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MT tem 22 casos de Covid-19 de indígenas; aldeia constrói oca para infectados

Em Mato Grosso já são 22 casos confirmados de Covid-19 entre os indígenas. Na terra indígena São Marcos, onde ficam os Xavantes, há 19 casos confirmados da doença e uma morte de um bebê de 8 meses. Na terra indígena do Xingu, em São Félix do Araguaia, são 3 casos confirmados e a morte de um bebê de 45 dias.

Atualmente vivem em Mato Grosso, 43 povos indígenas. Alguns territórios são afastados e tem pouca estrutura, o que dificulta a comunicação dos casos suspeitos. Neste sábado (13), foi confirmada a morte de um bebê de 45 dias, Salu Kalapalo.

Salu estava em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Água Boa. Foi transferido para Cuiabá por ordem da justiça, mas não resistiu. Foi a primeira morte por Covid-19 nas aldeias da Terra Indígena do Xingu. O avô Vanité, que é cacique da aldeia, e o filho dele já tiveram a doença.

No Xingu está sendo construída um grande oca pra o isolamento de infectados pelo novo Coronavírus e o Quarup, ritual indígena em homenagem aos mortos, foi cancelado.

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Essa é a segunda morte de indígenas em Mato Grosso, a primeira também foi de um bebê, mas de 8 meses. Ele vivia na aldeia Marawãitsédé, no município de Alto Boa Vista. A morte foi confirmada no dia 11 de maio deste ano.

A Federação dos povos e Organizações indígenas do estado de Mato Grosso (Fepoi-MT) busca apoio pra levar comida e suprimentos até as aldeias e evitar que os indígenas tenham que ir pra cidade fazer compras. A assessora da Federação, Soyloru Pixuê, conta que o acesso a comunicação é precário em algumas aldeias.

“A gente faz o possível, mas às vezes tem essa demora devido à vários fatores de dificuldade pra poder tá chegando até a aldeia. Tem aldeia que é de fácil acesso à comunicação e tem aldeia que não tem de fato os meios tecnológicos pra estar comunicando rápido.”, afirma.

O coordenador geral da Operação Amazônica Nativa (OPAN), Ivan Busatto, conta que é preciso criar estrutura para atender os povos indígenas e implantar ações de prevenção.

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G1
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Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.

O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.

De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.

“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.

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Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.

Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:

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