Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Destaque

Mato Grosso passou pela maior greve na educação de todos os anos; professores resistiram 75 dias

Este ano os professores da rede de ensino estadual deflagraram uma greve por mais de dois meses – com início no dia 27 de maio – pela concessão do pagamento de 7,5% de aumento dos profissionais da educação e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

Durante esse período eles tiveram o ponto cortado pelo Executivo, e chegaram ir às ruas pedindo dinheiro e até comida, por causa de dificuldades financeiras, oriunda do elevado tempo de paralisação.

Chegaram mesmo a invadir o plenário da Assembleia, e por várias vezes se reuniram com deputados – estaduais e federais -, e ainda com o governo do estado, sem que suas reivindicações tenham sido, em sua totalidade, atendidas.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), esta foi a maior greve realizada em Mato Grosso. Com as escolas estaduais tendo aderido ao movimento, além do apoio de alunos e servidores. Foram 75 dias de movimento paredista, bem maior do que a paralisação ocorrida em 2016, ainda no governo de Pedro Taques (PSDB), que registrou 63 dias de greve.

O início da greve começou em uma segunda-feira, do dia 27 de maio, quando boa parte das escolas estaduais se uniu ao movimento do (Sintep-MT). E só se deu fim numa quarta-feira, 14 de agosto. Acompanhe toda essa história em retrospectiva.

A greve 

Segunda-feira, 27 de maio de 2019, servidores percorreram as ruas no entorno do Palácio Paiaguás reivindicando o cumprimento da Lei 510/2013 sobre aumento salarial, convocação dos aprovados no último concurso público e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos profissionais da educação. Além de cobrarem também melhoria na infraestrutura das unidades escolares e um calendário de agenda permanente com o governo.

Reivindicações da categoria 

**concessão do pagamento de 7,5% de aumento aos professores e o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA);

 

**pagamento de 1/3 de férias proporcional para os professores contratados

 

**concessão de licença-prêmio e licença para qualificação profissional

 

**chamamento do cadastro reserva dos profissionais da educação do último concurso público

 

**um cronograma de obras para a reforma das unidades escolares.

 

Em todas rodas de negociação o governador não arredou o pé. E sob o argumento de um caixa no vermelho negou conceder o aumento de 7,5%, e ainda a RGA, justificando que não comprometeria o cofre público que vivia um momento de insuficiência financeira. E que os reajustes estourariam o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Leia Também:  Meliantes furtam mercado durante a madrugada no bairro Cidade Nova em Nova Mutum/MT

 

Opositor do governo Mauro Mendes (DEM)

 

O movimento ganhou a solidariedade dos parlamentares que fazem oposição ao governo de Mauro Mendes (DEM), como Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSDB), João Batista (Pros) e da deputada federal petista Professora Rosa Neide .

 

Na época, João Batista que é oriundo do serviço público e sindicalista, chegou a pontuar que se os “profissionais da educação não tiver a coragem para impor suas reivindicações, após a retirada da RGA, que é uma  lei; com certeza o governo, mais adiante, retiraria outro direito, de olho na redução do salário da categoria”.

 

Dias que marcaram a greve

 

No 18º dia de paralisação – Com objetivo de dar visibilidade para os dias parados, os grevistas fizeram uma grande manifestação. Um ato público no dia 13 de junho, na Praça do Porto, como forma de pressionar o governo a responder positivamente às reivindicações exigidas pela categoria. 

 

Aos 35 dias da paralisação, no dia 02 de julho, o Governo do Estado enviou uma nota oficial referente à greve, classificando o movimento paredista como “parcial”, e afirmando que quase a metade das escolas haviam retornado às salas de aula.

 

A nota do governo não intimidou a categoria que continuou a realizar manifestações diárias por diversas ruas da Capital.  

Leia Também:  Usina hidrelétrica é multada em R$ 50 milhões por causar morte de 13 toneladas de peixes em MT

 

Apelo da Assembleia – Aos 59 dias, o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), fez um apelo para que os professores voltassem às salas de aula, dando fim ao movimento grevista. “Estamos trabalhando para criar condições de reajuste. Atualmente, o governo não consegue ainda pagar os salários em dia, então como vai aumentá-los? Assim, a posição do governo está correta”, disse o parlamentar democrata.

 

TJ proíbe ocupação indevida

 

Em meio a esta queda de braço entre servidores e governo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso proibiu o Sintep de promover a ocupação indevida de órgãos públicos no estado.

 

A decisão liminar foi dada pela desembargadora Marilsen Andrade Addario. A magistrada determinou a aplicação de multa de R$ 100 mil para cada dia de descumprimento.  

 

Fim da greve

 

Após 75 dias, os profissionais da Educação de Mato Grosso decidiram acabar com a greve durante uma Assembleia Geral que aconteceu na sexta-feira, 9 de agosto. Decidindo qu no dia 14 de agosto as aulas voltariam normalmente.

 

Durante a assembleia, os sindicalistas concordaram que esse era o momento de recuar, ‘dar um passo para trás’, Sob o compromisso, entretanto, de seguir cobrando do governo as promessas feitas, dentre elas, o chamamento dos concursados, cronograma para reforma de unidades escolares, pagamento do ponto cortado dos grevistas, dentre outros pontos que foram acordados.

 

Reposição das aulas

 

Com o fim da greve, os professores tiveram que criar um calendário de reposiição das aulas perdidas e, assim, as aulas deverão ser repostas até 15 de fevereiro de 2020. Desta forma, o ano letivo de 2020 para as grevistas terá início em março.

O Bom da Notícia

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  RO, MT e PA puxam alta nos desmates na Amazônia em outubro
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA