Agro Notícias
Em Diamantino e outras cidade mais de 4 mil trabalhadores estavam em escravidão
Dados da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso apontam que em 15 anos foram resgatados 4.366 mil pessoas em situação de trabalho escravo no Estado. O levantamento faz parte do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Dia do Auditor-fiscal do Trabalho, marcado neste dia 28.
A data foi instituída pela Lei nº 12.064, de 29 de outubro de 2009, em homenagem aos auditores-fiscais do trabalho Eratóstenes de Almeida, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e ao motorista Ailton Pereira de Oliveira assassinados quando investigavam denúncias de trabalho escravo em Unaí (MG). O fato ficou conhecido como ‘a chacina de Unaí’.
Em 2017, Mato Grosso foi o terceiro estado onde mais trabalhadores foram resgatados (90) sendo que esse número caiu para apenas três resgatados em 2018. Além de Mato Grosso, Tocantins, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia foram os estados em que houve redução de trabalhadores resgatados.
A Superintendência contabilizou em 2018 um total de 1.609 ações fiscais em Mato Grosso para verificação de irregularidades trabalhistas, a exemplo de falta de registro, atraso de salário, entre outros itens fiscalizados.
A Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso também lançou e implementou em 2018 o Projeto de Fiscalização em Postos Revendedores de Combustíveis (Projeto PRC) como parte da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (CANPAT). A fiscalização atuou com foco no cumprimento das obrigações trabalhistas que tratam dos principais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores que atuam no setor, com enfoque na exposição ao benzeno, trabalho em altura, entre outros.
Durante o ano, foram fiscalizados 856 unidades revendedoras de combustíveis e que reúnem 10.688 trabalhadores, distribuídos nos municípios de Cuiabá (3.069), Sinop (1.604), Rondonópolis (1.195), Cáceres (847), Alta Floresta (675), Primavera (651), Diamantino (598), Barra do Garças (570), Tangará da Serra (542), Juína (469) e São Félix do Araguaia (468).
Marcos Vinícius Crepaldi de Almeida Barros, auditor-fiscal do Trabalho , explica que a ação também tem um caráter orientativo e envolve o setor como um todo, exigindo de todos os estabelecimentos o cumprimento da legislação.
Agro Notícias
Milho dispara 12% em Sorriso e saca chega a R$ 47 com oferta limitada

O preço do milho registrou forte valorização em Sorriso, um dos maiores polos agrícolas de Mato Grosso. Em agosto, a saca do cereal alcançou média de R$ 47 no município, representando alta de aproximadamente 12% no período.
Os números constam no Agro Mensal, levantamento que acompanha o comportamento das principais commodities agrícolas. A valorização ocorre em meio à redução da disponibilidade do produto no mercado interno e às incertezas no cenário internacional.
Mesmo após a colheita da segunda safra, produtores seguem cautelosos nas negociações. Parte dos agricultores prefere manter o cereal armazenado, aguardando preços melhores, enquanto compradores encontram dificuldade para adquirir grandes volumes.
A menor presença de vendedores no mercado contribuiu para sustentar as cotações e ampliar a disputa pelo milho disponível. O movimento ganha importância em Sorriso, município que ocupa posição estratégica na produção nacional de grãos.
Mercado externo preocupa
Além da oferta limitada dentro do país, o mercado acompanha as oscilações internacionais, o comportamento do dólar e as condições das lavouras nos Estados Unidos. Esses fatores podem influenciar diretamente os preços praticados no Brasil.
As exportações brasileiras também permanecem no radar. Quando os embarques avançam, o volume disponível no mercado interno diminui, aumentando a pressão sobre compradores, especialmente indústrias de ração, frigoríficos e produtores de proteína animal.
Apesar da alta registrada em agosto, especialistas avaliam que o mercado ainda pode apresentar forte volatilidade. O comportamento dos preços dependerá do ritmo das vendas dos produtores, da demanda interna e externa, do câmbio e das perspectivas para a próxima safra.
Em Sorriso, a valorização para R$ 47 por saca representa uma recuperação importante para os produtores, mas também pode elevar os custos de setores que utilizam o milho como matéria-prima.
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