Investigação
Mãe é presa suspeita de queimar filho de sete anos com colher

Segundo o Conselho Tutelar, menino teria sido agredido como forma de punição após desobedecer à babá. Criança de 2 anos que também vivia na casa foi levada para um abrigo junto com o irmão
Uma mulher foi presa na última quinta (3), suspeita de queimar o próprio filho, de 7 anos, com uma colher quente, em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o Conselho Tutelar de Cidade Ocidental, a criança apresenta várias queimaduras e, conforme informações colhidas pelo órgão, já vinha sendo vítima de maus-tratos praticados pela mãe.
O caso chegou ao Conselho Tutelar por meio de uma denúncia anônima. A Polícia Militar foi até a casa da família e encontrou a criança ferida.
Como o nome da mulher não foi divulgado, o g1 não conseguiu localizar a defesa dela até a última atualização desta reportagem.
Segundo o Conselho Tutelar, a mãe foi informada de que o filho havia cometido uma “malcriação” enquanto estava na casa da cuidadora. Diante da informação, ela entrou no quarto onde a criança estava e passou a agredi-la fisicamente.
Em seguida, ainda de acordo com o órgão, a mulher saiu do quarto, aqueceu uma colher e retornou, usando o objeto quente para provocar queimaduras em diversas partes do corpo do filho.
Indícios de maus-tratos anteriores
O Conselho Tutelar informou ao g1 que, conforme as informações colhidas pelo órgão, o menino já vinha sendo vítima de maus-tratos praticados pela mãe.
Além do menino de 7 anos, uma criança de 2 anos, também filha da suspeita, morava na residência. Segundo apuração da TV Anhanguera, as duas crianças foram retiradas da casa e encaminhadas para acolhimento.
De acordo com o Conselho Tutelar, o menino está sob responsabilidade e acompanhamento do órgão e permanece em acolhimento e proteção até que a Vara da Infância e Juventude se manifeste e decida quais medidas serão adotadas.
A mulher foi presa pela Polícia Militar. O g1 procurou a Polícia Civil para obter mais informações sobre a prisão e a investigação e aguarda retorno.
Investigação
Adolescente goiana desaparece na França após sair do estágio

A adolescente goiana de 16 anos, Alice Dias de Oliveira, desapareceu na França após sair do estágio que estava fazendo durante o período de férias escolares. A irmã dela, Ana Flávia Dias de Oliveira, de 24 anos, contou ao g1 que a adolescente mora em Trappes, perto da capital francesa.
Alice está desaparecida desde quarta-feira (22). Segundo a irmã, a família entrou em contato com alguns amigos de escola de Alice, mas nenhum a viu desde o desaparecimento. A família entrou em contato com a polícia francesa, que informou que só pode passar mais detalhes na segunda-feira (27).
Amiga de adolescente goiana que sumiu na França também está desaparecida, diz família
Nascidas em Goiânia, as duas moram na França há quatro anos, mas não na mesma residência. Ana Flávia mora com o marido e o filho, e Alice mora com os pais das duas em outra casa. Segundo Ana Flávia, a irmã estuda o dia inteiro e, às vezes, trabalha como babá ao final do dia para uma família que mora no mesmo condomínio que ela.
“Ela trabalha do lado de casa, praticamente. A escola é perto: ela sai da escola, pega o ônibus, pega os meninos na escola. Da escola para casa, é uns 5 minutos caminhando”, detalhou sobre a rotina da adolescente.
Nas redes sociais, Ana Flávia contou que a polícia francesa não trabalha aos finais de semana. “O que sabemos é que há uma outra amiga dela que está desaparecida. Essa amiga desapareceu na terça, dia 21, e a minha irmã Alice, na quarta”, revelou. Ana Flávia acredita que as duas possam estar juntas.
A irmã relatou que o celular da adolescente foi rastreado até onde a bateria do aparelho durou, mas ao chegarem ao local, não havia ninguém. A última mensagem que Alice enviou foi para o pai, avisando que estava esperando o trem, por volta das 22h30. A família passou a ficar preocupada quando deu meia-noite e Alice não chegou em casa.
“Não nos informaram se conseguiram as filmagens da estação de trem. Se ela chegou a pegar o trem ou com quem ela estava, não falaram nada”, informou.
A irmã disse que a família pretende procurar ajuda na embaixada na segunda-feira (27).
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