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Plantio de teca vira aposta de bons negócios em Mato Grosso


O cultivo de teca, uma árvore originária da Ásia, aumentou 34% nos últimos cinco anos em Mato Grosso. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as plantações se estendiam por 48 mil hectares, saltando para outros 64 mil hectares até o final de 2012.

A madeira é utilizada na fabricação de pisos, móveis, painéis e também postes e estacas por apresentar boa resistência ao sol e chuva. Além disso, a atividade pode trazer um bom lucro.
Desde o início dos anos 90 Jaldes Langer cultiva a Teca em Sinop, município a 503 quilômetros de Cuiabá. “As toras boas hoje no comprimento de 2 metros e 30 centímetros e acima de 20 centímetros têm um comércio interno no Estado. Algumas acima disso já têm exportação. A maioria é exportada para a Índia”, conta o produtor. Ele e a família investem em um negócio de venda de mudas com a família.

Langer produz as próprias mudas. O processo ocorre de pelo menos duas formas: 20% a partir de sementes e 80% clonagem. “Com sementes nós plantamos de 1,1 mil a 1,6 mil plantas por hectare para seleção depois. Com o clone, 625 plantas por hectare”.
Depois de 60 dias na estufa, as mudas são levadas para o sol, onde ficam mais dois meses e serão transferidas para a área de plantio posteriormente. O cultivo pede uma preparação adequada do solo com bons níveis de Cálcio, Potássio, Fósforo e Boro.

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O investimento é de longo prazo, já que a madeira é retirada somente depois de duas décadas. Durante esse tempo, a plantação precisa de atenção, cuidado com o fogo, insetos e roedores que podem danificar a madeira. São pelo menos duas podas por ano.

Segundo o engenheiro florestal Jackson Medeiros, o plantio da teca tem chegado a outras propriedades da região de Sinop. “Temos alguns plantios na região e ela vai bem”, contou. Conforme ele, a viabilidade econômica é atrativa.
“Há um valor considerável e por isso o plantio é interessante. Hoje, apenas a madeira de desbaste, que é o primeiro corte feito, está em torno de 300 dólares o metro cúbico”.

G1

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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