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Catorze mortes e mais de 100 crimes de LGBTfobia foram denunciados em MT em 2017

Em Mato Grosso, entre janeiro e dezembro de 2017, foram registradas 14 mortes e 114 casos de violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – grupos que compõem a sigla LGBT. Os dados são do setor de estatística da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT).

Os números de ocorrências de homofobia registradas apenas no início deste ano também chamam a atenção. Em apenas quatro meses, foram oito mortes e 33 crimes registrados pela Polícia Civil.

Nesta quinta-feira (17) é celebrado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, quando são realizados atos em todo o mundo para combater a violência contra pessoas por identidade de gênero e/ou orientação sexual. Foi nesta data, em 1990, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” da lista de doenças e problemas de saúde.

Segundo o Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), da Sesp, em relação ao ano de 2016, o número de homicídios de pessoas do grupo LGBT aumentou 50% em todo o estado.

Entre os casos que mais chamaram a atenção em 2017 está o da travesti Natália Pimentel, de 22 anos, que foi atropelada em um ponto de prostituição em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, depois que a vítima se negou a fazer um programa com o suspeito do crime por R$ 17.

O caso ocorreu em julho de 2017 e o suspeito do crime, Thiago Marques, de 28 anos, chegou a ter a prisão decretada pela Justiça e foi detido em outubro de 2017, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Até então, ele respondia pelo crime em liberdade. Thiago morreu de causas naturais naquele mesmo ano.

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Outro caso ocorreu em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, quando a travesti Tabata Brandão, de 30 anos, foi morta a tiros em junho daquele ano, após uma discussão. Valdinei Souza da Solva, de 24 anos, foi preso em setembro, acusado de cometer o crime.

Ele teria xingado a vítima e outras travestis na rua. Tabata revidou as agressões verbais e o homem foi até a casa dele, pegou uma arma de fogo e voltou ao local da discussão para cometer o crime. Valdinei foi encontrado em um barraco de madeira no bairro Pedra 90.

Ocorrências

Em Mato Grosso, desde 2009, os boletins de ocorrências registrados contam com a motivação de homofobia. Em 2010 foi incluído o campo para nome social de travestis e transexuais e em 2016 passou a conter a orientação sexual.

Em 2016, foram registradas sete mortes motivadas por LGBTfobia. Em 2011, foram nove assassinatos registrados; em 2012, foram oito; em 2013 , o número de casos subiu para 11; o ano de 2014 fechou com 10 casos e, em 2015, foram sete ocorrências.

Quanto ao número de ocorrências, foram 24 ocorrências registradas no ano de 2012, 45 casos em 2013 e 27 casos em 2014. No ano seguinte, o estado registrou 60 ocorrências de crimes com motivos homofóbicos e em 2016, chegou a 67.

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No ano passado, foi divulgado pelo GECCH que Mato Grosso tem uma morte por homofobia a cada 367 mil habitantes e ocupa a terceira posição no ranking nacional.

Pacto federal

O governo federal lançou nessa quarta-feira (16), em Brasília, um pacto nacional de enfrentamento à violência contra os grupos que compõem a sigla LGBT. Os governos dos estados e do Distrito Federal terão de manifestar, individualmente, a adesão ao programa.

A portaria que institui o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência LGBTfóbica foi publicada no Diário Oficial da União e “tem por objetivo promover a articulação entre a União, Estados e Distrito Federal nas ações de prevenção e combate à LGBTfobia”.

Violações de direitos

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, em 2017, o Disque 100 registrou 1.720 denúncias de violações de direitos de pessoas LGBT.

A cada 10 casos, 7 são referentes a episódios de discriminação. A violência psicológica aparece em 53% das denúncias, e a física, em 31%. O somatório é maior que 100% porque, muitas vezes, um único caso é composto de diferentes tipos de violação.

Segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP), em 2016, 343 pessoas foram mortas pela LGBTIfobia. A sigla usada pela entidade inclui a letra I, de intersexual – alguém que, por razões genéticas ou de desenvolvimento fetal, não se enquadra na definição típica de “masculino” ou “feminino”.

G1 MT

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Cidades

“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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