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Diamantino participa de leilão da Conab para retirada de mais de 407 mil toneladas de milho

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza em 9 de fevereiro, na próxima semana, dois leilões para contratação de frete que vão destinar mais de 407 mil toneladas do milho mato-grossense para outros Estados.

Além do milho, os leilões visam transferir produtos para compor a cesta de alimentos em Minas Gerais e Pernambuco. De acordo com a entidade, o objetivo é reduzir problemas de logística nos Estados e de abastecimento de milho a pequenos criadores de animais que estão filiados ao Programa de Vendas em Balcão.

Todas as operações envolvendo Mato Grosso são de milho da safra 2012/2013 e vão retirar o cereal do armazém das fazendas Bom Futuro Agrícola. Serão removidas 3,9 mil toneladas de milho de Diamantino e enviadas para as cidades gaúchas de Cruzeiro do Sul (1,2 mil) e Marau (2,7 mil).

Além desse montante, serão transferidas 3,8 mil toneladas de milho em grão a granel de Sapezal para Boa Vista, em Roraima. Ainda de acordo com os contratos, a cidade mato-grossense enviará mais 400 mil toneladas do insumo para a cidade de Rio Branco, no Acre.

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Este é o segundo leilão de frete que será realizado em 2018. O primeiro foi realizado em 15 de janeiro, quando foram transferidas 33 mil toneladas de milho para as regiões Norte e Nordeste.

Antônio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), afirma ao RD News que as operações da Conab estão acontecendo com bastante intensidade nos últimos anos.

Além de defender a necessidade do envio de alimentos para regiões como o Nordeste, ele defende a importância da retirada do milho de Mato Grosso. “Ainda estamos convivendo com preços (do milho) abaixo do mínimo e o mercado está muito aquém. Essas operações são muito importantes para escoar o milho dos armazéns. Nós precisamos liberar espaço porque a nova safra já está em andamento”, pontua. 

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), na última semana pelo menos quatro municípios estavam operando com preços abaixo do mínimo no Estado que é de R$ 16,50 por saca. Eram os casos de Sorriso (R$ 15,20/sc), Sapezal (R$ 15,85/sc), Diamantino (R$ 15,95/sc) e Canarana (R$ 16,40/sc).

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Fonte: RD News

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Agro Notícias

Safra de soja em MT chega a 51,56 milhões tonelada

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou os resultados da etapa soja do projeto Imea em Campo, que revisou para cima as estimativas da safra 2025/26 em Mato Grosso e passou a projetar produção recorde de 51,56 milhões de toneladas.

A nova projeção também elevou a produtividade média estadual para 66,03 sacas por hectare, patamar muito próximo do recorde da temporada anterior.

O levantamento foi realizado ao longo de 71 dias, com 34.880 quilômetros percorridos, 998 avaliações de campo e passagem por 103 municípios, cobrindo 97,92% da área total cultivada com soja no estado. O objetivo do projeto, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), é ampliar a precisão das informações geradas a partir de observações in loco, reforçando a representatividade dos dados e a leitura regional das lavouras.

Com base nos resultados obtidos em campo, o Imea revisou a produtividade da soja em 9,23% ante a estimativa anterior, que era de 60,45 sacas por hectare. A área plantada também foi ajustada para 13,013 milhões de hectares, alta de 1,71% sobre a safra passada. Com isso, a produção estadual ficou estimada em 51,56 milhões de toneladas, volume 1,31% superior ao registrado no ciclo 2024/25.

Durante a apresentação, a equipe técnica destacou que a safra 2025/26 foi marcada por um cenário climático desafiador, com irregularidade das chuvas no início do plantio e, posteriormente, excesso de precipitações em algumas regiões durante a colheita. Ainda assim, as lavouras mantiveram desempenho satisfatório, apesar das incertezas observadas ao longo da temporada.

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Entre os fatores de atenção levantados pelo projeto, os grãos avariados tiveram peso relevante. Na comparação com a safra passada, houve aumento de 3,40% nas avaliações com esse tipo de ocorrência, o que, segundo a análise apresentada, limitou um avanço ainda maior da produtividade estadual.

No recorte regional, a região Norte apresentou o maior percentual de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Sudeste concentrou a maior parcela de áreas avaliadas como ruins. Já a região Oeste foi a principal responsável pelo incremento na produção, enquanto a Centro-Sul registrou a maior variação positiva de produtividade em relação à estimativa anterior.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, ressaltou que o objetivo do projeto é consolidar um levantamento técnico, completo e representativo das condições das lavouras, oferecendo mais segurança para o mercado e para os agentes do setor.

“O diferencial do projeto está na apuração presencial, sem intermediários, diretamente no campo. É ir a campo e medir essas informações sem intermédio, sem interferência de ninguém. Isso dá mais garantia e maior acurácia a essas informações para que realmente a gente consiga quantificar e medir o tamanho da nossa produção mato-grossense”, afirmou o superintendente.

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Já o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destacou que informações mais próximas da realidade ajudam a balizar negociações, reduzem espaço para especulações e valorizam o trabalho do produtor rural.

“Essa apresentação mostra o trabalho dessa parceria. O Imea tem sido muito assertivo nos últimos anos nos números que tem trazido a nós, produtores, e ao mercado, trazendo mais seriedade e coerência nesse fornecimento de dados, que também interfere diretamente no dia a dia do produtor, principalmente na projeção de preços e no planejamento para as próximas safras”, explicou o presidente da Aprosoja MT.

Segunda safra de milho segue dependente do comportamento do clima

Além dos números da soja, o evento também apresentou um panorama inicial da segunda safra de milho. O Imea informou que 1,17 milhão de hectares foram semeados fora da janela ideal de plantio no estado. Apesar disso, a estimativa atual do cereal segue em 51,72 milhões de toneladas, com área de 7,39 milhões de hectares e produtividade projetada em 116,61 sacas por hectare. Segundo o instituto, o comportamento das chuvas nas próximas semanas será decisivo para a consolidação desse potencial.

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