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Política

Mauro pode ser o senador mais votado de MT e endurece discurso contra postura do STF

 

Ex-governador lidera diferentes pesquisas eleitorais, cobra reação do Senado diante das denúncias que atingem a Suprema Corte e promete defender mandato para ministros do STF

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) chega à fase decisiva das eleições de 2026 como um dos principais favoritos às duas vagas de Mato Grosso no Senado Federal e com possibilidade concreta de terminar a disputa como o candidato mais votado para senador no Estado.

Além da força eleitoral construída depois de oito anos à frente do Governo de Mato Grosso, Mauro passou a incorporar à campanha um discurso mais contundente sobre temas nacionais. Entre eles está a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e, especialmente, a reação das instituições diante das recentes revelações envolvendo integrantes da Corte.

Pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram o ex-governador no topo da corrida pelo Senado.

Levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em 24 de agosto, apontou Mauro Mendes com 52,3% das intenções de voto, contra 33,7% de Janaína Riva (MDB), em cenário no qual o eleitor poderia indicar até dois candidatos.

Já a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (3), mostra Mauro com 27% no resultado consolidado, tecnicamente empatado com Janaína, que aparece com 26%. Quando considerado apenas o primeiro voto do eleitor, porém, Mauro abre vantagem e aparece com 36%, contra 20% da candidata do MDB.

Os números reforçam um cenário que já vinha sendo identificado em pesquisas anteriores: Mauro possui elevado potencial para conquistar uma das duas cadeiras de Mato Grosso e pode encerrar a eleição na primeira colocação geral.

Críticas ao STF ganham espaço na campanha

É nesse ambiente de favoritismo que Mauro Mendes passou a endurecer o discurso contra aquilo que considera falta de reação institucional diante das recentes controvérsias envolvendo o STF.

O candidato classificou como graves as informações divulgadas nas investigações relacionadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e ao ministro Alexandre de Moraes.

Relatórios e mensagens obtidos pela Polícia Federal passaram a provocar forte repercussão política em Brasília. Entre os fatos que vieram a público está a análise de um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A Polícia Federal também analisou metadados do documento e identificou participação do perfil relacionado ao ministro no acesso ou edição da minuta. O escritório afirmou que Moraes foi consultado pelo setor de compliance para verificar possíveis impedimentos legais decorrentes da contratação.

As mensagens e documentos divulgados até agora levantaram questionamentos e pedidos de investigação, mas não constituem, por si só, prova definitiva da prática de crime pelo ministro. O caso segue submetido à apuração e ao debate institucional.

Para Mauro Mendes, justamente por envolver uma das principais autoridades do Poder Judiciário, o episódio exige investigação transparente e resposta do Senado.

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“O Brasil não pode continuar assistindo a isso. O Brasil não aguenta mais ver escândalos acontecendo e, depois, serem colocados de lado enquanto o Senado não age, não faz nada. O Senado é o único órgão que pode conter esses absurdos. É por isso que eu sou candidato ao Senado”, declarou.

Mauro cobra reação dos atuais senadores

A crítica do ex-governador também é direcionada à atual composição do Senado.

Mauro sustenta que os parlamentares não podem simplesmente aguardar a próxima legislatura para analisar denúncias ou pedidos relacionados a integrantes do Supremo. Na avaliação dele, cabe ao Senado exercer imediatamente as competências que a Constituição atribui à Casa.

O tema ganhou ainda mais peso nesta semana.

Na terça-feira (1º), diversos senadores utilizaram a tribuna para defender o afastamento, a renúncia ou a abertura de processo de impeachment contra Alexandre de Moraes após a divulgação das novas informações relacionadas a Vorcaro. Entre os parlamentares que se manifestaram estavam Alessandro Vieira, Carlos Viana, Cleitinho, Damares Alves, Esperidião Amin, Flávio Bolsonaro, Izalci Lucas, Luis Carlos Heinze e Magno Malta.

O movimento mostra que a crise ultrapassou o debate eleitoral e entrou oficialmente na pauta política do Congresso Nacional.

Mauro afirma que não cabe antecipar condenações, mas defende que denúncias envolvendo altas autoridades sejam investigadas independentemente de quem esteja envolvido.

“Os atuais senadores têm o dever de abrir um processo, dar continuidade, acompanhar as investigações e as provas para tomar uma atitude para tirar de lá pessoas que não representam o próprio Supremo Tribunal Federal nem o Brasil”, afirmou.

“Nenhuma autoridade pode estar acima da investigação”

Ao colocar o tema no centro da campanha, Mauro busca se apresentar ao eleitorado como um senador disposto a exercer uma função de fiscalização mais ativa sobre os demais Poderes.

O ex-governador sustenta que nenhum cargo ocupado na República pode funcionar como espécie de proteção contra investigação.

“Já mostrei muitas vezes que tenho coragem. Já enfrentei muita coisa aqui em Mato Grosso, e muita gente sabe disso. Enfrentei e entreguei resultados. Mas espero que não seja preciso chegar ao ano que vem para mudar dois terços do Senado e trazer pessoas novas, com mais coragem”, disse.

O discurso encontra espaço justamente em um momento de forte desgaste institucional provocado pelo caso Banco Master.

As revelações extraídas do celular de Daniel Vorcaro passaram a envolver encontros, contatos e relações com autoridades de diferentes órgãos da República, ampliando a pressão pela investigação dos fatos.

Mauro avalia que o Senado não pode permanecer como mero espectador diante de situações dessa natureza.

Fim da vitaliciedade no Supremo

O candidato também pretende levar ao Senado uma proposta que vai além da investigação do atual episódio.

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Mauro Mendes defende o fim da permanência de ministros do STF até a aposentadoria compulsória, substituindo o atual modelo por mandatos com prazo determinado.

Atualmente, ministros do Supremo permanecem no cargo até os 75 anos, salvo renúncia, morte ou eventual processo de impeachment.

Para Mauro, a possibilidade de uma pessoa permanecer décadas ocupando uma das posições mais poderosas da República deveria ser revista.

“Eu defendo mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal. Não é razoável que uma pessoa possa permanecer décadas em um dos cargos mais poderosos da República. Eu vou trabalhar no Senado para que os ministros tenham mandato e para que o cargo deixe de ser vitalício”, declarou.

A alteração exigiria mudança constitucional e dependeria da aprovação do Congresso Nacional.

Favoritismo amplia peso político

A postura adotada por Mauro ganha importância adicional por causa de sua posição nas pesquisas.

Mais do que disputar uma das duas vagas disponíveis, o ex-governador aparece sucessivamente entre os primeiros colocados e, em vários levantamentos, ocupa isoladamente a liderança.

A pesquisa Paraná Pesquisas apontou 52,3% para Mauro. Levantamento da MT Dados divulgado em agosto indicou 45%, contra 30% de Janaína Riva. A Quaest também mostrou Mauro na liderança do primeiro voto, com 36%, praticamente o dobro dos 19% registrados pela segunda colocada.

No levantamento mais recente do Real Time Big Data, Mauro e Janaína aparecem tecnicamente empatados quando somados primeiro e segundo votos. Na escolha para a primeira vaga, contudo, Mauro novamente lidera com vantagem.

O conjunto das pesquisas permite afirmar que o ex-governador está no grupo dos favoritos e mantém chances reais de terminar as eleições como o candidato ao Senado mais votado de Mato Grosso.

Senado ganha protagonismo na eleição

A eleição deste ano também possui uma característica particular: cada eleitor poderá escolher dois senadores, já que estão em disputa as duas cadeiras de Mato Grosso cujo mandato termina em 2027.

Por isso, a composição da próxima bancada terá influência direta não apenas nas questões estaduais, mas também nas grandes discussões institucionais do país.

Processos contra ministros do Supremo, mudanças constitucionais, aprovação de autoridades e análise de pedidos de impeachment passam necessariamente pelo Senado.

Mauro Mendes tenta transformar justamente essa responsabilidade institucional em um dos pilares de sua campanha.

A mensagem apresentada pelo ex-governador é de que sua eventual eleição não será apenas uma continuidade de sua trajetória política em Mato Grosso, mas uma mudança de foco: deixar a administração estadual para participar diretamente das principais decisões nacionais.

E, diante da atual crise envolvendo o STF, Mauro sinaliza qual pretende ser uma de suas primeiras bandeiras em Brasília: cobrar investigação, exigir transparência e defender limites mais claros para o exercício do poder dentro das instituições brasileiras.

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Eleições

Janaina Riva chega à liderança na disputa ao Senado e amplia protagonismo no MDB

Deputada está tecnicamente empatada no topo da corrida pelas duas vagas de Mato Grosso, lidera isoladamente o segundo voto e, como presidente estadual do MDB, terá papel estratégico na condução da campanha partidária no Estado

A força da mulher mato-grossense na política ganha uma de suas maiores expressões nas eleições de 2026 com a candidatura da deputada estadual Janaina Riva (MDB) ao Senado Federal.

Presidente estadual do MDB, deputada mais votada de Mato Grosso nas eleições de 2022 e uma das principais lideranças políticas do Estado, Janaina chega à reta decisiva da campanha ocupando uma posição que poucas mulheres conseguiram alcançar na história política mato-grossense: está tecnicamente empatada na liderança da corrida por uma das duas vagas ao Senado.

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) mostra Janaina com 26% das intenções de voto no resultado consolidado, apenas um ponto atrás do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), que aparece com 27%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados na primeira colocação.

Mais do que isso: Janaina abre uma diferença expressiva em relação aos demais concorrentes e se consolida, neste momento da campanha, dentro do grupo dos dois favoritos às cadeiras que Mato Grosso terá em disputa no Senado Federal.

Janaina lidera o segundo voto

O desempenho da deputada ganha ainda mais força quando analisada separadamente a segunda escolha dos eleitores.

Nesse cenário, Janaina lidera isoladamente com 32% das intenções de voto.

Mauro Mendes aparece com 19%, uma diferença de 13 pontos percentuais.

Carlos Fávaro registra 15%, Pedro Taques, 13%, e Zé Medeiros, 11%.

A liderança de Janaina no segundo voto revela uma característica importante da eleição para o Senado deste ano.

Como Mato Grosso escolherá dois senadores, cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes. Dessa forma, possuir capacidade de aparecer tanto como primeira quanto como segunda escolha amplia significativamente o potencial eleitoral de uma candidatura.

No primeiro voto, Mauro aparece com 36%, enquanto Janaina possui 20%.

Isso significa que ela consegue permanecer competitiva nas duas escolhas do eleitor e, ao mesmo tempo, demonstra enorme capacidade de ser incorporada como segundo nome por eleitores que inicialmente optam por candidatos de outros grupos políticos.

Mulher ocupa espaço central na política de Mato Grosso

A ascensão de Janaina também representa um movimento de maior participação feminina nos espaços de decisão política do Estado.

Historicamente dominada por homens, a política mato-grossense passa a assistir uma mulher disputar em condições reais de vitória uma das principais posições eletivas da República.

Janaina não chega a essa eleição apenas como candidata.

Ela entra na disputa como uma liderança que acumula mandatos, estrutura partidária e forte votação popular.

Em 2022, foi a deputada estadual mais votada de Mato Grosso, resultado que ampliou sua projeção política estadual.

Três anos depois, em agosto de 2025, tornou-se também a primeira mulher a assumir a presidência estadual do MDB em Mato Grosso, sucedendo o ex-governador Carlos Bezerra, um dos políticos mais tradicionais da história do Estado.

Na ocasião, a própria direção nacional do MDB tratou a mudança como um processo de renovação partidária, destacando a capacidade de articulação e a liderança da deputada.

Agora, Janaina tenta transformar esse capital político em uma vaga no Senado.

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De deputada mais votada a candidata ao Senado

A candidatura ao Senado representa um novo estágio na carreira política de Janaina.

Ela deixa uma disputa proporcional, na qual já demonstrou enorme força eleitoral, para enfrentar uma eleição majoritária estadual.

Isso significa buscar votos em todos os municípios de Mato Grosso e dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.

O resultado da Real Time Big Data demonstra que essa transição está ocorrendo de maneira competitiva.

No levantamento consolidado, Janaina e Mauro Mendes aparecem muito distantes do bloco seguinte.

Enquanto Mauro registra 27% e Janaina 26%, Carlos Fávaro aparece com 14%, Zé Medeiros com 13% e Pedro Taques também com 13%.

A vantagem de Janaina sobre o terceiro colocado chega, portanto, a 12 pontos percentuais.

Margareth Buzetti e Galvan aparecem com 2% cada.

O quadro mostra, neste momento, uma corrida dividida em dois níveis: Mauro e Janaina liderando, enquanto os demais candidatos disputam uma aproximação com a dupla que está na frente.

Presidência do MDB aumenta peso de Janaina

Além da força eleitoral, Janaina ocupa uma posição estratégica dentro da própria estrutura partidária.

Como presidente estadual do MDB, ela está no centro das decisões políticas da legenda em Mato Grosso.

Cabe à direção estadual conduzir a estratégia partidária, organizar candidaturas, estruturar a campanha, articular os diferentes grupos regionais e manter interlocução direta com a Executiva Nacional.

Essa condição também lhe confere importante capacidade de interlocução na discussão sobre os recursos que o MDB Nacional destinará às campanhas de Mato Grosso.

A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) obedece às regras eleitorais e aos critérios definidos pela direção nacional do partido.

Resoluções partidárias estabelecem que decisões envolvendo distribuição, ajustes e remanejamentos de recursos passam pela Executiva Nacional e por suas principais instâncias dirigentes.

Nesse processo, entretanto, a presidência estadual possui peso político evidente ao apresentar prioridades, necessidades e estratégias eleitorais de Mato Grosso à direção nacional.

Fundo eleitoral será peça importante da campanha

A capacidade financeira terá papel relevante na reta final da eleição.

Uma campanha para o Senado exige estrutura estadual, deslocamentos, comunicação, produção audiovisual, equipes, propaganda, mobilização e presença nos diferentes municípios.

Janaina possui limite legal de gastos de aproximadamente R$ 3,81 milhões no primeiro turno, conforme os dados públicos de sua candidatura.

Até o início de setembro, os registros disponíveis ainda apontavam uma arrecadação bastante inicial, sem repasses do Fundo Eleitoral contabilizados até aquele momento.

Isso significa que a definição e a liberação dos recursos partidários ainda poderão modificar de maneira importante a estrutura da campanha nas próximas semanas.

Como candidata majoritária competitiva e presidente estadual do partido, Janaina deverá ser uma das principais interlocutoras de Mato Grosso junto à Executiva Nacional.

MDB aposta em candidatura competitiva ao Senado

A candidatura de Janaina também integra uma estratégia nacional do MDB para ampliar sua presença no Senado.

No início deste ano, o próprio partido colocou a mato-grossense entre os nomes considerados prioritários na construção de candidaturas para a Casa.

O MDB apresentou uma relação de pré-candidaturas competitivas em diferentes Estados, incluindo nomes de forte expressão nacional como Renan Calheiros, Eduardo Braga, Simone Tebet, Roseana Sarney e a própria Janaina Riva em Mato Grosso.

O objetivo partidário é fortalecer uma bancada que historicamente possui peso dentro do Senado.

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Uma eventual vitória em Mato Grosso teria, portanto, impacto não apenas estadual.

Representaria também a manutenção do MDB entre as forças relevantes da Casa e colocaria Janaina dentro de um grupo restrito de mulheres com mandato de senadora.

Renovação e tradição dentro do MDB

A chegada de Janaina à presidência do MDB estadual simbolizou uma mudança importante dentro de uma das legendas mais tradicionais de Mato Grosso.

Durante décadas, o partido esteve associado à liderança do ex-governador Carlos Bezerra.

A passagem de comando para Janaina foi apresentada internamente como uma combinação entre tradição e renovação.

Ela recebeu uma estrutura partidária histórica, mas passou a imprimir uma estratégia voltada para crescimento eleitoral e protagonismo em disputas majoritárias.

Ao assumir a presidência, Janaina já havia deixado claro que o MDB não pretendia permanecer apenas como apoiador de candidaturas de outros partidos.

A candidatura ao Senado coloca essa estratégia em prática.

Agora, o partido possui uma candidata própria ocupando a primeira faixa das pesquisas.

Representatividade feminina ganha dimensão estadual

A força demonstrada nas pesquisas possui também uma dimensão simbólica.

A eleição de uma mulher para o Senado por Mato Grosso significa ampliar a representatividade feminina em um dos espaços mais importantes do Poder Legislativo brasileiro.

O Senado participa de decisões que vão desde mudanças constitucionais até aprovação de autoridades, análise de projetos nacionais e fiscalização dos demais Poderes.

Para uma mulher mato-grossense chegar a esse espaço com respaldo eleitoral expressivo representa uma mudança importante dentro de um ambiente político tradicionalmente masculino.

Janaina construiu sua trajetória enfrentando justamente esse cenário.

Ao longo dos mandatos estaduais, consolidou espaço próprio dentro da Assembleia Legislativa e, posteriormente, dentro de seu partido.

Agora tenta dar o maior salto de sua carreira eleitoral.

Pesquisa mostra disputa aberta, mas cenário favorável

O levantamento Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre o final de agosto e o início de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MT-07156/2026.

Os números não permitem antecipar o resultado das urnas.

A campanha ainda possui semanas decisivas, candidatos poderão crescer e a dinâmica do primeiro e segundo votos torna a eleição para o Senado particularmente complexa.

Mas o retrato atual é inequívoco: Janaina Riva entrou definitivamente no grupo dos favoritos às duas vagas de Mato Grosso.

Uma mulher no centro da disputa

A eleição de 2026 coloca Janaina diante de uma oportunidade histórica.

Ela já foi a deputada estadual mais votada do Estado.

Tornou-se a primeira mulher a comandar o MDB de Mato Grosso.

Agora aparece tecnicamente empatada na liderança da eleição para o Senado e ocupa isoladamente a primeira posição entre as opções de segundo voto.

Sua candidatura reúne, portanto, três elementos que ajudam a explicar o momento político vivido pela deputada: força eleitoral, comando partidário e representatividade feminina.

Nas próximas semanas, Janaina terá ainda o desafio de coordenar o MDB estadual, participar da articulação dos recursos e da estrutura eleitoral disponibilizados pelo partido e, simultaneamente, percorrer Mato Grosso em busca de votos.

Se os números atuais forem confirmados nas urnas, a força política das mulheres mato-grossenses ganhará mais uma representante em Brasília.

E, desta vez, em uma das cadeiras mais importantes da República: o Senado Federal.

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