Destaque
CMF acusa governo de não aplicar R$ 9 milhões na saúde
O conselho Federal de Medicina (CFM) acusou o governo, em nota divulgada nesta quinta-feira (12), de deixar de aplicar mais de R$ 9 bilhões na saúde pública em 2014.
Segundo o CFM, enquanto o valor total destinado para a pasta foi R$108,3 bilhões no ano passado, foram aplicados R$ 99,2 bilhões, 91% da verba disponível. A entidade fez os cálculos baseada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e informa que mais da metade dos recursos que deixaram de ser aplicados iria para investimento: de quase R$ 9,4 bilhões previstos, até o último dia do ano o valor aplicado foi R$ 5,2 bilhões, 56% do autorizado.
Ampliando o período de análise, a entidade médica diz que, entre 2003 e 2014, foram autorizados R$ 80,5 bilhões específicos para obras e aquisição de equipamentos, enquanto o gasto efetivo foi R$ 31,5 bilhões.
“Materializando essa conta, basta dizer que, com essa verba que deixou de ser aplicada, seria possível construir 110 mil UBS (Unidades Básicas de Saúde), edificar 33 mil Unidades de Pronto Atendimento ou aumentar em quase 900 o número de hospitais públicos de médio porte”, afirma a nota.
O Ministério da Saúde respondeu, em nota, que tem assegurado investimento crescente, estável e contínuo para a saúde pública em todo o país e cumpre rigorosamente o que determina a Constituição.
Segundo a nota do Ministério da Saúde, em 2014 o orçamento federal, exclusivamente executado em ações e serviços públicos de saúde, chegou a R$ 91,9 bilhões, acima da regra prevista na Emenda Constitucional 29, que determina que a União deve aplicar na saúde o mesmo valor destinado ao orçamento no ano anterior, mais a variação nominal do PIB.
Ainda de acordo com a nota, na última década o Ministério da Saúde executou 99% dos recursos liberados para o seu orçamento. Para 2015, a previsão é de R$ 99,4 bilhões, exclusivamente em ações e serviços públicos de saúde.
Terra Noticias
Cidades
“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).
O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.
A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).
ONDE FICA?
O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.
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