Cidades
Mais um frigorífico fecha as portas em MT, deixando 701 funcionários desempregados
A empresa Minerva Foods comunicou o fechamento da planta frigorífica de Mirassol D´Oeste (MT), a 329 km de Cuiabá, nesta segunda-feira (6). Foram demitidos os 701 funcionários da unidade.
Em nota, a Minerva informou que a decisão de encerrar a operação no município representa “uma readequação das operações da companhia no Brasil como forma de obter melhorias de eficiência em rendimento, economia de custos por aumento da otimização da capacidade instalada e incremento de rentabilidade por reequilíbrio geográfico de suas operações”.
Segundo a empresa, estão garantidos todos os direitos trabalhistas dos funcionários da planta que forem desligados e não deixará pendências financeiras.
Quanto aos clientes dos mercados interno e externo, a empresa afirma que o encerramento desta operação não acarretará impactos, pois, neste processo de ajuste operacional, as demandas serão absorvidas por outras unidades.
Na última quarta-feira (1º), o Minerva anunciou o fechamento do frigorífico que mantinha na cidade de Batayporã (MS), a 306 quilômetros de Campo Grande. A empresa operava a unidade desde 2006. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande e Região (Stiaacg/MS), 738 colaboradores foram demitidos.
Reflexos em Mato Grosso
Para o presidente do Sindicato Rural de Mirassol d’Oeste, Francisco Ferreira da Silva, as demissões são ruins para o comércio em geral. Ele, que é pecuarista, acredita que aqueles que praticam a pecuária no município vão sentir os reflexos do fechamento da unidade no próximo mês. “Vai diminuir a quantidade de frigoríficos para onde podemos vender o gado e a oferta de animais vai ser maior”, afirma.
O presidente do sindicato calcula que a margem de lucro vai diminuir muito, já que quando o gado é vendido para frigoríficos em um raio acima de 150 km o preço pago ao pecuarista começa a baixar. “Ficaremos com as opções de vender animais para abater em Pontes e Lacerda, a 185 km, Araputanga, a 42 km, ou Cuiabá, a 300 km”, explica.
Em sua opinião, o efeito de tantos frigoríficos suspendendo e encerramento as atividades no Estado pode ser de queda nos preços pagos pela arroba do boi gordo, que está em R$ 136 no município. “Do jeito que está, a escala de abate vai ficar comprida, tem muita gente fazendo confinamento e quando o gado estiver pronto, o preço pode começar a cair e o pecuarista acaba se desesperando e vendendo com medo de que caia ainda mais no futuro”, diz.
Mesmo nesse cenário que se desenha para o futuro, o pecuarista ainda vê esperança na abertura do mercado americano, anunciado na semana passada pelo Governo Federal. “Os frigoríficos estão fazendo isso para baixar os preços, já que no mercado interno a população não está comprando carne, mas quando vendermos para os Estados Unidos, não haverá barreiras e outros países vão querer comprar também”, comenta.
Demissões de maio
Em maio, cerca de 300 funcionários desta unidade do Minerva procuraram a Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) em Cáceres, a 80 quilômetros de Mirassol, para dar entrada no pedido de seguro-desemprego.
Na época, a Minerva Foods enviou resposta ao Agrodebate confirmando que havia feito as demissões, mas não informou o número exato de trabalhadores demitidos. A empresa afirmou que não havia a intenção de paralisar as atividades da planta naquele momento e que as demissões faziam parte de um ajuste.
A assessoria da empresa esclareceu que “o desligamento de um grupo de funcionários na planta de Mirassol d´Oeste [em maio] ocorreu em razão do processo de integração das plantas adquiridas da BRF e está alinhado ao plano de ações da companhia para gerar maior eficiência operacional e aumento de produtividade”. A aquisição desta planta foi feita pelo Minerva em 2013.
As demissões de maio e de julho totalizam 1 mil funcionários. A empresa continua com uma planta de abate em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Suspensão de abates
Na semana passada, a unidade de abate de bovinos da JBS de Cuiabá informou que suspendeu suas atividades a partir da última quinta-feira (2) por falta de matéria-prima. A empresa afirmou em nota que mantinha 494 colaboradores no frigorífico. O motivo alegado pelo grupo é a baixa disponibilidade de matéria-prima em algumas regiões do país, que tem causado ociosidade na indústria.
Já foram suspensas as atividades de cinco frigoríficos neste ano, de acordo com o Sindicato das Indústria de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo), alegando falta de matéria-prima para abate.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira total de carne bovina no 1° trimestre de 2015 foi de 1,83 bilhão de quilogramas de carcaça, volume 6% menor que o do mesmo período do ano anterior.
Em Mato Grosso essa redução também aconteceu, porém mais acentuada, tendo o Estado produzido pouco mais de 284 milhões de quilogramas de carcaça, o que resultou em uma produção 12% menor em relação ao 1° trimestre de 2014.
“Essa redução é resultante da menor oferta de animais para abate em 2015, tendo em vista que a quantia de cabeças encaminhadas à indústria foi 14% menor entre os períodos já citados”, informa o boletim semanal de Bovinocultura do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (6).
G1 MT
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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