de Tênis e no Velódromo.
Quando assumiu suas áreas, a AGLO tomou conhecimento de 1500 vícios de obra, ou seja, falhas classificadas como pequenas, médias e de longo porte. Desde a Olimpíada e Paralimpíada, esse número segue alto, exatamente em 1001 problemas. Em fevereiro, o Tribunal de Contas da União obrigou a AGLO e demais entidades a cobrar à prefeitura do Rio de Janeiro para que o “modo legado” do Parque Olímpico tivesse 100% do planejamento executado. A autarquia criada para fazer a transição então autorizou o extinto Ministério do Esporte e a atual Secretaria Especial de Esporte e Cidadania para acionar judicialmente o órgão, o que não foi feito até aqui. Questionada sobre o assunto, a secretaria não respondeu a pergunta.
Através de nota, a Rio Urbe garantiu que o número atual está em torno de 400 pendências e não 1001 e que existe planejamento para sua solução. Citou que todos os serviços já estão orçados, com os elementos técnicos elaborados e em procedimentos administrativos para licitar. E que na estratégia acordada, a prefeitura executa a obra e, posteriormente, cobrará judicialmente o que couber às empresas que executaram as obras de construção das Arenas, as quais deveriam ter se responsabilizado pela resolução dos vícios construtivos decorrentes dessas obras.
Centro de Tênis com obra parada
Desde o fim da Paralimpíada, a Prefeitura do Rio prometeu atacar os problemas e solucioná-los. Porém, até o momento, após apuração do GloboEsporte.com, nem metade foi resolvida. Um dos exemplos é o Centro de Tênis. Em outubro do ano passado, começou obra no Centro Olímpico de Tênis para a resolução de problemas de infiltração nas juntas de dilatação. A água entra pelos espaços e inunda salas, percola em vestiários e escritórios da instalação, entre outros. Uma empresa foi contratada e o prazo de entrega era em fevereiro de 2019.
O trabalho, contudo, está paralisado em cerca de 80%. As cadeiras das arquibancadas foram retiradas e assim ficaram. Soltas. E o entulho da obra também foi deixado nos arredores do Centro de Tênis. Com eventos marcados para a área e contratos assinados, a AGLO, por conta própria, está recolocando as cadeiras no local para não cancelar uma ação universitária no dia 15 de abril, com expectativa de público total de nove mil pessoas em três dias.
Por nota, a Rio Urbe informou que a obra do Centro de Tênis, cujo objetivo é a recuperação do sistema de impermeabilização, foi iniciada em 2018. E que apresenta 90% das juntas de impermeabilização das arquibancadas concluídas, restando ainda os reparos dos danos ocorridos em consequência das infiltrações em forros e paredes. E que o contrato está para ser retomado, com previsão para este mês. A Rio Urbe citou que aguarda a reabertura do orçamento e o empenho. Tão logo a obra seja retomada, a conclusão será em dois meses e meio. Sobre o entulho, citou que foram depositados em local pré-determinado de bota-fora para posterior transporte em caçamba, o que deverá ocorrer tão logo a obra seja retomada.
Velódromo já consumiu R$ 2.530.058,08 milhões
O GloboEsporte.com apurou que a AGLO gastou R$ 2.530.058,08 milhões em obras no velódromo olímpico e que pretende cobrar à Prefeitura do Rio de Janeiro. Primeiro, fez duas obras de emergência por conta de balões que caíram na estrutura, com contratos de R$ 204.634,42 e depois R$ 63.747,75. Depois, fez três licitações. Na primeira, recuperou a estrutura e fez a limpeza junto a “Felk”, no valor de R$ 378.098. Consertou a parte da cobertura danificada em contrato com a “Omni”, no valor de R$ 1.294.116,10, e a pista com a mesma empresa pagando R$ 421.566,75. As chuvas de fevereiro no Rio de Janeiro custaram mais R$ 93.261,48 em aditivo da “Felk”. E a Omni teve um aditivo de R$ 74.633,08 por trabalhos na área.
Em relatório sobre o ocorrido em fevereiro, a AGLO cita que a chuva trouxe inundações em salas e percolamento de água em praticamente todas as áreas, causando curtos no sistema elétrico e sala de controle. Essa mesma tempestade fez com que placas de acabamento da cobertura fossem arrancadas, danificando as lonas de proteção. Assim, parte da pista de madeira siberiana acabou molhada e precisou de reparos.
Em relação às cobranças que a AGLO pretende fazer, a Rio Urbe garantiu não ter informação de que a reconstituição dos trechos incendiados por queda de balão será objeto de cobrança pela mesma. E que as obras complementares para solucionar os vícios citados estão em licitação e contemplam atividades de melhoria da resistência ao fogo da referida cobertura. Neste momento, o velódromo ainda tem problemas de infiltração e inundação em salas e áreas após chuva por falta de impermeabilização da época da entrega para a Olimpíada.
Com o velódromo recheado de problemas, projetos seguem no papel. A AGLO teria interesse em buscar verbas para a criação do Museu Nacional do Esporte e de uma Sala Multiuso para exposições e artes cênicas.
A Rio Urbe disse que a obra do velódromo foi executada em duas fases para os Jogos Rio 2016, uma vez que houve rescisão do primeiro contrato, sendo necessária uma segunda contratação para conclusão dos serviços para os Jogos. E que parte dessas pendências, referentes à empresa contratada que concluiu a obra para os Jogos Olímpicos (segunda contratação), já foram sanadas restando ainda outras que estão sendo cobradas diretamente a esta. Seguiu citando que o restante das pendências, que são as de maior peso, está em grande parte prevista para serem solucionadas nas obras complementares da arena, ora em licitação. Finalizou dizendo que trata-se de pendências oriundas da primeira contratação e de pendências de serviços ainda não concluídos do projeto original (que, portanto, não estão afetas a nenhuma empresa especificamente).
Globo Esporte
Esportes
Brasil goleia Zâmbia por 6 a 1 e dá show na Arena Pantanal

A Seleção Brasileira Feminina voltou a golear no FIFA Series e venceu a Zâmbia por 6 a 1, nesta terça-feira (14), na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com o resultado, o Brasil chega a duas vitórias em dois jogos e soma 11 gols marcados na competição.
Os gols da vitória foram marcados por Yasmim, Tainá Maranhão, Angelina, Raissa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. A zambiana Barbara Banda descontou.
O Brasil dominou a maior parte do primeiro tempo e criou várias chances com Thais Maranhão, Yasmim e Gio Garbelini, que chegou a marcar, mas teve o gol anulado por impedimento. Aos 22 minutos, a goleira Nali foi expulsa após tocar com a mão fora da área. Na cobrança da falta, Yasmim marcou um golaço e abriu o placar.
Mesmo com uma jogadora a mais, a Seleção seguiu pressionando, mas não ampliou antes do intervalo. A Zâmbia cresceu no fim da primeira etapa e chegou a empatar com Barbara Banda, mas o lance foi anulado por impedimento.
Na volta do intervalo, o Brasil manteve o ritmo ofensivo. Tainá Maranhão ampliou após receber cruzamento rasteiro e finalizar na segunda trave. Logo depois, em um contra-ataque, a Zâmbia diminuiu com Barbara Banda, que recebeu lançamento, superou a marcação e encobriu a goleira Lelê.
A resposta brasileira foi imediata. Maranhão lançou Portilho, que foi derrubada na área. Angelina converteu o pênalti e fez o terceiro. O quarto gol saiu em cabeçada de Raissa Bahia, após cruzamento de Ludmila.
O quinto chegou com Kerolin, que aproveitou sobra na área e finalizou sem chances para a defesa. Já nos acréscimos, Vitória Calhau fechou a goleada ao converter mais um pênalti.
Com o resultado, a Seleção Brasileira segue invicta no torneio, após também vencer a Coreia do Sul por 5 a 1 na estreia.
O próximo compromisso será contra o Canadá, no sábado (18), às 21h30 (horário de Mato Grosso), novamente na Arena Pantanal, no encerramento do FIFA Series.
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