Eleições
Propaganda eleitoral nas ruas tem regras: material deve ser retirado às 22h e carro de som não pode circular sozinho

Com o avanço da campanha eleitoral de 2026, candidatos, partidos e equipes precisam redobrar a atenção às regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. A legislação permite diversas formas de divulgação nas ruas, mas impõe limites de horário, localização e utilização de equipamentos sonoros. Entre os pontos que merecem atenção estão a exposição de material de campanha em vias públicas e rotatórias e o uso de carros de som.
Durante o período eleitoral, é comum que ruas, avenidas e pontos de grande circulação recebam bandeiras e outros materiais de divulgação dos candidatos. Entretanto, a legislação não permite que esses equipamentos permaneçam indefinidamente em áreas públicas.
Segundo a Resolução nº 23.610/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualizada para as Eleições 2026, mesas destinadas à distribuição de material de campanha e bandeiras instaladas ao longo das vias públicas precisam ser móveis, não podem prejudicar o trânsito de veículos ou pedestres e devem obedecer ao horário estabelecido pela legislação.
Material nas ruas deve ser retirado às 22h
A regra é clara: a mobilidade do material de propaganda é caracterizada pela colocação a partir das 6h e retirada obrigatória até as 22h. Isso significa que bandeiras e estruturas móveis não podem simplesmente permanecer durante toda a madrugada nos locais onde foram colocadas.
A situação merece atenção especialmente em rotatórias, canteiros, avenidas e pontos estratégicos de grande circulação, onde materiais eleitorais costumam ser posicionados para ampliar a visibilidade dos candidatos.
Além do horário, é necessário observar a natureza do local. A legislação proíbe propaganda eleitoral fixada diretamente em bens públicos e equipamentos urbanos, como postes de iluminação, sinalização de trânsito, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus. Também é proibida propaganda em árvores e jardins situados em áreas públicas.
Assim, mesmo durante o período autorizado da campanha, não basta colocar o material em qualquer ponto da cidade. É preciso verificar se ele se enquadra nas modalidades permitidas e se não compromete a segurança e a circulação.
Placas e cavaletes merecem atenção
Outro ponto importante é que a legislação eleitoral atual não autoriza indistintamente a instalação de placas e cavaletes em bens públicos. O artigo 19 da Resolução do TSE estabelece vedação à exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e materiais semelhantes em bens pertencentes ao poder público ou de uso comum, ressalvadas as formas expressamente permitidas pela legislação, como determinadas bandeiras móveis ao longo das vias.
Por isso, equipes de campanha devem ter cuidado antes de tratar qualquer material móvel como automaticamente permitido apenas pelo fato de ser retirado posteriormente.
Carro de som não pode circular sozinho fazendo propaganda
Outra prática bastante fiscalizada é a utilização de carros de som e minitrios.
Pelas regras eleitorais vigentes, esses veículos não podem simplesmente circular pelas ruas de forma isolada reproduzindo jingles ou mensagens de candidatos. A utilização como instrumento de propaganda eleitoral é permitida apenas quando vinculada a carreatas, caminhadas, passeatas, reuniões ou comícios.
Também deve ser respeitado o limite de 80 decibéis, medidos a sete metros de distância do veículo.
Há, porém, uma diferença importante: a legislação não estabelece que o candidato precise necessariamente estar fisicamente junto ao carro de som. O requisito legal é que o veículo esteja sendo utilizado dentro de uma carreata, caminhada, passeata, reunião ou comício. Portanto, um carro circulando sozinho pela cidade apenas tocando jingle eleitoral pode configurar irregularidade, mas a presença pessoal do candidato não é a condição prevista na lei.
Alto-falantes também possuem horário
Alto-falantes e amplificadores de som possuem regras próprias. O funcionamento é permitido, até a véspera da eleição, das 8h às 22h.
Também deve ser respeitada distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis, hospitais e casas de saúde. A restrição alcança ainda escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros enquanto estiverem funcionando.
Já os comícios podem ocorrer, em regra, entre 8h e meia-noite, havendo previsão especial para o comício de encerramento da campanha.
O que pode ser feito
Durante a campanha, dentro das condições previstas pela Justiça Eleitoral, podem ser realizadas caminhadas, passeatas, carreatas, distribuição de material gráfico, utilização de bandeiras móveis e atos públicos de campanha.
Até 22h do dia anterior à eleição, também poderão ocorrer distribuição de material gráfico, caminhada, carreata e passeata, acompanhadas ou não por carro de som ou minitrio. Nas Eleições 2026, o primeiro turno será realizado em 4 de outubro.
Fiscalização pode resultar em retirada e multa
Propaganda realizada em desacordo com as regras pode ser objeto de atuação da Justiça Eleitoral. No caso de propaganda irregular em bens públicos ou de uso comum, o responsável pode ser notificado para retirar o material e restaurar o local, podendo haver multa de R$ 2 mil a R$ 8 mil, conforme as circunstâncias e o procedimento previsto na legislação.
As regras existem para assegurar igualdade entre os candidatos, preservar os espaços públicos e evitar que a campanha eleitoral prejudique a mobilidade urbana, a segurança e o sossego da população.
Por isso, candidatos e coordenadores de campanha devem ficar atentos: material permitido nas vias públicas deve respeitar rigorosamente as condições legais e, quando sujeito à regra da mobilidade, não pode permanecer depois das 22h. Da mesma forma, carro de som não é instrumento autorizado para circular sozinho pela cidade fazendo propaganda — seu uso deve estar associado aos atos de campanha previstos pela legislação eleitoral.
Eleições
Wellington tem Senado como porto seguro até 2031; Pivetta joga futuro político em eleição em Mato Grosso

Se perder a disputa pelo Governo, Wellington Fagundes continua com mandato até 2031; já Otaviano Pivetta, empresário com patrimônio superior a R$ 575 milhões, deixaria o Palácio Paiaguás sem outro cargo eletivo garantido
A disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026 coloca frente a frente dois políticos experientes, mas com situações bastante diferentes quando se analisa o que acontecerá com cada um depois das urnas.
De um lado está o senador Wellington Fagundes (PL), que tenta chegar ao Palácio Paiaguás, mas possui uma espécie de segurança política: seu atual mandato no Senado Federal vai até 31 de janeiro de 2031.
Do outro está o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu definitivamente o comando de Mato Grosso em 31 de março deste ano, após a renúncia de Mauro Mendes para disputar o Senado. Pivetta tenta agora conquistar nas urnas um mandato próprio de quatro anos à frente do Executivo estadual.
A eleição, portanto, produz consequências bastante diferentes para os dois principais concorrentes.
Se Wellington perder, ele continua senador
Uma dúvida comum entre os eleitores é o que acontece com Wellington Fagundes caso ele seja derrotado na eleição para governador.
A resposta é objetiva: ele continua senador.
Wellington foi reeleito para o Senado em 2022 para um mandato correspondente ao período de 2023 a 2031. A candidatura ao Governo de Mato Grosso não exige que ele renuncie previamente ao mandato parlamentar.
O próprio Senado Federal, ao analisar os senadores candidatos aos governos estaduais em 2026, colocou Wellington entre os parlamentares cujo mandato termina apenas em 2031 e esclareceu que, caso sejam derrotados nas eleições estaduais, poderão continuar normalmente no Senado.
Na prática, portanto, Wellington não está colocando sua permanência na política institucional em jogo nesta eleição.
Se vencer, troca Brasília pelo Palácio Paiaguás.
Se perder, permanece senador por Mato Grosso por mais de quatro anos, até o início de 2031.
Inclusive, tecnicamente não seria correto dizer que ele “voltaria” ao Senado, porque disputar a eleição para governador não significa necessariamente deixar o mandato. O mais preciso é afirmar que continuará exercendo a cadeira para a qual foi eleito em 2022.
E se Wellington vencer?
A situação muda completamente caso o candidato do PL seja eleito governador.
Wellington possui como primeiro suplente o empresário Mauro Carvalho Júnior, atualmente secretário-chefe da Casa Civil do Governo de Mato Grosso, e como segunda suplente a ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli.
Assim, uma eventual saída de Wellington do Senado para assumir o Governo abriria espaço para a suplência, conforme as regras aplicáveis ao exercício do mandato parlamentar.
Ou seja: politicamente, Wellington disputa o Governo em uma posição relativamente confortável. Uma derrota não encerra seu mandato federal.
Para Pivetta, a eleição tem peso diferente
Otaviano Pivetta vive situação distinta.
Ele era vice-governador e assumiu definitivamente o Palácio Paiaguás após a renúncia de Mauro Mendes, ocorrida no final de março. Desde então, passou a ser governador e busca a reeleição.
Se vencer, permanecerá no comando de Mato Grosso durante o próximo mandato.
Caso seja derrotado, porém, Pivetta termina o atual ciclo governamental sem outro mandato eletivo automaticamente assegurado.
Isso significa que, do ponto de vista institucional, a eleição de outubro representa para ele uma aposta política maior do que para Wellington.
Mas isso não significa necessariamente afastamento da vida pública ou dificuldades profissionais.
Ao contrário.
Pivetta construiu trajetória empresarial muito antes da política
Otaviano Pivetta possui uma longa ligação com o agronegócio e com o empreendedorismo de Mato Grosso.
Nascido no Rio Grande do Sul, chegou ao Estado ainda na década de 1980 e construiu sua trajetória especialmente na região de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Médio-Norte, participando da expansão agrícola que transformou essa parte de Mato Grosso em um dos maiores polos produtores do país.
Documentos históricos de Nova Mutum registram que, em 1994, Otaviano e o irmão Adriano Pivetta adquiriram a Fazenda Ribeiro do Céu, então com cerca de 7,7 mil hectares, na região de Nova Mutum. Posteriormente, os negócios foram ampliados com novas áreas, inclusive em território que passaria a integrar Santa Rita do Trivelato.
Antes mesmo de consolidar sua carreira política, Pivetta já aparecia ligado a atividades empresariais, produção rural, cooperativismo e organizações relacionadas ao agronegócio.
Documento da Assembleia Legislativa registra sua atuação como empresário e produtor rural e sua participação na criação ou direção de entidades do setor produtivo, cooperativas e empresas.
Patrimônio declarado supera R$ 575 milhões
Essa trajetória empresarial também aparece na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2026.
Segundo dados do DivulgaCand reproduzidos pela imprensa estadual, Otaviano Pivetta declarou patrimônio de aproximadamente R$ 575,68 milhões, o maior entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso neste ano.
Entre os bens declarados aparecem investimentos financeiros, participações empresariais e outros ativos.
Em comparação, Wellington Fagundes declarou aproximadamente R$ 13,1 milhões em patrimônio nesta eleição.
O tamanho do patrimônio de Pivetta reforça uma característica que acompanha toda a sua trajetória pública: diferentemente de políticos cuja atividade profissional está concentrada exclusivamente no exercício de mandatos, ele possui uma história empresarial consolidada fora da política.
Se perder, Pivetta pode retornar ao setor privado
Não há, até o momento, anúncio público de Pivetta dizendo que abandonará definitivamente a política caso seja derrotado.
Portanto, seria precipitado afirmar qual decisão pessoal ele tomará.
Entretanto, uma eventual derrota não deixaria o atual governador sem atividade profissional. Sua ligação histórica com o agronegócio, empresas e investimentos oferece uma estrutura privada consolidada à qual ele pode retornar ou continuar vinculado depois do mandato.
Sua trajetória mostra justamente uma alternância entre administração empresarial e atividade política.
Pivetta já foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos, deputado estadual, vice-governador por duas vezes e atualmente governador, além de manter uma longa história como produtor rural e empresário.
Nesse aspecto, a eventual derrota teria impacto essencialmente sobre seu projeto político imediato, não sobre sua capacidade de retornar ao setor produtivo.
Mas Pivetta pode vencer?
Pode — e os números disponíveis mostram que a disputa está aberta.
A pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto colocou Wellington Fagundes com 27% das intenções de voto e Otaviano Pivetta com 23%.
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão em empate técnico.
Natasha Slhessarenko aparece com 8%, enquanto os demais candidatos ficam em patamares inferiores.
Portanto, com menos de um mês até o primeiro turno, não existe base estatística para afirmar que Wellington ou Pivetta tenha a eleição garantida.
Segundo turno ainda mostra vantagem de Wellington
A mesma Quaest testou um confronto direto entre os dois.
Nesse cenário, Wellington aparece com 38% e Pivetta com 29%. Entretanto, outros 22% se declararam indecisos, um contingente suficientemente grande para impedir qualquer conclusão definitiva sobre o resultado.
Outro dado importante é que 47% dos entrevistados afirmaram que ainda poderiam mudar o voto até a eleição.
Esse percentual demonstra que a campanha continua extremamente aberta.
Pivetta enfrenta maior desconhecimento, mas também espaço para crescer
Um dado da pesquisa ajuda a explicar a estratégia adotada pela campanha governista.
Segundo a Quaest, 46% dos entrevistados ainda disseram não conhecer Otaviano Pivetta suficientemente. Entre os que o conhecem, 30% afirmaram que poderiam votar nele, enquanto 24% disseram que não votariam.
Wellington, por ser senador há mais de uma década e ex-deputado federal por vários mandatos, possui grau de conhecimento significativamente maior.
Entretanto, isso também produz um efeito inverso: o senador aparece com 32% de rejeição, enquanto Pivetta registrou índice inferior.
Para Pivetta, portanto, o desconhecimento é simultaneamente problema e oportunidade.
Quanto maior a exposição na televisão, rádio, debates e campanha de rua, maior a possibilidade de converter eleitores que ainda dizem não conhecê-lo — mas também existe o risco natural de aumento da rejeição conforme sua imagem se torne mais conhecida.
Apoios de prefeitos do próprio PL fortalecem Pivetta
Um dos elementos políticos mais relevantes das últimas semanas é o movimento de prefeitos filiados ao PL em direção à candidatura de Pivetta.
Mesmo com Wellington sendo o candidato oficial da legenda, gestores como Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Flávia Moretti, de Várzea Grande; e Sérgio Mahnic, de Sorriso, declararam apoio ao governador do Republicanos.
O movimento provocou reação da direção estadual do PL, que iniciou procedimentos internos para avaliar as condutas dos filiados.
Levantamento divulgado no final de agosto apontava ainda pelo menos 11 prefeitos de partidos que oficialmente apoiam outros projetos eleitorais declarando voto em Pivetta, incluindo gestores do MDB, PSB, PL e PRD.
Esse é um dos principais ativos políticos da campanha do governador.
Prefeitos possuem capacidade de mobilização regional e influência especialmente em municípios do interior, onde relações administrativas e investimentos estaduais podem ter peso importante na formação das alianças.
Racha no PL é problema para Wellington
A divisão dentro do próprio PL tornou-se, ao mesmo tempo, uma das maiores dificuldades da candidatura de Wellington.
O senador possui a estrutura partidária e é o candidato oficial da legenda, mas enfrenta resistência de parte de lideranças municipais importantes.
Wellington, contudo, adotou uma postura diferente da direção partidária e declarou ser contrário à expulsão dos prefeitos que decidiram apoiar Pivetta, defendendo que cada liderança tenha liberdade para fazer sua escolha.
Essa divisão cria uma situação incomum: Wellington disputa o Governo pelo PL enquanto parte de prefeitos do próprio partido trabalha eleitoralmente para seu adversário.
Campanha também entrou no campo judicial
A disputa não se limita aos palanques.
A coligação de Wellington chegou a tentar suspender o registro da candidatura de Pivetta e impedir o uso de recursos do Fundo Eleitoral, alegando problemas relacionados a contas referentes a um antigo convênio da época em que Pivetta era prefeito de Lucas do Rio Verde.
A Justiça Eleitoral rejeitou o pedido liminar para impedir o uso desses recursos.
A campanha também já teve debates marcados por acusações mútuas sobre administrações anteriores e trajetórias políticas, indicando que a tendência é de aumento da temperatura eleitoral até 4 de outubro.
Dois candidatos, riscos políticos muito diferentes
A eleição para governador de Mato Grosso apresenta, portanto, uma característica peculiar.
Para Wellington Fagundes, a derrota representaria a frustração de mais uma tentativa de chegar ao Palácio Paiaguás — ele também disputou o Governo em 2018 —, mas não interromperia sua carreira institucional.
O senador tem mandato assegurado até 2031 e permaneceria como uma das principais lideranças federais de Mato Grosso.
Para Otaviano Pivetta, uma derrota encerraria seu atual período no comando do Executivo e o deixaria, a partir de 2027, sem mandato eletivo.
Por outro lado, Pivetta possui uma condição incomum entre políticos profissionais: construiu antes e paralelamente à política uma expressiva carreira empresarial no agronegócio, com patrimônio declarado superior a meio bilhão de reais.
Dessa forma, caso deixe o governo, poderá naturalmente voltar sua atenção aos negócios privados — embora somente ele possa definir se escolherá esse caminho ou se continuará articulando novos projetos políticos.
Eleição está longe de estar decidida
A pouco menos de um mês do primeiro turno, talvez esse seja o dado mais importante.
Wellington Fagundes lidera numericamente as pesquisas disponíveis, mas Otaviano Pivetta está tecnicamente empatado com ele no primeiro turno.
Pivetta possui a vantagem da máquina administrativa, do cargo de governador e de uma crescente rede de prefeitos e lideranças municipais.
Wellington possui maior conhecimento eleitoral, estrutura partidária, longa experiência política e mantém vantagem numérica na pesquisa Quaest e no cenário de segundo turno.
Ao mesmo tempo, quase metade do eleitorado ainda admite mudar de voto.
Por isso, falar neste momento em vencedor antecipado seria ignorar o principal retrato das pesquisas: a eleição para o Governo de Mato Grosso permanece competitiva e pode ser decidida justamente pelo eleitor que ainda não definiu seu voto.
O resultado de outubro decidirá mais do que quem comandará o Palácio Paiaguás pelos próximos quatro anos.
Também definirá rumos pessoais bastante diferentes: Wellington, mesmo derrotado, continuará com uma cadeira no Senado; Pivetta, se perder, deixará o governo, mas terá à disposição uma trajetória empresarial construída ao longo de décadas no coração do agronegócio mato-grossense.
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