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Avião agrícola é flagrado jogando veneno em terra indígena em MT, diz ONG; veja vídeo

Imagens divulgadas pela Operação Amazônia Nativa (Opan), ONG de defesa dos povos indígenas, mostram um avião agrícola pulverizando veneno na Terra Indígena Marãiwatsédé, na região noroeste de Mato Grosso.

De acordo com a ONG, o flagrante foi feito no dia 16 de março deste ano e chegou ao conhecimento da entidade por meio de denúncia dos próprios índios, que alegam um surto de doenças respiratórias especialmente entre as crianças.

A coordenadora do programa de direitos indígenas da Opan, Andréia Fanzeres, afirma que não se respeita a legislação e, durante a pulverização de agrotóxico nas lavouras de propriedades vizinhas à terra indígena, o veneno também é jogado nas áreas do entorno.

“Como o território xavante está cercado por fazendas e lavouras, acabam acontecendo acidentes desse tipo. O problema é que a legislação que rege sobre a distância que deve ser manter do local alvo da pulverização e as outras áreas é ineficaz”, declarou.

De acordo com Andréia, a distância de 250 metros prevista para a pulverização aérea é insuficiente para impedir a contaminação de outras áreas. Para a pulverização terrestre, a distância é menor ainda, de 90 metros.

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Nesse caso mostrado nas imagens, essa distância de 250 metros não foi respeitada, conforme a ONG.

“A legislação é fraca e não existe fiscalização para essa legislação que já é fraca. Isso nos preocupa muito, porque é preciso trabalhar o direito da precaução”, criticou.

Durante o sobrevoo mostrado nas imagens, o avião de pequeno porte dá numerosos rasantes e pulveriza agrotóxico em uma das poucas áreas de mata densa, “ignorando a existência da terra indígena”, conforme a ONG.

A entidade informou que os moradores da aldeia Madzabdzé, onde vivem povos da etnia Xavante reclamaram do cheiro insuportável do veneno, que tem causado doenças respiratórias na população indígena.

Confira o vídeo no Facebook da ONG.

G1

 

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“Gilmarmendelândia” : Cúpula política de MT lança novo distrito que pode se tornar cidade

Um evento de “grosso calibre” político marcou a manhã deste sábado (21) no interior de Mato Grosso. Autoridades de diversas esferas se reuniram para o lançamento oficial do distrito de “Gilmarlândia”, batizado em homenagem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, este natural de Diamantino (a 182 km de Cuiabá).

O lançamento atendeu a um chamado direto do megaempresário do agronegócio Eraí Maggi. Através de um áudio, divulgado via WhatsApp, Eraí convocou as principais lideranças do estado para prestigiar o empreendimento, que já conta com planejamento e mapa definidos.

A lista de autoridades presentes no evento reflete a influência do homenageado e do organizador,. O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União), e o deputado estadual Max Russi (PSB) já estavam no local do lançamento pela manhã. E aguardavam as chegadas do próprio ministro Gilmar Mendes e do governador Mauro Mendes (União).

ONDE FICA?

O novo distrito será situado após o Trevo da Libra, entre os municípios de Diamantino e Campo Novo do Parecis. O território é estratégico para o setor produtivo, sendo habitado em grande parte por funcionários dos grupos de Eraí e Blairo Maggi, que possuem extensas propriedades rurais na localidade.

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