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Número de homicídios aumenta 32,6% em MT de 2005 a 2015, diz pesquisa

O número de homicídios em Mato Grosso subiu 32,6% em 11 anos, segundo apontam os dados do Atlas da Violência 2017, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta segunda-feira (5). A pesquisa leva em consideração o número e as taxas de homicídios em todos os estados de 2005 e 2015.

O Atlas da Violência 2017 analisou dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao intervalo de 2005 a 2015, e utilizou também informações dos registros policiais publicadas no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP.

De acordo com o levantamento, em 2005 o estado registrou 907 homicídios, enquanto que, 11 anos depois, esse número subiu para 1.203, fazendo com que a taxa de homicídios em Mato Grosso seja de 36,8 a cada 100 mil habitantes. Entre 2010 e 2015, o aumento na taxa de homicídios foi menor, de 15%. Já na passagem de 2014 para 2015, houve queda de 12,5%.

A pesquisa do Ipea aponta, ainda, um aumento de 57,9% no número de homicídios causados por arma de fogo ao longo dos 11 anos do levantamento. Em 2005, foram 487 casos, contra 769 registros em 2015. Quando avaliados os números de 2014 e 2015, o estado apresentou queda de 10% no número de casos envolvendo arma de fogo.

O levantamento também avalia o número de mortes violentas por causa indeterminada (MVCI), que podem se tratar de acidentes fatais, suicídios, homicídios (acrescido de latrocínios e lesão corporal dolosa seguida de morte), mortes decorrentes de intervenção policiais e eventos cuja intenção é indeterminada. Em Mato Grosso, foram 117 casos apenas em 2015, um número relativamente menor do que em 2005, quando foram registrados 197 casos.

“As mortes violentas com causa indeterminada são assim classificadas quando o óbito se deu por causa não natural, ao mesmo tempo em que os profissionais envolvidos no sistema de informações sobre mortalidade (isto é, médicos legistas, gestores da saúde, policiais, incluindo peritos criminais, etc.) não conseguiram informar a motivação primeira que desencadeou todo o processo mórbido”, aponta a pesquisa.

Municípios mais violentos

No levantamento por municípios com mais de 100 mil habitantes, Mato Grosso possui quatro municípios entre os 304 listados. A tabela, que aponta três municípios do estado entre os 100 mais violentos do país, leva em conta a soma das taxas de mortes por agressão (homicídios) às taxas de mortes violentas por causa indeterminada (MVCI).

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Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, aparece entre os 50 municípios mais violentos de 2015, com um taxa total de 61,8. O resultado da soma de 148 homicídios ao total de 18 casos de mortes violentas por causa indeterminada naquele ano deixou o município na 46ª posição.

Rondonópolis e Sinop, a 218 km e 503 km de Cuiabá, aparecem na 85ª e 88ª posição, respectivamente. Enquanto o primeiro registrou 220 casos (103 homicídios e 6 MCVI), alcançando uma taxa de 50,6, o segundo aparece na pesquisa com uma taxa de 50,0, resultado da soma de 58 homicídios e 7 casos de MCVI.

Cuiabá aparece no levantamento do Ipea na 101ª posição, com uma taxa de 48,2. Foram 256 homicídios registrados na capital naquele ano, além de 24 casos de mortes violentas por causa indeterminada.

Perfil das vítimas

Segundo o Atlas da Violência, “desde 1980 está em curso no país um processo gradativo de vitimização letal da juventude”. Entre 2005 e 2015, foram assassinados mais de 5,2 mil jovens em Mato Grosso. Apenas em 2015, foram 529 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, uma redução de 16,5% na taxa em relação a 2014.

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A pesquisa também mostra um aumento na taxa de homens jovens como vítimas de homicídios, que passou de 89,0 em 2005 para 110,0 em 2015. A variação foi de 23,6% ao longo de 11 anos.

O número de negros assassinados também aumentou no estado. O Ipea aponta que, de 2005 a 2015, a taxa de homicídios aumentou 15,7% a cada 100 mil habitantes negros. De 2014 para 2015, porém, a taxa diminuiu 12%.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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