Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Esportes

Após Brasil superar sufoco no Mundial de Ginástica, Arthur Zanetti crava: “Vaga garantida”

Foi preciso esperar a última nota para respirar aliviado. O Brasil sofreu um susto no início da classificatória masculina do Mundial de ginástica artística, com três quedas na barra fixa. Arthur Zanetti, Arthur Noy, Caio Souza, Francisco Barretto e Lucas Bitencourt conseguiram se recuperar bem e terminaram o domingo na terceira posição, atrás apenas de Rússia e de Taiwan. Mais 13 equipes se apresentam na segunda-feira, mas os brasileiros não devem ser ultrapassados por muitos rivais ao ponto de sair da zona de classificação para a Olimpíada de 2020. Dá até para vislumbrar uma vaga no Top 8 que vai à final.

– Olha, esporte ingrato é a ginástica (risos). É uma chance que você tem. Começamos na barra, que é nosso melhor aparelho. Todo mundo acertava nas avaliações, e aqui foi o que mais teve erro. É complicado, é difícil, mas confiei na minha equipe. Dá para respirar por uma classificação olímpica, mas a gente quer um pouco mais, a gente quer uma final por equipes. Pelo pessoal que vai competir, a gente está com a vaga garantida – disse Zanetti.

Mesmo com as falhas na barra fixa, o Brasil somou 247,236 pontos para ficar à frente de cinco fortes concorrentes no páreo olímpico: Espanha (246,727), Alemanha (246,508), Itália (245,996), França (245,127) e Turquia (244,652). Para confirmar a vaga em Tóquio, o Brasil precisa terminar no Top 12.

Campeão olímpico, Arthur Zanetti também se posicionou bem na briga por uma vaga na final das argolas, com 14,700 pontos e a segunda posição, atrás apenas do turco Ibrahim Colak (14,858) – seus principais rivais já se apresentaram. Arthur Nory também terminou na segunda posição da barra fixa, com 14,600 pontos, atrás apenas de Tang Chia-Hung, de Taiwan, que fez 14,933. Mas a nota mais celebrada foi os 14,633 de Caio Souza nas barras paralelas, a última do Brasil e a que definiu a terceira posição da equipe.

– A gente está com uma equipe muito unida. Isso é o principal de tudo e não é de agora. A gente á está trabalhando isso tem muito tempo. Equipe é isso. A gente errou uma coisa, tem outro para segurar. Um falhou uma coisa, a gente tem outro para segurar, a gente sabe que o cara vai bater no peito e falar que vai segurar aqui. Óbvio que ninguém quer errar. A gente queria fazer a competição perfeita, mas erros acontecem. A gente não é robô. Descendo na barra a gente teve duas falhas, o Lucas e eu. Nory foi o segurou a nota. A gente bateu no peito e falou: “A gente é equipe. Ele errou, a gente vai até o fim agora”. E a gente ter passado a Espanha e a Alemanha deu um pouco de alívio para a gente – disse Caio.

Leia Também:  Cuiabá e União iniciam a disputa pelo título do Campeonato Mato-Grossense

Prova a prova

primeira rotação
O Brasil começou nervoso justamente em um aparelho que é seu forte, a barra fixa. Lucas teve uma queda em seu primeiro voo (12,133 pontos). Caio se perdeu e também caiu (11,666). Chico também caiu (12,433). Nory, por outro lado, deu show. Praticamente cravou uma série de alta dificuldade e tirou 14,600, a segunda maior nota do aparelho no dia. Somando 39,166 pontos, o Brasil ficou em situação de risco. Foi 3,2 pontos abaixo do resultado do Pan de Lima.

Segunda rotação
A reação começou no solo. Caio abriu com muita segurança e conseguiu 14,033. Lucas teve dificuldade nas chegadas e tirou 13,000, mas a nota foi descartada, porque Nory, medalhista olímpico do aparelho, mais uma vez foi muito bem e tirou 14,166. Zanetti fechou com 13,700. Com 41,899 pontos no solo, o Brasil superou em um ponto seu resultado do Pan de Lima e foi o terceiro melhor do dia no aparelho, atrás apenas de Rússia e Espanha.

Terceira rotação
Era a vez do cavalo com alças, o aparelho que historicamente é o Calcanhar de Aquiles do Brasil. Em Stuttgart, o cavalo foi domado. Caio abriu com segurança e tirou 13,033 depois que um recurso aumentou sua nota em um décimo. Lucas conseguiu 12,666. Campeão do Pan no aparelho, Chico tirou 13,733. A nota de Nory, como esperado, foi a de descarte (12,466). Somando 39,432 pontos no cavalo, o Brasil melhorou em sete décimos seu resultado do Pan de Lima.

Leia Também:  Brasil vence o Paraguai e garante vaga para Copa do Mundo Sub-20

Quarta rotação
O Brasil começou a crescer nas argolas. E podia até mais não fosse uma falha de Lucas na saída, que assustou com uma queda perigosa (11,433). Caio recuperou (14,066) e Chico fechou bem (12,933). Antes Zanetti já tinha se destacado. O campeão olímpico das argolas cometeu alguns balanços, mas ainda tirou 14,700 pontos, a segunda maior nota do dia no aparelho. Somando 41,699 pontos, o Brasil foi trés décimos abaixo do seu desempenho no Pan de Lima, mas o terceiro melhor do dia nas argolas, atrás apenas de Rússia e Turquia.

Quinta rotação
O salto foi um diferencial para o Brasil disparar na classificação. Foram três saltos quase iguais, três Yurchenkos com duas piruetas e meia, com Nory (14,575), Lucas (14,300) e Caio (14,466). Zanetti ainda fez um duplo mortal grupado para frente e conseguiu 13,966 apesar de um passo largo na chegada. Somando 43,341, o Brasil praticamente igualou o ótimo resultado que conseguiu no Pan de Lima e só não foi melhor que a Rússia no salto.

Sexta rotação
Alcançar Taiwan na segunda posição já não era mais possível, mas acabar em terceiro ainda era é meta. Com um problema no ombro, Nory teve de diminuir a dificuldade da sua série para o Mundial, teve uma falha na entrada do aparelho e uma queda no fim. A nota 12,800 não dava mais espaço para falhas grandes, como uma queda. Lucas passou bem e tirou 13,466. Chico conseguiu 13,600. Caio precisava acertar sua série, a mais forte do Brasil nas paralelas. Foi o que ele fez. A nota 14,633 jogou o Brasil para a terceira posição. Com 41,699 pontos, o Brasil ficou longe do excelente resultado do Pan de Lima, mas foi o suficiente para garantir uma boa colocação ao fim do primeiro dia de classificação.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esportes

Brasil goleia Zâmbia por 6 a 1 e dá show na Arena Pantanal

A Seleção Brasileira Feminina voltou a golear no FIFA Series e venceu a Zâmbia por 6 a 1, nesta terça-feira (14), na Arena Pantanal, em Cuiabá. Com o resultado, o Brasil chega a duas vitórias em dois jogos e soma 11 gols marcados na competição.

Os gols da vitória foram marcados por Yasmim, Tainá Maranhão, Angelina, Raissa Bahia, Kerolin e Vitória Calhau. A zambiana Barbara Banda descontou.

O Brasil dominou a maior parte do primeiro tempo e criou várias chances com Thais Maranhão, Yasmim e Gio Garbelini, que chegou a marcar, mas teve o gol anulado por impedimento. Aos 22 minutos, a goleira Nali foi expulsa após tocar com a mão fora da área. Na cobrança da falta, Yasmim marcou um golaço e abriu o placar.

Mesmo com uma jogadora a mais, a Seleção seguiu pressionando, mas não ampliou antes do intervalo. A Zâmbia cresceu no fim da primeira etapa e chegou a empatar com Barbara Banda, mas o lance foi anulado por impedimento.

Na volta do intervalo, o Brasil manteve o ritmo ofensivo. Tainá Maranhão ampliou após receber cruzamento rasteiro e finalizar na segunda trave. Logo depois, em um contra-ataque, a Zâmbia diminuiu com Barbara Banda, que recebeu lançamento, superou a marcação e encobriu a goleira Lelê.

Leia Também:  Cuiabá e União iniciam a disputa pelo título do Campeonato Mato-Grossense

A resposta brasileira foi imediata. Maranhão lançou Portilho, que foi derrubada na área. Angelina converteu o pênalti e fez o terceiro. O quarto gol saiu em cabeçada de Raissa Bahia, após cruzamento de Ludmila.

O quinto chegou com Kerolin, que aproveitou sobra na área e finalizou sem chances para a defesa. Já nos acréscimos, Vitória Calhau fechou a goleada ao converter mais um pênalti.

Com o resultado, a Seleção Brasileira segue invicta no torneio, após também vencer a Coreia do Sul por 5 a 1 na estreia.

O próximo compromisso será contra o Canadá, no sábado (18), às 21h30 (horário de Mato Grosso), novamente na Arena Pantanal, no encerramento do FIFA Series.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA