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Ministro Blairo Maggi defende pesquisa na área do feijão-caupi

feijao_cancer_mama_ciclovivo_dietaO ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, visitou o IV Congresso Nacional de Feijão-caupi (Conac) na tarde desta quinta-feira, horas depois de chegar de uma viagem à China, onde tratou da abertura daquele mercado para produtos brasileiros. O evento, que será realizado até amanhã em Sorriso (MT), traz uma extensa programação sobre o cenário da cultura tida como uma das melhores alternativas de segunda safra, especialmente para regiões como Mato Grosso.

Para Blairo Maggi, diante deste cenário é preciso que a cadeia produtiva esteja cada vez mais unida e fortalecida para enfrentar as demandas de mercado. “É preciso de organização dos produtores, inclusive política, e de muita pesquisa”, disse Maggi. Segundo ele, após o término do Conac estará pronto para receber todas as reivindicações do setor ao Mapa e se colocou à disposição para contribuir com a cadeia.

Além do ministro, senadores e deputados de Mato Grosso também prestigiaram o evento nesta tarde. Para o senador Cidinho Santos, o congresso é uma importante forma de disseminação de informações sobre o feijão-caupi. “Como sou nordestino, conheci o caupi ainda na infância, quando minha avó preparava o feijão para toda a família e hoje vejo como ele pode ser utilizado das mais diversas formas como importante fonte de renda, inclusive em assentamentos rurais”, afirmou o senador.

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Para o presidente da Comissão Organizadora do IV Conac, Kaesel Damasceno, o evento tem superado as expectativas e reconheceu a importância da presença do ministro da Agricultura. “Precisamos mudar o panorama da cadeia produtiva do feijão-caupi, que apresenta tendência de crescimento, principalmente nesta região, pois daqui sai 90% de todo o feijão que é exportado”, aponta.

Também participaram da comitiva do ministro Blairo Maggi, os senadores da República José Medeiros e Wellington Fagundes, os deputados federais Nilson Leitão, Adilton Sachetti, Ezequiel Fonseca e o deputado estadual Mauro Savi. O diretor de Agronegócios do Banco do Brasil, José Carlos Reis da Silva e o secretário de Política Agrícola do MAPA, Neri Geller, também compareceram ao evento, além de autoridades locais e regionais. A comitiva também foi recepcionada pelo prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, que apresentou um projeto de criação do Parque Tecnológico da cidade, que vai abrir o “Show Safra” no próximo ano.

“Já estamos com a área e o projeto prontos e precisamos de apoio financeiro para implantação do Parque, que tem a função de promover ciência e tecnologia, pois sabemos o quanto a pesquisa é importante para o desenvolvimento do agronegócio”, disse Rossato.

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Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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