Destaque
Por ataque de pragas e doenças, quilo do tomate fica 71% mais caro em MT, diz IBGE
De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do quilo do tomate aumentou 71%, nos últimos meses, em Mato Grosso. A razão, segundo os produtores, seria o ataque de pragas e doenças nas plantações do estado.
Na fazenda de João Sedane, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, os 2 mil pés de tomate, plantados em dois barracões, foram atacados pela traça do tomateiro, uma espécie de lagarta pequena que compromete a qualidade dos frutos.
Com menos oferta de produto, os preços tendem a subir. Em outras safras, João já chegou produzir uma média de 300 caixas de tomate, hoje, só está conseguindo 50 caixas, por barracão.
A perda somada aos custos de produção fez com que agricultor aumentasse o valor do quilo para revenda para R$ 8, na tentativa de minimizar os prejuízos.
“No ano passado gastei R$ 5 mil para construir e fazer a plantação em um barracão, mas ainda não vendi nenhuma caixa de tomate para pagá-lo, a praga comeu tudo”, lamentou o produtor.
O custo que João tem para cultivar mil pés de tomate é R$ 5 mil, entre fornecedores e despesas para manter as plantações.
“Então, se eu coloco o preço muito baratinho, não consigo quitar dívida com os fornecedores. Este ano, o retorno não está compensando”, explicou.
Em outra propriedade no mesmo município, a guerra é contra os nematóides. Mesmo com toda a estrutura da estufa, com cobertura e proteção, a produção caiu consideravelmente.
De acordo com o produtor Jair Júnior, a falta de assistência técnica agrava a situação.
“Se agente tivesse uma técnica que ajudasse a eliminar nematóides, conseguiria produzir mais e ficaria bom para todos, mas não temos nenhuma assistência, fica difícil”, destacou ele.
Na propriedade de Jari, a média de produção, este ano, é de 100 caixas para cada mil pés de tomate, com um custo de R$ 50 por caixa. Com a pouca oferta no mercado, ele tem conseguido vender cada caixa por R$ 100, com vinte quilos de tomate, cada uma.
O técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Leonardo Dias, explica que o manejo de tomate é bem delicado. Segundo ele, a construção de estufas é fundamental.
“O agricultor precisa ter um cuidado maior durante o desenvolvimento da planta para ter uma produção de qualidade e livre de doenças”, alertou.
Ainda segundo o técnico, o agricultor precisa de cultivares resistentes e estudar o manejo mais adequado para cada situação.
“O cuidado precisa ser intenso em todo o período. Todos dias, tem que olhar a plantação para identificar pragas e conseguir combatê-la desde o início. A adubação tem que ser frequente, assim como a irrigação, para que no final do ciclo, haja uma boa produção”, explicou.
G1
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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