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Esportes

Brasil mantém número de pódios e finais no Mundial, e provas “não olímpicas” ainda são carro-chefe

O Brasil encerrou neste domingo a participação na natação do Campeonato Mundial de esportes aquáticos, disputado em Gwangju, na Coreia do Sul, com cinco medalhas: três de prata e duas de bronze. O número é igual ao de dois anos atrás no Mundial de Budapeste, mas menos nobre, já que em 2017 foram conquistados um ouro e quatro pratas. Em quantidade de finais, o número também ficou igual: 12.

É inegável que os resultados foram bons dentro da perspectiva que estamos tentando trabalhar sério, mas sempre queremos um pouco mais. Nossa intenção é chegar na Olimpíada com melhores resultados – disse o supervisor de natação da CBDA Gustavo Otsuka.

Pensando nos Jogos de Tóquio 2020, os resultados não empolgam tanto. Dos cinco pódios, quatro foram em provas que não serão realizadas na Olimpíada: prata de Felipe Lima e bronze de João Gomes nos 50m peito, prata de Etiene Medeiros nos 50m costas e bronze de Nicholas Santos nos 50m borboleta.

– A gente dá valor para as provas não olímpicas, o problema é que a gente precisa colocar esse resultados nas provas olímpicas também. Nosso caminho é esse, não é deixar as não olímpicas de lado, mas focar também nas olímpicas – disse o dirigente.

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A exceção foi Bruno Fratus nos 50m livre, único pódio do Brasil em provas olímpicas e melhor nadador do país nos últimos anos. Finalista olímpico em Londres 2012 e na Rio 2016, medalhista nos Mundiais de 2015, 2017 e agora 2019, chegará ao Japão como um dos favoritos ao pódio.

Um detalhe que incomoda é o baixo índice de melhora de tempos dos brasileiros. Apenas dois atletas fizeram neste Mundial seus recordes pessoais: Guilherme Guido, nas eliminatórias dos 100m costas, e Luiz Altamir, nos 400m livre, prova que não é sua principal especialidade. Mesmo os medalhistas – Etiene, João, Felipe, Bruno e Nicholas – não melhoraram em Gwangju suas marcas desta temporada.

– O foco da temporada foi aqui para o Mundial, mas o fato de ter o Pan logo depois talvez tenha atrapalhado um pouco. São duas competições muito grandes e, mesmo o foco sendo aqui no Mundial, alguns atletas podem estar com a cabeça dividida – disse Otsuka.

Um ponto positivo foi que os três revezamentos masculinos – 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley – conseguiram, até com uma certa tranquilidade, a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio. As três equipes foram para a final, mas os atletas não conseguiram se aproximar dos tempos feitos no Troféu Brasil, realizado em abril, o que tirou a possibilidade de uma medalha.

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Isso é questão de maturidade. Estamos frequentando o degrau de cima nos revezamentos. Chegamos. Agora que a gente chegou, precisamos passar para o próximo passo que é disputar a medalha e conseguir entrar no pódio – disse Otsuka.

A natação feminina saiu novamente com uma medalha – Etiene levou a prata nos 50m costas – mas segue muito carente no Brasil. Além de Etiene, apenas Viviane Jungblut nadou o Mundial, ficando longe das finais nos 800m e 1500m livre. A expectativa é aumentar esse número para a Olimpíada, principalmente com a possível classificação dos revezamentos.

O time agora vai para os Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, último grande evento antes da seletiva olímpica, que será realizada em abril, no Rio de Janeiro. Para os Jogos de Tóquio, o time tentará apagar a campanha ruim deixada na Rio 2016, quando o país não conseguiu nenhuma medalha.

Globo Esporte

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Esportes

Brasil goleia Zâmbia por 6 a 1 e dá show na Arena Pantanal

A Seleção Brasileira Feminina voltou a golear no FIFA Series e venceu a Zâmbia por 6 a 1, nesta terça-feira (14), na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com o resultado, o Brasil chega a duas vitórias em dois jogos e soma 11 gols marcados na competição.

Os gols da vitória foram marcados por Yasmim, Tainá Maranhão, Angelina, Raissa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. A zambiana Barbara Banda descontou.

O Brasil dominou a maior parte do primeiro tempo e criou várias chances com Thais Maranhão, Yasmim e Gio Garbelini, que chegou a marcar, mas teve o gol anulado por impedimento. Aos 22 minutos, a goleira Nali foi expulsa após tocar com a mão fora da área. Na cobrança da falta, Yasmim marcou um golaço e abriu o placar.

Mesmo com uma jogadora a mais, a Seleção seguiu pressionando, mas não ampliou antes do intervalo. A Zâmbia cresceu no fim da primeira etapa e chegou a empatar com Barbara Banda, mas o lance foi anulado por impedimento.

Na volta do intervalo, o Brasil manteve o ritmo ofensivo. Tainá Maranhão ampliou após receber cruzamento rasteiro e finalizar na segunda trave. Logo depois, em um contra-ataque, a Zâmbia diminuiu com Barbara Banda, que recebeu lançamento, superou a marcação e encobriu a goleira Lelê.

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A resposta brasileira foi imediata. Maranhão lançou Portilho, que foi derrubada na área. Angelina converteu o pênalti e fez o terceiro. O quarto gol saiu em cabeçada de Raissa Bahia, após cruzamento de Ludmila.

O quinto chegou com Kerolin, que aproveitou sobra na área e finalizou sem chances para a defesa. Já nos acréscimos, Vitória Calhau fechou a goleada ao converter mais um pênalti.

Com o resultado, a Seleção Brasileira segue invicta no torneio, após também vencer a Coreia do Sul por 5 a 1 na estreia.

O próximo compromisso será contra o Canadá, no sábado (18), às 21h30 (horário de Mato Grosso), novamente na Arena Pantanal, no encerramento do FIFA Series.

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