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Prédios do MinC continuam ocupados após anúncio de recriação da pasta

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Mesmo após o anúncio da recriação do Ministério da Cultura, manifestantes contrários ao governo de Michel Temer continuam ocupando nesta segunda-feira (23) prédios públicos ligados ao MinC em ao menos 21 capitais. É o mesmo número de capitais com prédios ocupados na sexta-feira (20), um dia antes do anúncio da recriação do MinC.

Continuam a ser registradas ocupações em São Paulo, Fortaleza, Rio Branco, Natal, Belém, São Luís, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Macapá, Maceió, Florianópolis, Campo Grande, Goiânia, Porto Alegre, Brasília, João Pessoa, Aracaju, Cuiabá e Recife.

Os grupos protestam contra a decisão do presidente em exercício, Michel Temer, de transferir as atribuições do MinC para a pasta da Educação. No entanto, no sábado (21), o ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) anunciou que Temer decidiu recriar o MinC e o novo ministro será Marcelo Calero.

Em boa parte das cidades, os locais ocupados são sedes da Fundação Nacional das Artes (Funarte) e do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Veja, abaixo, mais informações sobre algumas das ocupações contra a extinção do MinC:

— BRASÍLIA

Local da ocupação: Funarte
Início da ocupação: terça-feira (17)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: autodenominado Ocupa MinC DF, o grupo usou cones e um pequeno tonel para montar uma barreira na entrada do estacionamento do espaço cultural. Manifestantes colocaram cartazes com os escritos “Fora, Temer”, “MinC é nosso” e “Funarte ocupada”.

RIO

Local da ocupação: Palácio da Cultura Gustavo Capanema (sede da Funarte e do Iphan)
Início do ato: segunda-feira (16)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reinvindicação: artistas e integrantes da Associação dos Produtores de Teatro se reuniram para escrever uma carta aberta pedindo a volta do MinC. No documento, afirmam que a extinção da pasta promoveu um retrocesso de 30 anos.

— SÃO PAULO

Local da ocupação: Sede da Funarte
Número de participantes: Entre 200 e 1 mil pessoas com presença rotativa, segundo organizadores.
Início do ato: terça-feira (17)
Reinvindicação: O grupo afirma que a pauta do ato é única: quer a saída de Michel Temer. “Para a gente não muda nada. Recebemos [a volta do MinC] como uma reação às ocupações, mas não o tipo que esperamos. A palavra de ordem é luta, e não negociamos com governo golpista”, diz ocupante.

— FORTALEZA

Local da ocupação: Sede do Iphan
Início do ato: terça-feira (17)
Número de participantes: não foi divulgado
Reinvindicação: Para os manifestantes, o anúncio do retorno do MinC, que deixará de ser uma secretaria do Ministério da Educação, é uma “vitória”, mas eles devem continuar realizando atos pela volta de outros ministérios eliminados quando Temer assumiu interinamente a Presidência, voltados para assuntos sociais e direitos de minorias.

— RIO BRANCO
Local da ocupação: sede do Iphan
Início do ato: sexta-feira(20)
Número de participantes: Ao menos 60 pessoas se revezam no local.
Reinvidicação: “A gente mantém o ato no Brasil inteiro, hoje saiu a prova de que estamos certos [ diz em referência aos áudios vazados do ministro Romero Jucá]. O que a gente quer é limpar tudo. Nossa bandeira  não é só pelo Ministério da Cultura, que é importante para a sociedade, mas também pela moralização desse país. Se não todos, mas a maioria dos políticos está envolvida em falcatruas, roubos, então a nossa luta não é vão”, diz participante.

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BELO HORIZONTE

Local da ocupação: sede da Funarte
Início do ato: domingo (15)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reinvidicação: de acordo com a cantora Titane, uma das ativistas que ocupa a Funarte na capital mineira, a ocupação não existe somente em função da extinção do Ministério da Cultura. “É uma ocupação pelo reestabelecimento do estado de direito, reestabelecimento da democracia. Então ela permanece enquanto a gente estiver sob um governo que a gente considera ilegítimo”.

— CAMPO GRANDE

Local da ocupação: sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Início do ato: sexta-feira (20)
Número de participantes nesta segunda: cerca de 30 pessoas dormem no local
Reivindicação: protesto contra a medida de cortes dos direitos sociais do governo, entre outros pedidos.

CURITIBA

Local da ocupação: pátio do Iphan
Início do ato: sexta-feira (13)
Número de participantes: entre 25 e 50 manifestantes têm dormido no local e entre 80 e 150 se revezam durante o dia.
Reivindicação: “Trata-se de um movimento bem pacífico. Você vê que é o pessoal da classe mesmo, que é contrário à extinção do MinC. Tem pessoal de teatro, de cinema, de audiovisual, conselheiros municipais de cultura e professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Um monte de gente preocupada com o que vai acontecer com as políticas públicas do MinC”, afirma o superintendente substituto do Iphan, José Luiz Lautert

ARACAJU

Local da ocupação: sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Início dao ato: terça-feira (17)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: o protesto é organizado pelo Movimento Estudantil Levante Popular da Juventude. Artistas também aderiram ao movimento e realizaram oficinas de teatro, dança e pintura no local.

— JOÃO PESSOA

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: Contra a extinção do Ministério da Cultura.

— SALVADOR

Local da ocupação: prédio do MinC
Início do ato: terça-feira (17)
Número de participantes: cerca de 70 pessoas, segundo a organização.
Reivindicação: são contrários à extinção do MinC e planejam ficar por tempo indeterminado no local. “A nossa pauta não é só a volta do ministério. A reivindicação principal que nos une é em defesa da legalidade e contra um governo ilegítimo. Se amanhã o ministério voltar, a gente não encerra a ocupação”, disse um dos organizadores.

— BELÉM

Local da ocupação: sede do Iphan, onde funciona a representação do Ministério da Cultura na capital.
Início do ato: quarta-feira (18)
Número de participantes: cerca de 120 pessoas, segundo a organização.
Reivindicação: os manifestantes dizem que entendem “a retomada do ministério da cultura como mais uma manobra para deslegitimar a ocupação deste espaço”, e que “esta ocupação é independente da institucionalização da cultura, já que ela não depende de ministérios para existir”.

— SÃO LUÍS

Local da ocupação: sede do Iphan
Início do ato: quarta-feira (18)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: De acordo com conselheira nacional de cultura pelo patrimônio material, Alessandra Pajama, a ocupação tem o objetivo de forçar a reabertura do Ministério da Cultura. “Aqui é um trabalho de resistência na verdade. O que a gente quer é chamar a atenção para que a gente consiga avançar no debate, principalmente na política publica de cultura como um todo. Temos criticas serias da Lei Rouanet, mas mesmo diante das criticas é importante resguardar os pontos que conquistamos ao longo do tempo”.

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NATAL

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: terça-feira (17)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: os manifestantes reafirmaram que não reconhecem o atual governo e que, nessa condição, a volta do Ministério da Cultura sob o governo de Michel Temer não representa nada para os artistas e militantes da cultura.

— MACAPÁ

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: cerca de 40 manifestantes.
Reivindicação: a manifestação, denominada “Ocupa MinC AP”, é uma forma de protesto contra o presidente em exercício, Michel Temer. A preocupação, conforme os manifestantes, é de que projetos que estão em andamento não sejam finalizados por falta de investimento.

— MACEIÓ

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: cerca de 50 integrantes de movimentos culturais.
Reivindicação: “Desde o começo não viemos aqui apenas pela volta do ministério da Cultura. Também queremos a saída do governo Michel Temer (PMDB), que desde que assumiu realiza ataques não só contra a cultura, mas contra a população também”, disse o estudante de teatro Udson Pinheiro.

— FLORIANÓPOLIS

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: Segundo os manifestantes que ocupam o prédio, eles deverão permanecer no local por tempo indeterminado. Eles planejam fazer apresentações teatrais e musicais no local, além de aulas.

— PORTO ALEGRE

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: ainda não divulgado até a tarde desta segunda-feira.
Reivindicação: De acordo com os organizadores, a ocupação é uma forma de protesto contra a incorporação do Ministério da Cultura ao Ministério da Educação após a posse do presidente em exercício Michel Temer.

— RECIFE

Local da ocupação: prédio da Funarte
Início do ato: quinta-feira (19)
Número de participantes: a organização não quis divulgar.
Reivindicação: o movimento Ocupa Minc PE divulgou uma nota em que afirma ser suprapartidário e autônomo. No documento, o grupo também ressalta que a resistência é aberta, coletiva e pretende agir em função da transformação social e que direitos não são negociáveis. Ainda no texto, a organização da manifestação afirma não reconhecer como legítimo o atual governo federal,  e explica que a ocupação irá continuar até que “um governo legítimo seja restabelecido”.

— CUIABÁ

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: terça-feira (17)
Número de participantes: não foi divulgado.
Reivindicação: De acordo com os organizadores, a ocupação, chamada ‘Ocupa Iphan-MT’, é uma forma de protesto contra o presidente em exercício Michel Temer.

— GOIÂNIA

Local da ocupação: prédio do Iphan
Início do ato: sexta-feira (20)
Número de participantes: não foi divulgado.
Reivindicação: forma de protesto contra o presidente em exercício Michel Temer.

G1

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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