Destaque
PF ouve funcionário da Funai sobre morte de 2 pessoas em aldeia de MT
Um funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai) depõe na manhã desta segunda-feira (14) à Polícia Federal de Cuiabá sobre a morte de dois jovens, em uma aldeia da região de Juína, a 737 km da capital mato-grossense. Genes Moreira dos Santos Júnior, de 24 anos, e Marciano Cardoso Mendes, de 25, foram sequestrados e mortos por indígenas da etnia Enawenê-nawê na última quarta-feira (9) e tiveram os corpos entregues pelos índios à família no sábado (12).
Segundo a assessoria da PF, o delegado responsável pelo caso, Hércules Ferreira Sodré, retornou de Juína nesta segunda-feira e começou a interrogar o funcionário da Funai, tido como testemunha do crime. As investigações ocorreram durante todo o final de semana.
O delegado acredita que, a partir do depoimento, nos próximos dias deve pedir à Justiça Federal a prisão dos índios suspeitos do duplo assassinato. Inicialmente os indígenas, ao entregarem os corpos de Genes e Marciano, disseram que ‘toda a tribo’ participou do crime. A versão não foi aceita pelos policiais federais.
Sodré também aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar as causas da morte dos dois amigos. A família e os amigos dizem que Genes foi morto a tiros e Marciano foi torturado pelos indígenas.
Comoção e revolta
O enterro das vítimas ocorreu por volta das 11h deste domingo (13), no cemitério municipal de Juína e reuniu aproximadamente mil pessoas. Os moradores fizeram uma carreata e pediram por justiça durante a cerimônia. Os caixões foram levados em um caminhão do Corpo de Bombeiros.
“As mães deles continuam medicadas em casa, em choque. A cidade está revoltada, dá a entender que ninguém está seguro ao passar por aquela rodovia, eles [os índios] podem fazer qualquer coisa”, disse Alzira Reis de Oliveira, amiga das vítimas.
Segundo os moradores, os indígenas, mesmo após a morte de Genes e Marciano, continuam com três pontos de pedágio na BR-174, entre Juína e Vilhena (RO). Porém, o pedágio não foi confirmado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Nós convivemos com outros indígenas de outras etnias tranquilamente, apenas com eles [Enawenê-nawê] existe esse conflito. Um indígena de Brasnorte (cidade a 580 km deCuiabá) entrou em contato conosco e disse que se sensibilizou com o caso. Ele disse que a etnia deles não apoia o que está acontecendo”, contou a amiga.
Os moradores cobram que alguma medida seja tomada em relação aos indígenas. O pedágio feito por eles é de R$ 20 para motocicletas, R$ 50 para caminhonetes e carros pequenos e até R$ 100 para ônibus e caminhões.
“A situação aqui está complicada, há um ar de revolta. Eles [moradores] andaram até depredando a sede da Funai. Se as autoridades não tirarem os índios do pedágio e tomarem alguma atitude, vai ter uma confusão grande aqui. O comércio já pensa em fazer boicote [aos indígenas] e o setor madeireiro pode ser afetado, já que eles usam a rodovia”, alertou o comerciante José Cicero, de 56 anos.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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