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Mato Grosso tem o etanol mais barato do país, aponta pesquisa da ANP

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Abastecer com etanol em Mato Grosso tem sido mais vantajoso que nos outros estados brasileiros, segundo dados divulgados pela a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta segunda-feira (5). A média ficou cotada em R$ 1,85 por litro. No estado, Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, tem o preço mais barato, uma média de R$ 1,82.

Foram pesquisados 107 postos de combustíveis no estado, entre 29 de setembro e 3 de outubro. O etanol virou uma alternativa, para veículos flex, uma vez que a Petrobras informou na última terça-feira (29) ter reajustado o preço da gasolina e do diesel nas refinarias. Os dois combustíveis tiveram aumento de 6% e 4%, respectivamente.

No estabelecimento mais barato, a reportagem encontrou o valor o valor de R$ 1,77. Mato Grosso registra, segundo a ANP, um preço mínimo de R$ 1,62 ao consumidor.

Depois de Várzea Grande, Cuiabá tem a menor média com R$ 1,83, seguido de Rondonópolis, com R$ 1,91.

Para as distribuidoras do estado, o valor médio ficou cotado em R$ 1,58. O preço mínimo para as empresas ficou registrado em R$ 1,50 e o máximo, em R$ 1,74.

São Paulo e Goiás ocupam a segunda e a terceira colocação, respectivamente. Os consumidores de etanol no estado paulista estão pagando, em média, R$ 2, enquanto os goianos, R$ 2,03.

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O etanol é um combustível sintetizado a partir de moléculas de glicose de vegetais como o trigo,  milho e a mandioca. Além de renovável, o etanol chega a reduzir em 89% – em relação a gasolina – a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa. A principal matéria-prima utilizada pelo estado de Mato Grosso para sintetizar o combustível é a cana de açúcar.

Causas
Segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Jorge dos Santos, o preço baixo do etanol é resultado de dois fatores: uma oferta superior à demanda e a política tributária do governo do estado.

“Nós temos uma produção muito forte [do etanol] para um mercado que não corresponde à altura. A segunda razão do preço baixo é que o governo de Mato Grosso tenta salvar o setor, já que esse é um produto, em grande parte, genuinamente produzido aqui [no estado]. A tributação do etanol é inferior, por exemplo, a da gasolina”, explica.

O diretor executivo do Sindalcool lembra, porém, que o panorama atual do etanol pode não se manter durante muito tempo.“É preciso ficar atento a essa situação porque o preço do etanol tem que garantir pelo menos o retorno do investimento feito pelos produtores. Eles têm que, a fim de manter a qualidade do produto, renovar em 20% o canavial de cana de açúcar. Caso não exista esse retorno do investimento o canavial envelhece, o que acaba afetando o combustível que chega até os consumidores”, afirma.

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Ainda segundo ele, o reajuste do diesel também pode afetar o valor final do etanol. “O custo do transporte e da alimentação, que são duas das mais importantes variáveis, poderão impactar esse preço mais para a frente”, pontua.

Reajustes
Os reajustes anunciados pela Petrobras já estão sendo repassados ao consumidor da capital de Mato Grosso, de acordo com o diretor executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo), Nelson Soares Junior.

“De maneira geral, em função da situação econômica os postos não estão conseguindo fazer grandes estoques de combustível. Com esses estoques pequenos, a transferência de preço [para o consumidor] está acontecendo de maneira mais rápida”, diz.

Ainda de acordo com ele, a posição geográfica do estado em relação as refinarias e também a política tributária têm desfavorecido os preços. “Mato Grosso cobra 17% de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] sobre o óleo diesel enquanto Goiás cobra 15% e Mato Grosso do Sul cobra 12%”, explica.

G1 MT

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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