Cidades
Estudantes de Tangará fazem sabão com mamão verde e ganham prêmio
Uma turma de alunos do curso de técnica em logística de uma escola técnica de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, desenvolveu um sabão feito com mamão verde. A fórmula do produto ecologicamente correto utiliza também o óleo de cozinha usado. O sabão rendeu prêmio para os estudantes na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada em Cuiabá.
Para fazer a receita do sabão de mamão verde em barra ou em pó, os alunos gastam, em média, R$ 9, porque em cada receita vai meio quilo de soda. A fórmula também leva vinagre.
“Surgiu a ideia da gente trabalhar com logística reversa, que é o óleo de cozinha, o retorno do óleo de cozinha. E da gente falar de meio ambiente, sustentabilidade, e surgiu a ideia desse sabão. Ele é um sabão de baixo custo, a gente vai retirar uma quantidade grande de óleo de cozinha do meio ambiente e a gente vai aproveitar o mamão do fundo de quintal”, disse a professora Sandra Godoy.
Todo o processo foi feito em uma semana. “Ele espuma quanto qualquer outro sabão em pó, mas ele não tem tanto produto químico. Ele tem a soda como base”, disse a professora.
Os estudantes escolheram a fruta para fazer o sabão por causa de uma substância. “O mamão verde possui uma enzima chamada papaína, que é antibactericida, que auxilia na limpeza e mata também os germes”, explicou a estudante Solange Toledo.
A mistura de todos os ingredientes demora em torno de uma hora e 15 minutos. Mas para chegar até a textura do sabão em pó. “Ele vai esperar cerca de 12 horas para que ele fique firme. Passado esse tempo, ele vai ser cortado em barras e aguardar mais 48 horas para ser ralado e transformado em sabão em pó”, disse a estudante.
O sabão faz mais espuma do que os convencionais. E, na hora de usar para lavar alguma coisa, a quantidade de água usada é bem menor. “Após o uso dele você pode sentir na pele que ele não fica gorduroso, não fica resíduo e você pode usar a água dele depois para outros processos”, disse o estudante Rendner Duarte.
“O sabão já se presta à questão de baixo custo para quem quer fazer em casa. Para quem quer economizar, já é muito bom. Nele não vai enxofre, não vai fósforo, como existe na química do sabão comercializado. Nele não vão aditivos para uma validade extensa, conservantes. Então a agressão ao meio ambiente e à roupa, ao tecido que está utilizando, é baixa”, disse o estudante Paulo Garcia.
Os estudantes contam que ainda têm outros projetos. “A gente já tem outras ideias, já conversamos com outros colegas da mesma turma, de melhorar, aperfeiçoar esse sabão, de repente até de uma questão econômica, comercial também”, disse Garcia.
G1 MT
Cidades
Do agro ao petróleo: empresa arremata bloco de exploração em Nova Mutum

Uma empresa arrematou um bloco de exploração de petróleo e gás em Nova Mutum (MT) e iniciou os preparativos para testes em campo. A previsão é realizar cerca de 500 coletas de amostras entre junho e julho, como parte da fase inicial de análise do potencial da área.
O prefeito Leandro Félix informou que se reuniu nesta terça-feira (14) com representantes da Dillianz Petro, responsável pelo bloco, para alinhar os próximos passos do projeto.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o gestor destacou que a iniciativa faz parte de um planejamento estratégico de crescimento do município. “É um momento muito importante para Nova Mutum. Estamos vivendo um planejamento bem definido de desenvolvimento e queremos avançar com esse projeto”, afirmou.
De acordo com a empresa, as coletas devem ocorrer em diferentes áreas do município, incluindo propriedades rurais. Por isso, a orientação é que produtores e proprietários estejam atentos à passagem das equipes nos próximos meses.
“Entre junho e julho, as equipes estarão em campo para realizar as coletas. É uma etapa fundamental para entender o potencial da região”, explicou o prefeito.
Ainda segundo a gestão municipal, o projeto pode representar uma mudança no perfil econômico da cidade, tradicionalmente baseada no agronegócio. A expectativa é que a possível exploração de petróleo e gás atraia investimentos, gere empregos e abra novas oportunidades.
Apesar do avanço, esta fase ainda é inicial e voltada à coleta de dados técnicos. A exploração comercial dependerá dos resultados das análises e do cumprimento das etapas de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Veja abaixo o vídeo divulgado pelo prefeito:
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