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Professores indígenas de MT participam de congresso internacional em Brasília

Dois representantes dos povos indígenas em Mato Grosso participaram do 3º Congresso Internacional dos Povos Indígenas da América Latina, realizado na Universidade de Brasília (Unb), entre os dias 3 e 5 deste mês.

Marcelo Munduruku e Evanilson Crixi Morimã, professores da Terra indígena Apiaká-Kayabi, na região noroeste de Mato Grosso, apresentaram trabalhos sobre saneamento básico e controle do fogo na terra indígena.

Eles participaram do projeto de extensão da Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat ConTextos ambientais Juruena-Juara: formação docente de professores indígenas e da rede pública em Educação Ambiental, que trabalhou temas de forma multidisciplinar no Programa de Educação Ambiental do Projeto Poço de Carbono Juruena.

Para o professor Marcelo Munduruku, participar do evento em Brasília, que reuniu mais de 3.500 pessoas em conferências, oficinas, debates e exposições foi uma oportunidade única.

A participação dos indígenas no evento teve apoio do Projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação do Desenvolvimento Rural de Juruena (Aderjur), com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

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O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena.

Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

O Congresso Internacional Povos Indígenas da América Latina (Cipial) reúne pesquisadores indígenas e não indígenas de diversos países e áreas do conhecimento. A primeira edição ocorreu em 2013, no México e a segunda edição em 2016, na Argentina. Na edição de 2019, no Brasil, o tema central foi “Trajetórias, narrativas e epistemologias plurais, desafios comuns”.

G1

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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