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Justiça barra cobrança de R$ 222 mil por UTI e proíbe hospital de exigir garantia em emergência

A Terceira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso proibiu o Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá de cobrar R$ 222,6 mil de um familiar por despesas de internação em UTI. Os desembargadores entenderam que a cobrança foi indevida, já que o termo de responsabilidade foi assinado em situação de emergência, configurando estado de perigo e comprometendo a liberdade de consentimento.

O caso envolve a internação do idoso Luiz Carlos Ziliani, levado ao hospital em 5 de janeiro de 2021 pelo neto, que realizou um depósito inicial de R$ 5 mil. Segundo o autor da ação, ele informou que o próprio paciente seria o responsável financeiro, mas foi pressionado a assinar documentos como condição para o atendimento emergencial, sem ter acesso prévio às informações sobre os custos.

O estado de saúde do idoso se agravou, exigindo internação em UTI. Ele morreu 20 dias depois, em 25 de janeiro de 2021. Meses após o óbito, o neto recebeu a cobrança de R$ 222,6 mil e descobriu que uma duplicata havia sido protestada em seu nome, mesmo após recusa expressa do aceite e pedido de detalhamento das despesas.

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Em primeira instância, a juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, já havia reconhecido a abusividade da cobrança, declarado a nulidade do protesto e fixado indenização por danos morais. O hospital recorreu, mas sofreu nova derrota no Tribunal.

Ao relatar o caso, o desembargador Dirceu dos Santos destacou que ficou comprovada a vulnerabilidade do familiar no momento da internação e a ausência de informações claras sobre os valores cobrados. Para o colegiado, o recurso do hospital tentou apenas rediscutir o mérito da decisão, o que não é permitido por meio de embargos.

A decisão reforça o entendimento de que é ilegal exigir garantias financeiras ou assinatura de termos como condição para atendimento médico de urgência, prática considerada abusiva pelo Código de Defesa do Consumidor e vedada pela legislação. O TJ também confirmou que a responsabilidade pelo pagamento das despesas hospitalares é do espólio do paciente, e não de seus familiares, além de manter a condenação por danos morais devido ao constrangimento causado pela cobrança indevida.

Fonte Folhamax

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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