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Após vinte anos: posseiros são expulso pela justiça de fazenda de MT, polícia deve agir no local

A Justiça de Mato Grosso autorizou o uso de força policial para garantir a retirada de invasores de uma fazenda de 7,2 mil hectares, localizada no município de São Félix do Araguaia. A decisão foi proferida pela juíza Adriana Sant’Anna Coningham, da Segunda Vara Cível Especializada em Direito Agrário de Cuiabá, no âmbito de uma ação de reintegração de posse.

A magistrada concedeu prazo de 15 dias para que os ocupantes deixem a área de forma voluntária. Caso contrário, ficou autorizado o apoio policial para o cumprimento da ordem judicial, incluindo, se necessário, medidas coercitivas para assegurar a desocupação.

Área ocupada há duas décadas

A ação foi proposta por Maria Geralda de Carvalho e pelo espólio de Antônio Alves de Carvalho, proprietários da Fazenda Damasco, que vinha sendo alvo de ocupação irregular há cerca de 20 anos. Em sentença anterior, a Justiça já havia reconhecido o direito de posse dos proprietários e determinado a retirada dos invasores.

Durante a fase de cumprimento da sentença, um dos ocupantes, identificado como Sizernando Alves da Silva, apresentou recurso contra a execução da decisão. Ele alegou, entre outros pontos, a falta de delimitação precisa da área, a posse prolongada e a existência de uma ação de usucapião em andamento.

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Argumentos rejeitados pela Justiça

Ao analisar o pedido, a juíza entendeu que os argumentos apresentados buscavam rediscutir matérias já decididas, o que não é permitido na fase de execução. Conforme a decisão, a área está devidamente identificada por matrícula imobiliária, memorial descritivo e georreferenciamento certificado junto ao Incra, não havendo dúvidas quanto aos limites da propriedade.

A magistrada também rejeitou o pedido de suspensão do cumprimento da sentença em razão da ação de usucapião. Segundo ela, não existe relação de prejudicialidade entre os processos, uma vez que possuem naturezas jurídicas distintas.

Liminar impede exploração da área

Além de manter a ordem de reintegração de posse, a juíza concedeu liminar proibindo os invasores de realizarem qualquer tipo de plantio, preparo do solo ou exploração econômica da área. A medida visa preservar a integridade da fazenda até a efetiva desocupação.

Na decisão, a magistrada foi enfática ao autorizar o uso de força pública, se necessário, para garantir o cumprimento da ordem judicial. O texto determina a expedição de mandado para desocupação voluntária no prazo fixado, com a entrega da área livre de pessoas, bens e animais.

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Reforço policial autorizado

A decisão também autoriza o reforço policial caso o oficial de justiça entenda ser indispensável para o cumprimento da diligência, além de permitir o arrombamento, se houver resistência ao cumprimento da ordem.

O caso reforça a atuação do Judiciário em conflitos fundiários e a aplicação rigorosa das decisões em ações de reintegração de posse, especialmente em situações de invasão de fazenda em Mato Grosso, tema recorrente no estado devido à extensão territorial e à relevância do setor agrário.

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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