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Médicos terão que manter 100% de atendimento de urgência na greve

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A desembargadora Maria Helena Póvoas, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou que os médicos da rede municipal de Cuiabá mantenham atendimento total nos serviços de urgência e emergência e de no mínimo 70% nas unidades básicas de saúde durante a greve da categoria, que começou no dia 16. A multa para o descumprimento é de R$ 50 mil por dia. O sindicato da categoria (Sindimed-MT) informou que ainda não foi notificado, mas que assim que isso ocorrer vai cumprir a determinação.

A decisão atende parcialmente a um pedido feito pela prefeitura. A desembargadora entendeu que a paralisação dos médicos traz perigo de ‘dano irreparável’ e coloca em risco iminente a saúde de toda a população, porque trata-se de serviço que atende as ‘necessidades inadiáveis’ da sociedade.

Os médicos alegam que a prefeitura descumpriu acordo com a categoria. Os grevistas pedem ainda o pagamento do piso nacional da categoria, que é de R$ 11,6 mil para 20 horas de trabalho semanal. O piso atual de um médico concursado em Cuiabá é de R$ 3,5 mil, informou o Sindimed.

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A presidente do sindicato, Eliana Siqueira, disse que os médicos não recebem o reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) desde 2011 e que rejeitaram duas propostas salariais da prefeitura. “Uma era de aumento de 1,8% ao ano. A outra era de 3%, mas tirando o ‘prêmio’, o que seria uma perda muito grande. Queremos que a prefeitura apresente proposta que contemple o piso gradualmente”, afirmou.

Eliana afirmou que a prefeitura não abriu UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal e nem o Hospital São Benedito – a unidade foi inaugurada em abril, mas não começou a atender a população. “Também não contratou médicos para cumprir escala. Unidades no Pascoal Ramos e Pedra 90 não têm médicos. Não há especialistas em número suficiente. As pessoas estão morrendo nas filas. É um absurdo, um descaso total com a população”, declarou.

A sindicalista declarou ainda que o atendimento nos setores de urgência e emergência não foi alterado com a greve e que considerou a determinação da desembargadora uma ‘vitória’. “Nossa greve não foi declarada ilegal e pra nós isso é uma conquista”, disse.

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Outro lado
A prefeitura afirmou, por meio de nota, que não cumpriu dois tópicos do acordo – licença-prêmio e concurso público – com a categoria porque o sindicato rejeitou as duas propostas apresentadas. Informou que vai fiscalizar o cumprimento da decisão e que o Poder Executivo municipal não tem dinheiro para atender ao pedido salarial dos médicos.

“Com relação à principal reivindicação da categoria, está evidente que a prefeitura não tem condições de pagar o piso nacional e o sindicato deve agir com razoabilidade nesse sentido”, disse o procurador geral do município, Rogério Gallo, por meio da nota.

G1 MT

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“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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