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Em MT, ônibus param, aulas são suspensas, bancos não abrem e 10 cidades têm protestos

sintep-pontes-e-lacerdaOs profissionais que atuam no transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, não estão trabalhando nesta sexta-feira (28). Os veículos não saíram das garagens das empresas e os pontos de ônibus estão vazios. O ato integra a paralisação geral, que ocorre em outras regiões do Brasil contra as reformas trabalhistas, previdenciárias e de terceirização, propostas pelo Governo Federal.

Segundo o Sindicato dos Motoristas, Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Cuiabá e Região, 2,5 mil motoristas e funcionários das quatro empresas, incluindo o transporte da frota municipal e intermunicipal, que prestam o serviço devem aderir à paralisação.

Aproximadamente 345 mil pessoas utilizam o transporte público em Cuiabá e Várzea Grande.

Educação
Professores da rede estadual e municipal também participam da paralisação desta sexta-feira. Segundo o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), os profissionais devem participar de um protesto no período da tarde, em Cuiabá.

São aproximadamente 80 mil profissionais, tanto na rede estadual quanto municipal. Mato Grosso tem quase 700 mil alunos, sendo 450 mil estudantes na rede estadual e 40 mil profissionais na rede estudual.

Polícia Civil
A orientação dos sindicatos que representam os delegados, escrivães e investigadores é para que as categorias participem da mobilização nacional. Conforme o presidente do Sindepojuc, Davi Padilha, a paralisação ocorre em todo o estado.

Durante 24 horas, serão mantidos serviços como auto de prisão em flagrante, apreensão de menor infrator, atendimento de locais de crime envolvendo morte e outras situações consideradas urgentes. Não serão feitas investigações em nenhuma das unidades policiais.

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Em Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana, vão funcionar somente as Centrais de Flagrante, sendo mantido o plantão para registros de ocorrências urgente. As delegacias especializadas também atenderão somente casos considerados emergenciais.

Bancos
Com o adesão dos trabalhadores da categoria, os bancos não abriram as portas nesta sexta-feira (28). As agências bancárias deverão permanecer fechadas durante todo o expediente em repúdio dos profissionais às reformas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB), informou o sindicato da categoria, o SEEB-MT.

Manifestações no interior
Nesta sexta-feira (28), dez municípios de Mato Grosso tiveram manifestações, atos e passeatas contra as reformas trabalhistas, previdenciárias e de terceirização.

Em Sinop, a 503 km de Cuiabá, os professores de escolas estaduais e municipais paralisaram as atividades. O expediente nas 36 escolas municipais e 18 estaduais foi suspenso. Os profissionais das unidades participaram, de forma pacífica, de uma manifestação na região central da cidade. Com a paralisação, mais de 32 mil alunos estão sem aula. Não houve estimativa de participantes.

Em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, cerca de 200 pessoas entre trabalhadores e estudantes. Com a manifestação, as aulas no campus da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) foram suspensas. No município, os bancos também não tiveram expediente. O transporte público, porém, circula sem interrupção.

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Trabalhadores de diversos segmentos também protestaram contra a reforma da previdência e a reforma trabalhista em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Em passeata pelas principais ruas da cidade, os manifestantes gritaram palavras de ordem com faixas e cartazes.

No município, as aulas da rede pública também foram suspensas. Segundo os organizadores, os bancos, as unidades de saúde, a polícia e a prefeitura devem funcionar com 30% dos servidores. Os organizadores estimam que três mil pessoas foram às ruas. A Polícia Militar informou que dois mil manifestantes estiveram na manifestação.

Em Primavera do Leste, cerca de mil pessoas participaram dos protestos. No município, as aulas na rede pública foram suspensas, as agências bancárias não tiveram expediente e a delegacia não teve atendimento.

De acordo com o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, também foram realizadas passeatas com alunos e professores nos municípios de Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Pedra Preta, Jauru e Juara.

Rodovias
De acordo com a Concessionária Rota do Oeste, um grupo do Sindicado dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) bloqueou o km 686 da BR-163 em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, em protesto.

Eles bloquearam os dois trechos da rodovia por volta das 7h30 [horário de Mato Grosso], mas permitiram a passagem de ambulâncias. O tráfego foi liberado por volta das 10h, informou a concessionária.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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