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Pai de estudante morto colhe 111 mil assinaturas e leva ao Congresso

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A família do estudante de medicina, Éric Francio Severo, de 21 anos, morto em 2014 após ter a caminhonete roubada, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, entregou nesta terça-feira (24) na Câmara dos Deputados, em Brasília, um documento contendo mais de 111 mil assinaturas pedindo o aumento da pena pelos crimes de latrocínio, extorsão mediante sequestro e estupro de vulnerável.

Em pouco mais de um ano de campanha para conseguir assinaturas, a família conseguiu recolher 111.880 assinaturas em todos os estados, no Distrito Federal, sendo 62 mil de Mato Grosso e 32 mil em São Paulo. Pessoas também se sensibilizaram e fizeram a assinatura na Argentina, Venezuela, Alemanha, Equador, Canadá e China.

A campanha tenta agilizar o Projeto de Lei 353/2015, que propõe que a pena para esses crimes (incluindo extorsão e estupro) aumente de 30 anos para 50 anos de prisão. O projeto é de autoria do deputado federal major Olímpio Gomes (SP). O projeto será avaliado pela Câmara dos Deputados.

“Foi um dia de muita emoção, tivemos a oportunidade de falar na tribuna. Estamos conversando com a assessoria técnica do Legislativo e visitamos o relator do processo, que é favorável à iniciativa. Agora, temos a batalha jurídica na Câmara. Nossa luta é achar os caminhos mais fáceis para que esse projeto siga e consiga chegar com força ao plenário”, declarou o pai de Éric, Leonildo Severo.

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Para o pai do estudante, a questão não é somente aumentar a pena para esses crimes e sim evitar que outras famílias passem pela mesma dor de perder uma pessoa nessas circunstâncias.

“É uma necessidade da sociedade e esperamos apoio dos parlamentares e do judiciário. Para a família a pena é perpétua, para a vítima a pena é a de morte e para o criminoso a pena é a da liberdade. A Constituição não tem mecanismos que garantam a vida, ela apenas garante o benefício ao criminoso”, criticou o pai.

O irmão de Eric e a mãe do estudante acompanham Severo em Brasília. A família deve retornar nesta quinta-feira (26) para Sinop.

As assinaturas continuam sendo feitas através da internet.

O caso
O estudante de medicina Eric Francio Severo foi encontrado morto na tarde do dia 28 de dezembro de 2014 em um matagal às margens de uma estrada vicinal entre o distrito de Primaverinha, em Sorriso (município a 420 km da capital), e Lucas do Rio Verde (a 360 km da capital).

Ele estava desaparecido desde a madrugada do dia anterior após sair de um bar na cidade de Sinop, a 503 km da capital, onde passava férias na casa da família. O corpo apresentava marca de tiro na cabeça.

Conforme as investigações, o estudante foi rendido ao sair do bar em Sinop. Os bandidos o amarraram e colocaram-no no banco traseiro da caminhonete que ele dirigia. Após dirigir até a estrada vicinal entre Sorriso e Lucas do Rio Verde, um dos acusados decidiu executar o estudante. Em depoimento, ele confessou que matou o universitário para ocultar a autoria do crime.

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Condenação
A Justiça condenou em março deste ano quatro pessoas por participação no crime de latrocínio que tirou a vida do estudante.Entre os quatro condenados estão o executor do crime, um homem de 31 anos cuja sentença foi de 28 anos e nove meses de reclusão, e o mandante do roubo do veículo, um presidiário de 32 anos recolhido em uma penitenciária de Guarulhos (SP), cuja pena ficou em oito anos, cinco meses e três dias.

Além deles foram condenados um homem de 26 anos que participou do roubo, cuja pena ficou em 22 anos de reclusão, e uma mulher também de 26 anos acusada de ter dado apoio aos executores do roubo da caminhonete. No caso dela, que chegou a ser presa durante a instrução do processo e acabou posta em liberdade, a Justiça impôs pena de um ano de reclusão. Todos os demais condenados já se encontram presos.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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