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Eleições

AMM sai na frente com eleição e Maninho desponta como favorito para continuar no comando da entidade

Atual presidente busca consolidar apoio dos prefeitos para permanecer à frente da Associação Mato-grossense dos Municípios até 2029; oposição ensaia reação, mas ainda tenta transformar articulação em chapa competitiva

A disputa pelo comando da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) entra neste mês de setembro com Hemerson Máximo, o Maninho (União Brasil), em posição privilegiada para continuar à frente da principal entidade municipalista de Mato Grosso.

A eleição será realizada no próximo dia 16 de setembro, quando os prefeitos associados escolherão a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal que comandarão a instituição no triênio 2027/2029.

O edital oficial já está publicado e confirma que a votação ocorrerá na sede da AMM, em Cuiabá, com primeiro chamado às 8h e votação prevista a partir das 9h. O período para registro das chapas termina no dia 8 de setembro, às 17h30.

Nos bastidores, porém, a movimentação já começou há semanas.

Maninho trabalha para transformar a posição que ocupa atualmente em uma nova vitória política e chegar a janeiro de 2027 legitimado pelo voto dos prefeitos para exercer um mandato completo de três anos.

Maninho assumiu AMM em abril

Ex-prefeito de Colíder, Maninho assumiu oficialmente a presidência da AMM em 1º de abril deste ano, após a renúncia de Leonardo Bortolin, o Léo Bortolin, que deixou o comando da instituição para disputar uma vaga de deputado estadual.

Até então primeiro vice-presidente, Maninho assumiu naturalmente a direção da entidade.

Desde aquele momento, passou a defender a continuidade do trabalho desenvolvido pela associação e a intensificar o contato com prefeitos de diferentes regiões de Mato Grosso.

A AMM informa que atualmente representa os 142 municípios mato-grossenses associados, uma capilaridade que transformou a instituição em um dos principais centros de articulação política e técnica das prefeituras no Estado.

Ao assumir, Maninho estabeleceu como prioridades preservar a unidade municipalista, ampliar a presença da associação no interior e fortalecer o suporte técnico às administrações municipais.

Nos últimos meses, participou de agendas estaduais e nacionais envolvendo reforma tributária, distribuição de receitas, demandas fiscais, mudanças climáticas e projetos que impactam diretamente os cofres municipais.

Continuidade ganha força entre prefeitos

É justamente essa presença institucional que fortalece o projeto de continuidade de Maninho.

Diferentemente de uma candidatura construída fora da estrutura atual, o ex-prefeito chega à eleição já comandando a associação e mantendo relacionamento direto com os gestores municipais.

A estratégia é apresentar sua candidatura como continuidade de um projeto que conseguiu ampliar a participação das prefeituras dentro da AMM e preservar a entidade como interlocutora dos municípios junto ao Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional e Governo Federal.

O próprio Maninho já havia sinalizado, quando assumiu a presidência, que teria disposição para disputar a recondução caso houvesse entendimento entre os prefeitos.

Esse movimento agora começa a tomar forma.

Embora ainda exista espaço formal para apresentação de outras chapas até o dia 8, o grupo ligado à atual administração trabalha para reunir uma composição regionalmente representativa e chegar à votação com apoio suficiente para manter Maninho na presidência.

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Oposição tenta se organizar

Do outro lado, existe uma tentativa de construção de oposição.

O nome mais citado até agora é o do prefeito de Nobres, José Domingos Fraga Filho, que admitiu publicamente avaliar a possibilidade de disputar a presidência.

José Domingos afirmou que mantém conversas com prefeitos de diversas regiões e disse que poderá aceitar o desafio caso consiga reunir apoio suficiente.

Também fez críticas à mudança no calendário da eleição e defendeu que a instituição seja conduzida por um prefeito em exercício.

Até o momento, entretanto, a movimentação permanece no campo das articulações.

A candidatura ainda precisa se transformar em uma chapa formal, reunir os apoios necessários e cumprir todas as exigências previstas no edital.

Por isso, neste início de setembro, a leitura predominante é de que Maninho parte na frente.

Ele possui a estrutura administrativa, está no exercício da presidência, percorreu diferentes regiões nos últimos meses e tenta construir uma candidatura baseada justamente na ideia de continuidade.

Eleição antecipada movimenta bastidores

A eleição deste ano será realizada antes do calendário tradicional da instituição.

Em assembleia extraordinária realizada em agosto, os prefeitos aprovaram mudanças estatutárias que estabeleceram mandato de três anos e anteciparam a escolha da nova diretoria.

Com isso, a eleição acontece em 16 de setembro de 2026, enquanto a posse da chapa vencedora será realizada apenas em janeiro de 2027.

O modelo permite que a futura administração tenha tempo para organizar a transição e preparar a composição da nova diretoria.

A alteração também incluiu uma regra importante: o cargo de diretor-presidente poderá ser ocupado por ex-prefeito na condição de associado honorário, desde que seja a primeira eleição realizada após o encerramento de seu mandato municipal.

Essa mudança permite que Maninho, que já não exerce o cargo de prefeito de Colíder, dispute legalmente a presidência da AMM.

Para os demais postos da diretoria, entretanto, permanece a exigência de que os candidatos sejam prefeitos em exercício de municípios associados.

Força da AMM aumenta importância da disputa

A eleição ganhou peso político porque a AMM passou por um processo de fortalecimento institucional nos últimos anos.

A associação ampliou serviços técnicos, projetos, assessorias e ações voltadas diretamente às prefeituras.

Também desenvolveu iniciativas de interiorização e passou a realizar reuniões regionais para aproximar sua estrutura dos municípios.

A entidade atua hoje em áreas como engenharia, arquitetura, contabilidade, direito público, planejamento, captação de recursos e orientação administrativa.

Além disso, tornou-se uma das principais vozes do municipalismo mato-grossense nas discussões que envolvem receitas públicas e responsabilidades atribuídas aos municípios.

Essa estrutura faz com que a presidência da AMM represente muito mais do que um cargo administrativo.

O presidente passa a atuar diretamente na interlocução entre prefeitos e os principais centros de poder de Mato Grosso e de Brasília.

Maninho aposta na unidade

A principal bandeira de Maninho para permanecer à frente da instituição será a unidade dos municípios.

Desde que assumiu a presidência, o dirigente procura evitar que a AMM seja identificada exclusivamente com uma corrente partidária.

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Embora seja filiado ao União Brasil, ele sustenta que a instituição precisa manter caráter municipalista e representar prefeitos de diferentes partidos e regiões.

Essa lógica deverá orientar a montagem de sua chapa.

A expectativa é de que a composição reúna gestores do norte, sul, médio-norte, oeste, Araguaia, Vale do Cuiabá e outras regiões do Estado.

Quanto maior for essa distribuição territorial, maior será a capacidade do grupo de demonstrar que possui respaldo dentro da associação.

Prazo para chapas termina dia 8

A definição oficial do cenário acontecerá nos próximos dias.

O registro das chapas termina em 8 de setembro, às 17h30.

Depois disso, eventuais pedidos de impugnação poderão ser apresentados até o dia 10. As defesas deverão ser protocoladas até o dia 11, e a comissão eleitoral terá até o dia 14 para decidir eventuais questionamentos.

A eleição acontecerá dois dias depois.

A comissão responsável pela condução do processo é presidida pelo prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira.

Também fazem parte Paulinho Bortolini, de Nova Santa Helena; Jadilson Alves de Souza, de Curvelândia; José Antônio Domingos Cardoso, de Nova Brasilândia; e Enilson de Araújo Rios, de Araputanga.

Nenhum integrante da comissão poderá participar de chapa concorrente.

Cada município terá um voto

O sistema eleitoral da AMM estabelece que cada município apto terá direito a apenas um voto.

Para participar, a prefeitura precisa estar filiada à instituição dentro do prazo previsto no edital e em dia com suas obrigações financeiras.

O voto deverá ser exercido pessoalmente pelo prefeito em exercício.

Não são permitidos votos por procuração nem votação cumulativa.

Vence a chapa que alcançar maioria simples dos prefeitos presentes.

Em caso de empate, será considerada vencedora a chapa cujo candidato à presidência seja o mais velho.

Maninho começa setembro como favorito

Com menos de duas semanas para a votação, a disputa ainda poderá apresentar mudanças.

A oposição tenta se organizar, novas alianças poderão surgir e somente depois do encerramento das inscrições será possível saber quantas chapas efetivamente estarão na disputa.

Mesmo assim, Maninho inicia setembro em vantagem política.

Está no comando da instituição, possui relacionamento direto com os prefeitos, representa atualmente todos os municípios associados e busca construir uma chapa de continuidade com presença regional.

José Domingos tenta apresentar uma alternativa e transformar as críticas à antecipação da eleição em uma candidatura competitiva.

O desafio, porém, será converter esse movimento em apoio suficiente entre os prefeitos para derrotar uma estrutura que já está organizada.

Por isso, a pouco mais de dez dias da eleição, a sucessão da AMM apresenta um desenho relativamente claro, Maninho aparece como o nome forte a ser mantido.

Se conseguir manter a base que vem construindo desde abril e consolidar os apoios até a votação de 16 de setembro, o ex-prefeito de Colíder deverá continuar no comando de uma das instituições políticas mais influentes de Mato Grosso, agora com mandato próprio até 2029.

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Eleições

Janaina Riva chega à liderança na disputa ao Senado e amplia protagonismo no MDB

Deputada está tecnicamente empatada no topo da corrida pelas duas vagas de Mato Grosso, lidera isoladamente o segundo voto e, como presidente estadual do MDB, terá papel estratégico na condução da campanha partidária no Estado

A força da mulher mato-grossense na política ganha uma de suas maiores expressões nas eleições de 2026 com a candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal.

Presidente estadual do MDB, deputada mais votada de Mato Grosso nas eleições de 2022 e uma das principais lideranças políticas do Estado, Janaina chega à reta decisiva da campanha ocupando uma posição que poucas mulheres conseguiram alcançar na história política mato-grossense: está tecnicamente empatada na liderança da corrida por uma das duas vagas ao Senado.

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra Janaina com 26% das intenções de voto no resultado consolidado, apenas um ponto atrás do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que aparece com 27%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na primeira colocação.

Mais do que isso: Janaina abre uma diferença expressiva em relação aos demais concorrentes e se consolida, neste momento da campanha, dentro do grupo dos dois favoritos às cadeiras que Mato Grosso terá em disputa no Senado Federal.

Janaina lidera o segundo voto

O desempenho da deputada ganha ainda mais força quando analisada separadamente a segunda escolha dos eleitores.

Nesse cenário, Janaina lidera isoladamente com 32% das intenções de voto.

Mauro Mendes aparece com 19%, uma diferença de 13 pontos percentuais.

Carlos Fávaro registra 15%, Pedro Taques, 13%, e Zé Medeiros, 11%.

A liderança de Janaina no segundo voto revela uma característica importante da eleição para o Senado deste ano.

Como Mato Grosso escolherá dois senadores, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Dessa forma, possuir capacidade de aparecer tanto como primeira quanto como segunda escolha amplia significativamente o potencial eleitoral de uma candidatura.

No primeiro voto, Mauro aparece com 36%, enquanto Janaina possui 20%.

Isso significa que ela consegue permanecer competitiva nas duas escolhas do eleitor e, ao mesmo tempo, demonstra enorme capacidade de ser incorporada como segundo nome por eleitores que inicialmente optam por candidatos de outros grupos políticos.

Mulher ocupa espaço central na política de Mato Grosso

A ascensão de Janaina também representa um movimento de maior participação feminina nos espaços de decisão política do Estado.

Historicamente dominada por homens, a política mato-grossense passa a assistir uma mulher disputar em condições reais de vitória uma das principais posições eletivas da República.

Janaina não chega a essa eleição apenas como candidata.

Ela entra na disputa como uma liderança que acumula mandatos, estrutura partidária e forte votação popular.

Em 2022, foi a deputada estadual mais votada de Mato Grosso, resultado que ampliou sua projeção política estadual.

Três anos depois, em agosto de 2025, tornou-se também a primeira mulher a assumir a presidência estadual do MDB em Mato Grosso, sucedendo o ex-governador Carlos Bezerra, um dos políticos mais tradicionais da história do Estado.

Na ocasião, a própria direção nacional do MDB tratou a mudança como um processo de renovação partidária, destacando a capacidade de articulação e a liderança da deputada.

Agora, Janaina tenta transformar esse capital político em uma vaga no Senado.

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De deputada mais votada a candidata ao Senado

A candidatura ao Senado representa um novo estágio na carreira política de Janaina.

Ela deixa uma disputa proporcional, na qual já demonstrou enorme força eleitoral, para enfrentar uma eleição majoritária estadual.

Isso significa buscar votos em todos os municípios de Mato Grosso e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

O resultado da Real Time Big Data demonstra que essa transição está ocorrendo de maneira competitiva.

No levantamento consolidado, Janaina e Mauro Mendes aparecem muito distantes do bloco seguinte.

Enquanto Mauro registra 27% e Janaina 26%, Carlos Fávaro aparece com 14%, Zé Medeiros com 13% e Pedro Taques também com 13%.

A vantagem de Janaina sobre o terceiro colocado chega, portanto, a 12 pontos percentuais.

Margareth Buzetti e Galvan aparecem com 2% cada.

O quadro mostra, neste momento, uma corrida dividida em dois níveis: Mauro e Janaina liderando, enquanto os demais candidatos disputam uma aproximação com a dupla que está na frente.

Presidência do MDB aumenta peso de Janaina

Além da força eleitoral, Janaina ocupa uma posição estratégica dentro da própria estrutura partidária.

Como presidente estadual do MDB, ela está no centro das decisões políticas da legenda em Mato Grosso.

Cabe à direção estadual conduzir a estratégia partidária, organizar candidaturas, estruturar a campanha, articular os diferentes grupos regionais e manter interlocução direta com a Executiva Nacional.

Essa condição também lhe confere importante capacidade de interlocução na discussão sobre os recursos que o MDB Nacional destinará às campanhas de Mato Grosso.

A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) obedece às regras eleitorais e aos critérios definidos pela direção nacional do partido.

Resoluções partidárias estabelecem que decisões envolvendo distribuição, ajustes e remanejamentos de recursos passam pela Executiva Nacional e por suas principais instâncias dirigentes.

Nesse processo, entretanto, a presidência estadual possui peso político evidente ao apresentar prioridades, necessidades e estratégias eleitorais de Mato Grosso à direção nacional.

Fundo eleitoral será peça importante da campanha

A capacidade financeira terá papel relevante na reta final da eleição.

Uma campanha para o Senado exige estrutura estadual, deslocamentos, comunicação, produção audiovisual, equipes, propaganda, mobilização e presença nos diferentes municípios.

Janaina possui limite legal de gastos de aproximadamente R$ 3,81 milhões no primeiro turno, conforme os dados públicos de sua candidatura.

Até o início de setembro, os registros disponíveis ainda apontavam uma arrecadação bastante inicial, sem repasses do Fundo Eleitoral contabilizados até aquele momento.

Isso significa que a definição e a liberação dos recursos partidários ainda poderão modificar de maneira importante a estrutura da campanha nas próximas semanas.

Como candidata majoritária competitiva e presidente estadual do partido, Janaina deverá ser uma das principais interlocutoras de Mato Grosso junto à Executiva Nacional.

MDB aposta em candidatura competitiva ao Senado

A candidatura de Janaina também integra uma estratégia nacional do MDB para ampliar sua presença no Senado.

No início deste ano, o próprio partido colocou a mato-grossense entre os nomes considerados prioritários na construção de candidaturas para a Casa.

O MDB apresentou uma relação de pré-candidaturas competitivas em diferentes Estados, incluindo nomes de forte expressão nacional como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Simone Tebet, Roseana Sarney e a própria Janaina Riva em Mato Grosso.

O objetivo partidário é fortalecer uma bancada que historicamente possui peso dentro do Senado.

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Uma eventual vitória em Mato Grosso teria, portanto, impacto não apenas estadual.

Representaria também a manutenção do MDB entre as forças relevantes da Casa e colocaria Janaina dentro de um grupo restrito de mulheres com mandato de senadora.

Renovação e tradição dentro do MDB

A chegada de Janaina à presidência do MDB estadual simbolizou uma mudança importante dentro de uma das legendas mais tradicionais de Mato Grosso.

Durante décadas, o partido esteve associado à liderança do ex-governador Carlos Bezerra.

A passagem de comando para Janaina foi apresentada internamente como uma combinação entre tradição e renovação.

Ela recebeu uma estrutura partidária histórica, mas passou a imprimir uma estratégia voltada para crescimento eleitoral e protagonismo em disputas majoritárias.

Ao assumir a presidência, Janaina já havia deixado claro que o MDB não pretendia permanecer apenas como apoiador de candidaturas de outros partidos.

A candidatura ao Senado coloca essa estratégia em prática.

Agora, o partido possui uma candidata própria ocupando a primeira faixa das pesquisas.

Representatividade feminina ganha dimensão estadual

A força demonstrada nas pesquisas possui também uma dimensão simbólica.

A eleição de uma mulher para o Senado por Mato Grosso significa ampliar a representatividade feminina em um dos espaços mais importantes do Poder Legislativo brasileiro.

O Senado participa de decisões que vão desde mudanças constitucionais até aprovação de autoridades, análise de projetos nacionais e fiscalização dos demais Poderes.

Para uma mulher mato-grossense chegar a esse espaço com respaldo eleitoral expressivo representa uma mudança importante dentro de um ambiente político tradicionalmente masculino.

Janaina construiu sua trajetória enfrentando justamente esse cenário.

Ao longo dos mandatos estaduais, consolidou espaço próprio dentro da Assembleia Legislativa e, posteriormente, dentro de seu partido.

Agora tenta dar o maior salto de sua carreira eleitoral.

Pesquisa mostra disputa aberta, mas cenário favorável

O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre o final de agosto e o início de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-07156/2026.

Os números não permitem antecipar o resultado das urnas.

A campanha ainda possui semanas decisivas, candidatos poderão crescer e a dinâmica do primeiro e segundo votos torna a eleição para o Senado particularmente complexa.

Mas o retrato atual é inequívoco: Janaina Riva entrou definitivamente no grupo dos favoritos às duas vagas de Mato Grosso.

Uma mulher no centro da disputa

A eleição de 2026 coloca Janaina diante de uma oportunidade histórica.

Ela já foi a deputada estadual mais votada do Estado.

Tornou-se a primeira mulher a comandar o MDB de Mato Grosso.

Agora aparece tecnicamente empatada na liderança da eleição para o Senado e ocupa isoladamente a primeira posição entre as opções de segundo voto.

Sua candidatura reúne, portanto, três elementos que ajudam a explicar o momento político vivido pela deputada: força eleitoral, comando partidário e representatividade feminina.

Nas próximas semanas, Janaina terá ainda o desafio de coordenar o MDB estadual, participar da articulação dos recursos e da estrutura eleitoral disponibilizados pelo partido e, simultaneamente, percorrer Mato Grosso em busca de votos.

Se os números atuais forem confirmados nas urnas, a força política das mulheres mato-grossenses ganhará mais uma representante em Brasília.

E, desta vez, em uma das cadeiras mais importantes da República: o Senado Federal.

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