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Eleições

Max Russi desponta como favorito a ser o deputado estadual mais votado de MT e aposta em força do Podemos

 

Presidente da Assembleia lidera pesquisas espontâneas, amplia presença política pelo Estado e projeta bancada de seis deputados; mesmo favorito, evita euforia e diz que eleição será conquistada no corpo a corpo

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), chega à reta decisiva da campanha de 2026 ocupando uma posição de destaque na disputa proporcional e com possibilidade concreta de terminar as eleições como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso.

Pesquisas eleitorais divulgadas ao longo da campanha colocaram Max repetidamente entre os nomes mais lembrados pelos eleitores. No levantamento mais recente do Data Index, divulgado no dia 2 de setembro, o presidente da Assembleia aparece novamente na primeira colocação na pesquisa espontânea, com 2,56% das intenções de voto.

Na sequência aparecem Beto Dois a Um, com 1,94%, e Lúdio Cabral, com 1,88%.

O resultado reforça uma tendência que já havia aparecido em julho. Naquele levantamento do mesmo instituto, Max também ocupava a liderança, então com 3,14% das citações, praticamente abrindo vantagem de mais de um ponto percentual sobre Eduardo Botelho, que aparecia na segunda colocação.

A sequência de levantamentos ajuda a explicar por que Max passou a ser visto nos bastidores políticos como um dos candidatos com maior potencial de votação para a Assembleia Legislativa neste ano.

Apesar do cenário favorável, o presidente da Casa evita assumir publicamente que poderá atingir uma votação recorde.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de ultrapassar a marca de 100 mil votos, Max preferiu adotar cautela.

“O tal do voto é muito difícil”, resumiu.

Pesquisas colocam Max entre os protagonistas

A posição eleitoral de Max não é resultado apenas do cargo que ocupa atualmente.

O parlamentar construiu nos últimos anos uma extensa rede política, com presença em diferentes regiões do Estado, relacionamento com prefeitos, vereadores, lideranças municipais, entidades e representantes de setores produtivos e sociais.

Esse trabalho de articulação ganhou ainda mais projeção depois que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa.

No comando do Parlamento estadual, Max passou a atuar diretamente nas principais discussões envolvendo o Governo de Mato Grosso, municípios e diferentes setores da sociedade.

A visibilidade institucional se somou à capilaridade eleitoral que o deputado já possuía principalmente no interior.

O resultado aparece nas pesquisas.

Além da liderança registrada pelo Data Index, levantamento da Percent Brasil divulgado em agosto também colocou Max entre os principais nomes da disputa. Nesse levantamento, Max aparecia numericamente muito próximo dos primeiros colocados, dentro de uma disputa bastante pulverizada.

Isso significa que ainda existe um grande contingente de eleitores indecisos e que o cenário pode mudar até o dia da votação.

Mesmo assim, a presença constante de Max entre os primeiros colocados reforça sua condição de favorito a conquistar uma das maiores votações deste pleito.

Meta é superar os 70 mil votos

Na eleição passada, Max Russi recebeu cerca de 70 mil votos.

Agora, mesmo com o crescimento de sua estrutura política, prefere evitar números considerados exagerados.

“Eu quero fazer um a mais que na última eleição. Se eu fizer 71 mil, 72 mil, 80 mil, eu estarei bastante satisfeito”, declarou.

A fala contrasta com as expectativas criadas em torno de sua candidatura.

Nos bastidores, aliados avaliam que a atual posição de Max, somada à expansão territorial de sua base eleitoral, pode levar o parlamentar a ultrapassar com folga seu desempenho anterior.

O próprio deputado, entretanto, insiste que nenhuma eleição pode ser considerada ganha antecipadamente.

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“Por que o Max vai passar agora? A maior votação da história do Mato Grosso foi 93 mil votos, que é muito voto”, afirmou.

A prudência também demonstra que Max conhece a diferença entre força política e voto efetivamente depositado na urna.

Para ele, uma votação inferior à registrada anteriormente seria encarada como resultado negativo.

“Se fizer menos, eu acho que é ruim, porque eu não vou ter nem o que eu tive na eleição passada”, disse.

Atuação na Assembleia fortalece candidatura

Parte da força eleitoral demonstrada nas pesquisas está relacionada ao protagonismo adquirido por Max Russi nos últimos anos.

Como presidente da Assembleia Legislativa, ele passou a ocupar posição central nas grandes decisões políticas de Mato Grosso.

A atuação de Max tem sido marcada por articulação com os municípios, interlocução entre deputados e Poder Executivo e participação nas discussões relacionadas a investimentos estaduais, infraestrutura, saúde, desenvolvimento econômico e demandas das prefeituras.

Ao mesmo tempo, o parlamentar procura preservar uma característica que considera fundamental para sua trajetória eleitoral: a aproximação com as bases.

Mesmo presidindo um dos Poderes do Estado, Max afirma que pretende conduzir a campanha de maneira semelhante às disputas anteriores, percorrendo municípios e conversando diretamente com eleitores e lideranças.

“O voto é você entrar no coração da pessoa, a pessoa acreditar em você, ver que você é um bom candidato, você é um bom representante, você vai cuidar bem do Estado dela, cuidar bem do país dela, do município”, declarou.

A frase praticamente resume a estratégia que deverá nortear sua campanha.

Max pretende transformar a força institucional construída como presidente da Assembleia em presença direta nos municípios.

Corpo a corpo será prioridade

Mesmo aparecendo na liderança de pesquisas, Max não pretende basear sua campanha exclusivamente na exposição proporcionada pela presidência da Assembleia.

O parlamentar aposta em uma campanha de corpo a corpo, com agendas pelo interior, reuniões, encontros regionais e participação ativa das lideranças que integram sua base política.

A avaliação interna é de que a disputa proporcional possui características diferentes das eleições majoritárias.

Para deputado estadual, a capilaridade municipal e a existência de grupos organizados em diferentes cidades podem ser decisivas.

Nesse aspecto, Max possui uma estrutura construída ao longo de vários mandatos.

Além de sua base tradicional, o presidente da Assembleia ampliou relacionamentos políticos e institucionais em diferentes regiões durante o período em que esteve à frente do Legislativo.

A questão agora será transformar essa presença em votos.

Podemos quer eleger seis deputados

Se Max demonstra cautela quando fala da própria votação, o tom muda quando o assunto é o desempenho do Podemos.

O presidente da Assembleia acredita que o partido poderá sair das urnas com uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A meta é eleger seis deputados estaduais.

“Vamos fazer. Vamos fazer com certeza”, afirmou.

Caso o objetivo seja alcançado, o Podemos ocupará seis das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, equivalente a um quarto de todo o Parlamento estadual.

O tamanho da bancada daria à sigla protagonismo nas principais decisões internas da Casa e aumentaria significativamente sua influência política.

Max afirma que a confiança está relacionada principalmente à formação da chapa proporcional.

“O que me dá essa certeza? Conhecendo nossos candidatos, a distribuição dos nossos candidatos no Estado de Mato Grosso como um todo e também o início da campanha, a forma que eles estão trabalhando aí nos municípios”, explicou.

Estratégia está na distribuição regional

A estratégia do Podemos é evitar concentração excessiva de votos em poucos municípios.

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A legenda possui candidatos distribuídos por diferentes regiões de Mato Grosso, com bases eleitorais próprias e perfis distintos.

Na avaliação de Max, essa distribuição territorial permitirá ao partido alcançar uma votação suficiente para disputar uma bancada numerosa.

O próprio desempenho do presidente da Assembleia terá papel importante nesse cálculo.

Uma votação expressiva de Max poderá ajudar diretamente no desempenho global do partido e na eleição de outros nomes da chapa.

Por isso, o resultado das urnas terá para ele uma dupla leitura.

De um lado estará sua votação individual.

Do outro, a capacidade de transformar a estrutura partidária montada sob sua liderança em cadeiras dentro da Assembleia Legislativa.

Liderança nas pesquisas aumenta expectativas

A liderança demonstrada pelo Data Index aumenta naturalmente a expectativa sobre o desempenho de Max.

Na pesquisa divulgada em julho, ele tinha 3,14%, enquanto o segundo colocado aparecia com 1,94%.

No levantamento mais recente, publicado em setembro, Max novamente ocupou a primeira posição, agora com 2,56%.

São números pequenos quando considerados isoladamente, mas existe uma razão: as pesquisas para deputado estadual são realizadas de maneira espontânea, sem apresentação de nomes aos entrevistados, em uma eleição com centenas de candidatos.

Por isso, aparecer repetidamente na liderança neste momento da campanha possui peso político significativo.

Ainda assim, outros levantamentos mostram uma disputa aberta entre diferentes candidatos, razão pela qual nenhuma projeção pode ser tratada como resultado antecipado.

O cenário, porém, coloca Max indiscutivelmente no grupo dos principais favoritos.

Campanha terá demonstração de força em Cuiabá

A nova etapa da campanha ficará mais evidente no próximo dia 9, quando Max realizará um grande ato político na Musiva, em Cuiabá.

O lançamento deverá reunir candidatos, prefeitos, vereadores, lideranças municipais e apoiadores de diferentes regiões.

Além do público presente, o evento será observado principalmente pela capacidade de mobilização política do presidente da Assembleia.

A expectativa é que o encontro funcione também como demonstração da estrutura estadual construída em torno de sua candidatura.

Mais do que uma largada formal, o evento poderá indicar o tamanho da rede política que Max pretende levar para as ruas nas semanas finais da campanha.

De presidente da Assembleia a candidato mais votado?

A trajetória eleitoral de Max neste ano possui um componente diferente das disputas anteriores.

Ele entra na eleição como presidente da Assembleia Legislativa, líder de um partido que pretende eleger seis deputados e candidato que aparece no topo de levantamentos espontâneos de intenção de voto.

Essa combinação naturalmente amplia as expectativas.

Se confirmar nas urnas o desempenho indicado pelas pesquisas que hoje o colocam na liderança, Max Russi poderá alcançar um feito de grande peso político: terminar as eleições de 2026 como o deputado estadual mais votado de Mato Grosso.

O próprio candidato, entretanto, prefere não antecipar o resultado.

Enquanto aliados fazem projeções e as pesquisas colocam seu nome entre os favoritos, Max procura repetir uma lógica que afirma ter utilizado durante toda sua trajetória política: eleição não se vence apenas com estrutura, cargo ou pesquisa.

Vence-se conquistando eleitor por eleitor.

E é justamente por isso que, mesmo liderando levantamentos e ocupando atualmente o posto mais importante da Assembleia Legislativa, Max sinaliza que sua campanha continuará nas ruas, nos municípios e no contato direto com a população.

Porque, como ele próprio definiu: “o voto é muito difícil”.

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Eleições

Janaina Riva chega à liderança na disputa ao Senado e amplia protagonismo no MDB

Deputada está tecnicamente empatada no topo da corrida pelas duas vagas de Mato Grosso, lidera isoladamente o segundo voto e, como presidente estadual do MDB, terá papel estratégico na condução da campanha partidária no Estado

A força da mulher mato-grossense na política ganha uma de suas maiores expressões nas eleições de 2026 com a candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal.

Presidente estadual do MDB, deputada mais votada de Mato Grosso nas eleições de 2022 e uma das principais lideranças políticas do Estado, Janaina chega à reta decisiva da campanha ocupando uma posição que poucas mulheres conseguiram alcançar na história política mato-grossense: está tecnicamente empatada na liderança da corrida por uma das duas vagas ao Senado.

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra Janaina com 26% das intenções de voto no resultado consolidado, apenas um ponto atrás do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que aparece com 27%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na primeira colocação.

Mais do que isso: Janaina abre uma diferença expressiva em relação aos demais concorrentes e se consolida, neste momento da campanha, dentro do grupo dos dois favoritos às cadeiras que Mato Grosso terá em disputa no Senado Federal.

Janaina lidera o segundo voto

O desempenho da deputada ganha ainda mais força quando analisada separadamente a segunda escolha dos eleitores.

Nesse cenário, Janaina lidera isoladamente com 32% das intenções de voto.

Mauro Mendes aparece com 19%, uma diferença de 13 pontos percentuais.

Carlos Fávaro registra 15%, Pedro Taques, 13%, e Zé Medeiros, 11%.

A liderança de Janaina no segundo voto revela uma característica importante da eleição para o Senado deste ano.

Como Mato Grosso escolherá dois senadores, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Dessa forma, possuir capacidade de aparecer tanto como primeira quanto como segunda escolha amplia significativamente o potencial eleitoral de uma candidatura.

No primeiro voto, Mauro aparece com 36%, enquanto Janaina possui 20%.

Isso significa que ela consegue permanecer competitiva nas duas escolhas do eleitor e, ao mesmo tempo, demonstra enorme capacidade de ser incorporada como segundo nome por eleitores que inicialmente optam por candidatos de outros grupos políticos.

Mulher ocupa espaço central na política de Mato Grosso

A ascensão de Janaina também representa um movimento de maior participação feminina nos espaços de decisão política do Estado.

Historicamente dominada por homens, a política mato-grossense passa a assistir uma mulher disputar em condições reais de vitória uma das principais posições eletivas da República.

Janaina não chega a essa eleição apenas como candidata.

Ela entra na disputa como uma liderança que acumula mandatos, estrutura partidária e forte votação popular.

Em 2022, foi a deputada estadual mais votada de Mato Grosso, resultado que ampliou sua projeção política estadual.

Três anos depois, em agosto de 2025, tornou-se também a primeira mulher a assumir a presidência estadual do MDB em Mato Grosso, sucedendo o ex-governador Carlos Bezerra, um dos políticos mais tradicionais da história do Estado.

Na ocasião, a própria direção nacional do MDB tratou a mudança como um processo de renovação partidária, destacando a capacidade de articulação e a liderança da deputada.

Agora, Janaina tenta transformar esse capital político em uma vaga no Senado.

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De deputada mais votada a candidata ao Senado

A candidatura ao Senado representa um novo estágio na carreira política de Janaina.

Ela deixa uma disputa proporcional, na qual já demonstrou enorme força eleitoral, para enfrentar uma eleição majoritária estadual.

Isso significa buscar votos em todos os municípios de Mato Grosso e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

O resultado da Real Time Big Data demonstra que essa transição está ocorrendo de maneira competitiva.

No levantamento consolidado, Janaina e Mauro Mendes aparecem muito distantes do bloco seguinte.

Enquanto Mauro registra 27% e Janaina 26%, Carlos Fávaro aparece com 14%, Zé Medeiros com 13% e Pedro Taques também com 13%.

A vantagem de Janaina sobre o terceiro colocado chega, portanto, a 12 pontos percentuais.

Margareth Buzetti e Galvan aparecem com 2% cada.

O quadro mostra, neste momento, uma corrida dividida em dois níveis: Mauro e Janaina liderando, enquanto os demais candidatos disputam uma aproximação com a dupla que está na frente.

Presidência do MDB aumenta peso de Janaina

Além da força eleitoral, Janaina ocupa uma posição estratégica dentro da própria estrutura partidária.

Como presidente estadual do MDB, ela está no centro das decisões políticas da legenda em Mato Grosso.

Cabe à direção estadual conduzir a estratégia partidária, organizar candidaturas, estruturar a campanha, articular os diferentes grupos regionais e manter interlocução direta com a Executiva Nacional.

Essa condição também lhe confere importante capacidade de interlocução na discussão sobre os recursos que o MDB Nacional destinará às campanhas de Mato Grosso.

A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) obedece às regras eleitorais e aos critérios definidos pela direção nacional do partido.

Resoluções partidárias estabelecem que decisões envolvendo distribuição, ajustes e remanejamentos de recursos passam pela Executiva Nacional e por suas principais instâncias dirigentes.

Nesse processo, entretanto, a presidência estadual possui peso político evidente ao apresentar prioridades, necessidades e estratégias eleitorais de Mato Grosso à direção nacional.

Fundo eleitoral será peça importante da campanha

A capacidade financeira terá papel relevante na reta final da eleição.

Uma campanha para o Senado exige estrutura estadual, deslocamentos, comunicação, produção audiovisual, equipes, propaganda, mobilização e presença nos diferentes municípios.

Janaina possui limite legal de gastos de aproximadamente R$ 3,81 milhões no primeiro turno, conforme os dados públicos de sua candidatura.

Até o início de setembro, os registros disponíveis ainda apontavam uma arrecadação bastante inicial, sem repasses do Fundo Eleitoral contabilizados até aquele momento.

Isso significa que a definição e a liberação dos recursos partidários ainda poderão modificar de maneira importante a estrutura da campanha nas próximas semanas.

Como candidata majoritária competitiva e presidente estadual do partido, Janaina deverá ser uma das principais interlocutoras de Mato Grosso junto à Executiva Nacional.

MDB aposta em candidatura competitiva ao Senado

A candidatura de Janaina também integra uma estratégia nacional do MDB para ampliar sua presença no Senado.

No início deste ano, o próprio partido colocou a mato-grossense entre os nomes considerados prioritários na construção de candidaturas para a Casa.

O MDB apresentou uma relação de pré-candidaturas competitivas em diferentes Estados, incluindo nomes de forte expressão nacional como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Simone Tebet, Roseana Sarney e a própria Janaina Riva em Mato Grosso.

O objetivo partidário é fortalecer uma bancada que historicamente possui peso dentro do Senado.

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Uma eventual vitória em Mato Grosso teria, portanto, impacto não apenas estadual.

Representaria também a manutenção do MDB entre as forças relevantes da Casa e colocaria Janaina dentro de um grupo restrito de mulheres com mandato de senadora.

Renovação e tradição dentro do MDB

A chegada de Janaina à presidência do MDB estadual simbolizou uma mudança importante dentro de uma das legendas mais tradicionais de Mato Grosso.

Durante décadas, o partido esteve associado à liderança do ex-governador Carlos Bezerra.

A passagem de comando para Janaina foi apresentada internamente como uma combinação entre tradição e renovação.

Ela recebeu uma estrutura partidária histórica, mas passou a imprimir uma estratégia voltada para crescimento eleitoral e protagonismo em disputas majoritárias.

Ao assumir a presidência, Janaina já havia deixado claro que o MDB não pretendia permanecer apenas como apoiador de candidaturas de outros partidos.

A candidatura ao Senado coloca essa estratégia em prática.

Agora, o partido possui uma candidata própria ocupando a primeira faixa das pesquisas.

Representatividade feminina ganha dimensão estadual

A força demonstrada nas pesquisas possui também uma dimensão simbólica.

A eleição de uma mulher para o Senado por Mato Grosso significa ampliar a representatividade feminina em um dos espaços mais importantes do Poder Legislativo brasileiro.

O Senado participa de decisões que vão desde mudanças constitucionais até aprovação de autoridades, análise de projetos nacionais e fiscalização dos demais Poderes.

Para uma mulher mato-grossense chegar a esse espaço com respaldo eleitoral expressivo representa uma mudança importante dentro de um ambiente político tradicionalmente masculino.

Janaina construiu sua trajetória enfrentando justamente esse cenário.

Ao longo dos mandatos estaduais, consolidou espaço próprio dentro da Assembleia Legislativa e, posteriormente, dentro de seu partido.

Agora tenta dar o maior salto de sua carreira eleitoral.

Pesquisa mostra disputa aberta, mas cenário favorável

O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre o final de agosto e o início de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-07156/2026.

Os números não permitem antecipar o resultado das urnas.

A campanha ainda possui semanas decisivas, candidatos poderão crescer e a dinâmica do primeiro e segundo votos torna a eleição para o Senado particularmente complexa.

Mas o retrato atual é inequívoco: Janaina Riva entrou definitivamente no grupo dos favoritos às duas vagas de Mato Grosso.

Uma mulher no centro da disputa

A eleição de 2026 coloca Janaina diante de uma oportunidade histórica.

Ela já foi a deputada estadual mais votada do Estado.

Tornou-se a primeira mulher a comandar o MDB de Mato Grosso.

Agora aparece tecnicamente empatada na liderança da eleição para o Senado e ocupa isoladamente a primeira posição entre as opções de segundo voto.

Sua candidatura reúne, portanto, três elementos que ajudam a explicar o momento político vivido pela deputada: força eleitoral, comando partidário e representatividade feminina.

Nas próximas semanas, Janaina terá ainda o desafio de coordenar o MDB estadual, participar da articulação dos recursos e da estrutura eleitoral disponibilizados pelo partido e, simultaneamente, percorrer Mato Grosso em busca de votos.

Se os números atuais forem confirmados nas urnas, a força política das mulheres mato-grossenses ganhará mais uma representante em Brasília.

E, desta vez, em uma das cadeiras mais importantes da República: o Senado Federal.

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