Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Destaque

Indígena com Covid-19 perde bebê e percorre 500 km para fazer cirurgia após médico se recusar a fazer o parto

Foto: Adriano Gambarini/OPAN

Liliane Xavante, a mulher de 26 anos, grávida de 38 semanas, queria dar à luz no conforto emocional de sua aldeia. Teve problemas e precisou ser atendida na rede hospitalar. Liliane sentia as movimentações do filho em seu ventre quando chegou ao Hospital Regional João Abreu Luz, em São Félix do Araguaia (MT).

Devido à disseminação de informações insidiosas sobre o alastramento da epidemia entre o povo Xavante, Liliane foi tratada como um possível vetor de transmissão do novo coronavírus e não como uma gestante que precisava de ajuda para garantir sua saúde e a da criança que carregava. A história teve um infeliz desfecho, o bebê de Liliane morreu.

Longe do apoio afetivo dos parentes de sua aldeia, a indígena teve que sofrer a perda do filho e a discriminação. O hospital que a atendeu não fez a cesárea que deveria retirar o natimorto alegando que o único cirurgião disponível tinha mais de 60 anos e não poderia realizar o procedimento para não ter contato com a indígena contaminada com a Covid-19.

Leia Também:  Diamantino terá Carnaval com temas: Pantanal e Copa Mundo

Assim, Liliane Xavante foi transferida para outra unidade hospitalar. Percorreu um trajeto de 500 quilômetros por estradas de terra com o filho morto no ventre. A retirada da criança só ocorreu 72 horas após o óbito, no Hospital de Água Boa.

Aldeia Marãiwatsédé. Foto: Adriano Gambarini/O

Os problemas enfrentados pelo povo Xavante têm mostrado que uma pandemia não pode ser derrotada sem os esforços de muitas frentes. Por isso, Ivar Busatto, coordenador-geral da Operação Amazônia Nativa (OPAN), ressalta que articulação e diálogo são primordiais. “É preciso trabalho conjunto. O planejamento de uma comunicação mais ampla garantiria o sucesso de muitas ações e combateria discriminações. O desafio está lançado para todos que podem colaborar no enfrentamento dessa pandemia”, afirma.

Fonte: OPAN

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Diamantino terá Carnaval com temas: Pantanal e Copa Mundo
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA