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Juízes que analisaram pedidos de ‘grampos’ em MT devem prestar informações à CGJ

jusOs magistrados de Mato Grosso que apreciaram pedidos de interceptação telefônica de 2014 até este ano devem prestar informações à Corregedoria-Geral de Justiça (CGJ) dentro de cinco dias. A determinação foi dada na segunda-feira (15) pela corregedora-geral de Justiça, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, após denúncia sobre a existência de um esquema de grampos clandestinos no estado.

Conforme a denúncia, durante uma investigação conduzida pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Militar sobre policiais militares que estariam envolvidos com tráfico de drogas, foram incluídos os números de telefones de políticos, jornalistas, advogados e médicos. Os grampos de cerca de 80 celulares teriam sido feitos entre outubro de 2014 e agosto de 2015, a pedido da PM e com autorização judicial.

A Procuradoria-Geral da República investiga se o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do crime e também de quem partiu as ordens para as interceptações. A PGR entrou no caso após denúncia do promotor de Justiça Mauro Zaque, que foi secretário de Segurança de Mato Grosso em 2015. Taques nega ter conhecimento sobre as escutas telefônicas.

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O ofício circular assinado pela corregedora-geral de Justiça solicitando informações a respeito das decisões também foi encaminhado aos juízes criminais do estado, “para que informem solicitações da mesma natureza e para que mantenham-se atentos ao que estabelece a Consolidação das Normas da Corregedoria-Geral da Justiça com relação à matéria”.

De acordo com a CGJ, as providências tomadas pela desembardora foram comunicadas ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Rui Ramos. O TJ também abriu uma investigação sigilosa para apurar o esquema de grampos.

Duas das vítimas do esquema são a deputada Janaína Riva (PMDB), que faz oposição ao atual governo, e o advogado José do Patrocínio, que trabalhou com a coligação que perdeu as eleições para governador do estado em 2014. Outro que teve o telefone grampeado foi o desembargador aposentado José Ferreira Leite.

Grampos

Os pedidos para inclusão dos números foram feitos à Justiça pelo cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, de 32 anos, que seria parte da Inteligência da PM. Atualmente ele está lotado na Casa Militar de Mato Grosso, após ser transferido do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, em junho de 2016.

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Na sexta-feira (12), o governador confirmou que o então secretário de Segurança lhe procurou e afirmou que havia recebido uma denúncia anônima a respeito da existência de grampos ilegais. O governador disse que enviou um ofício e a denúncia ao Gaeco, mas a investigação foi arquivada em setembro de 2015 por falta de provas. Na época, o cabo Gerson ainda estaria cedido ao Gaeco.

G1 MT

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“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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