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IFMT poderá cortar cursos e diminuir turmas

O bloqueio de R$ 5,7 bilhões nas verbas destinadas para a Educação promovido pelo Governo Federal irá impactar negativamente no funcionamento das instituições de ensino em todos os níveis, com a possível diminuição de cursos e na oferta de vagas nas mesmas, como forma destas se adequarem ao corte de recursos, que foram na ordem de 30% nos valores previstos para este ano. Com a diminuição dos recursos financeiros, várias instituições de ensino já anunciaram que não terão como manter as portas abertas durante todo o ano e já se fala em corte de cursos e diminuição de vagas ofertadas, caso os recursos continuem reduzidos nos próximos anos.

Em Mato Grosso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) anunciou um bloqueio de R$ 31,8 milhões dos recursos destinados aos institutos federais, o que praticamente inviabiliza que estes mantenham as portas abertas até o final do ano. “Se esse contingenciamento realmente for mantido, nós vamos ter que rever nosso planejamento anual. O nosso orçamento é previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) e já no meio do ano anterior já temos uma prévia de quanto será o nosso orçamento para ao ano seguinte e nós fazemos nosso calendário de atividades e ações todo baseado nesse valor que o Tesouro nos passa. Isso sem nenhuma sobra, sem nenhum dinheiro sobrando. E o contingenciamento já vem acontecendo há alguns anos na educação federal, mas eles impactavam mais nas verbas de investimentos, para construção, reformas, compras de equipamentos. Mas agora estão cortando nas verbas de custeio, que são recursos que usamos para pagar nossas contas mensais”, informou Laura Caroline Ayoama Barbosa, diretora do campus da Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Rondonópolis.

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Nesse contexto, a diretora do IFMT analisa que a situação pode se complicar a partir do segundo semestre. “Como a maioria dos brasileiros, nós temos vivido no limite do nosso financeiro há tempos. O nosso orçamento é realmente para pagarmos as nossas despesas cotidianas e, se confirmado esse bloqueio, nós vamos replanejar nossas atividades, diminuir nossas ações e começar a fazer cortes naquilo que nos for menos essencial. E temos que chamar a comunidade escolar para nos ajudar na economia, com a luz, com a água. Inicialmente, não pensamos em diminuir a oferta de vagas que já temos hoje, porque trabalhamos com a perspectiva de que esses bloqueios não ocorram no ano que vem, mas se houver uma sequência de cortes, vai chegar o momento em que vamos ter que diminuir o número de vagas que a gente oferta. Mas não é esse o nosso objetivo. Queremos é abrir novas vagas”, continuou.

Ela também explicou que os diretores dos 19 campus do IFMT ainda se reunirão na semana que vem com o Reitor da instituição, quando discutirão detalhes dos impactos que o bloqueio do recurso terá sobre cada campus. Mas a diretora já adianta que, sem dinheiro para pagar despesas como a conta de água, energia, os funcionários terceirizados da limpeza, portaria e seguranças, cuidadores para alunos portadores de necessidades especiais, material de expediente, entre outros, a instituição não tem condições de manter as portas abertas até o final do ano.

Preocupados com a situação, os estudantes do campus do IFMT de Rondonópolis, todos vestidos de preto, em sinal de luto pelo corte nas verbas para a instituição, realizaram uma assembleia geral em que decidiram participar dos protestos nacionais em defesa da Educação do próximo dia 15, na Praça Brasil, com o objetivo de sensibilizar a população para a necessidade de se defender a permanência dos institutos federais abertos. E entre as ações previstas, está a apresentação dos projetos de Pesquisa e Extensão que são desenvolvidos no campus.

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Ao todo, o IFMT possui 19 campus no estado, vários centros de referência, polos e várias turmas de Educação à Distância. A instituição possui cerca de 30 mil alunos no estado, dos quais cerca de 60% são alunos regulares e presenciais. O instituto oferece desde cursos iniciais de formação continuada até o Mestrado. Já o campus de Rondonópolis tem cerca de 700 alunos em cursos presenciais, mais 300 a 400 alunos nos cursos a distância. Para isso, conta com um quadro de funcionários composto por 100 servidores efetivos, entre docentes e técnicos administrativos, além de 15 terceirizados.

A Tribuna MT

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Cidades

“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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