Destaque
Juiz determina que grevistas liberem entrada principal de campus da UFMT
A Justiça Federal determinou que os servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que estão em greve desde outubro contra a PEC 55, que tramita no Senado e estabelece teto de gastos públicos por 20 anos, liberem a entrada principal do campus de Cuiabá, para permitir a entrada de veículos no campus de Cuiabá. A decisão do juiz Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, da 1ª Vara Federal de Cuiabá, foi dada na sexta-feira (2).
Por meio de assessoria, a direção do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFMT (Sintuf) informou ter sido notificada da decisão nesta segunda-feira (5) e alegou que a a assessoria jurídica da entidade está analisando a decisão para elaborar um parecer técnico. O sindicato informou que a a guarita foi liberada ainda na sexta-feira à noite.
Uma assembleia da categoria está marcada para esta terça-feira (6). Segundo o sindicato, a greve dos técnicos administrativos ainda continua.
Na ação possessória, a UFMT argumentou que o bloqueio da guarita estava causando prejuízos, já que “o campus é praticamente integrado ao sistema viário municipal, com inúmeros pontos de partida de ônibus, necessários ao intenso fluxo de ingresso de pessoas e veículos, e que vem dificultando a própria locomoção dos acadêmicos hava vista a extensão do campus”, sustentou.
O juiz disse reconhecer que é inconstestável a adoção de medidas aptas a garantir, não só o regular exercício dos poderes de fato sobre a área, mas também de permitir que a UFMT disponha livremente de suas instalações, sob pena de se autorizar que o bloqueio feito pelos sindicalizados possa causar prejuízos à administração pública e à comunidade local.
Na semana passada, outro pedido de desocupação da guarita havia sido negado pela Justiça Federal. Na decisão do dia 25 de novembro, o juiz federal Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza, também da 1ª Vara Federal, entendeu que estava claro que o sindicato e os servidores não tinham interesse de agir como proprietários da guarita 2 da UFMT ou de qualquer espaço físico da instituição e que pretendiam somente manifestar o posidiconamento deles a respeito de determinado tema.
No entanto, nesse mesmo despacho, o magistrado determinou que os servidores liberassem a guarita 2 quando houvessem registros de alagamentos na Avenida Fernando Corrêa da Costa, impedindo o acesso ao campus pela outra entrada.
A coordenadora do Sintuf, Léia de Souza Oliveira, afirmou que o sindicato vai entrar com uma ação de agravo questionando a decisão do juiz substituto. “Ele passou por cima de uma decisão do juiz titular, que havia sugerido a liberação da guarita em caso de alagamento e já havíamos negociado isso com a UFMT. Agora, veio essa outra decisão”, pontuou.
Ao todo, serão 2.700 servidores em greve nos campi de Rondonópolis, Barra do Garças e Sinop, além de Cuiabá.
Segundo o sindicato, a greve só deve terminar após a votação da PEC. “A reitoria não tem dinheiro para pagar conta de luz e imagine quando a PEC estiver vigorando? Se agora já teve 13% de redução da verba de custeio e 40% de capital e investimento, que diz respeito à vida acadêmica, imagine depois que congelar totalmente os investimentos?”, declarou.
G1 MT
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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