Cidades
Universitária de MT vence concurso de música tocando clarinete em universidade de SP
Uma estudante de música de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, venceu um concurso tocando clarinete na Universidade de São Paulo (USP) no estado. Jéssica Gubert Silva tem 28 anos é musicista e está fazendo mestrado. O evento aconteceu no dia 16 de outubro no Anfiteatro Camargo Guarnieri, localizado na própria instituição.
Jéssica conquistou o prêmio de 1° lugar no concurso Nascente, na universidade em que faz o mestrado, na USP. O objetivo da competição em que participou e ganhou, é estimular o fazer artístico dos alunos da instituição. A ideia é fomentar as atividades artísticas, ela participou da categoria erudita, segundo a estudante.
Ela contou que o maior incentivo para participar da competição foi um desafio proposto pelo o professor orientador do mestrado. Após a competição, Jéssica participou de um festival de música em Rondônia (RO) e também tocou em Cuiabá com artistas locais. Para ela todo esse processo e caminhada foi algo especial.
“Ele me disse que eu estava legal, mas precisava fazer arte, fazer música. Me desafiou a ir além, a buscar algo a mais e não só tocar clarinete. Eu precisava ver o que meu corpo dizia sobre isso e para me desenvolver não só pessoalmente, mas musicalmente. Então eu fui atrás e criei minha performance. Foi algo bem diferente e uma ótima experiência, foi incrível, depois disso me tornei outra pessoa” declarou.
A jovem contou ao G1 que nasceu na música praticamente. A família sempre foi envolvida com essa arte e desde a infância participou de um grupo musical na cidade onde nasceu. Ela começou a se envolver na música com dois anos de idade, quando entrou em um grupo musical formado por crianças.
Com a infância rodeada pela música e participando desse grupo, ela chegou a viajar para outros países e fez diversas apresentações tocando e cantando. Aos seis anos, começou a fazer aula de música e, segundo ela, não foi uma experiência legal porque não se enxergava como artista musical, pois não acreditava no próprio talento.
Em 2005, o pai investiu nela em um projeto de banda que surgiu na cidade. Ao comprar o instrumento, o pai queria que fosse um trompete, trombone ou saxofone, ela não quis nenhum, mas escolheu o clarinete, que também é um instrumento de sopro. Ela disse que se apaixonou pelo o instrumento e depois de um tempo tocando decidiu investir na música.
Os estudos com o clarinete começaram no Instituto Ciranda, o primeiro professor de música foi o maestro Murilo Alves, atual presidente da instituição. Ela fazia aulas semanalmente quando o professor viajava para o município. Anos depois, se mudou para a capital, mas continuou estudando música.
“Sempre fiz piano quando era criança, era algo muito distante, solitário, muito individual ali, mas com o clarinete, a prática da banda e com o coletivo, foi tudo diferente. Sou muita grata ao Murilo pela maneira como ele apresentou a música para mim e a forma de pensar música. A partir daí gostei muito e decidi fazer isso da minha vida” contou emocionada.
Em 2009, a estudante entrou para o curso de licenciatura em música na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), se formou em 2012. No ano de 2013, Jéssica começou a estudar clarinete, no curso de bacharel com o foco no instrumento. Em 2017, foi vencedora do concurso Jovens Solistas de Mato Grosso, concurso promovido pela universidade.
Questionada sobre os caminhos percorridos, Jéssica contou que começou a tocar desde 2005 e que não se vê mais sem ganhar a vida com o clarinete, pois tem muitas coisas ainda para aprender e estudar. O primeiro professor dela, Murilo, que a incentivou e orientou que ela precisava se aprimorar e expandir os conhecimentos, com isso, ela resolveu ir participar de competições e estudar com outros professores.
“Nos primeiros anos eu fazia aulas bem intensas e com aquela vontade de aprender mais, aí chegou um momento que eu precisei dar um próximo passo. Foi onde eu comecei a ir para os festivais de música. Com a caminhada eu conheci meu atual professor orientador, Luís Afonso Montanha, que é uma referência com a prática do clarinete no Brasil”, contou Jéssica.
A jovem estudante tem uma grande experiência em festivais de música, já participou de competições de verão e desde 2010 estuda rotineiramente o instrumento para se especializar ainda mais. Antes de iniciar o mestrado com o atual professor, ela já fazia aulas com ele, pois a partir que começou a investir na carreira, ela buscou ele para ser o mentor.
Para o futuro, ela disse que os planos no momento são concluir o mestrado, que é bem prático e trabalhoso, porque não é só escrever, mas tocar também e após, ingressar no doutorado. Entretanto tem as atividades e projetos musicais que desenvolve dentro da universidade, mas no geral o foco é continuar os estudos para se especializar ainda mais.
“Tudo o que aconteceu eu valorizo muito. Ser uma aluna da USP, ter ganhado o concurso, estar lá hoje, não só o prêmio em si, mas o processo para eu chegar até o momento da apresentação. Eu me desafiei e superei meus limites. Tudo foi algo que me enriqueceu muito. Resultado de vários anos de dedicação e minha história no meu estado de coração, Mato Grosso”, manifestou emocionada.
Jéssica divide moradia entre SP e Cuiabá, pois desenvolve projetos sociais na capital mato-grossense. Ela é diretora de desenvolvimento institucional do Instituto Ciranda, lugar onde começou a carreira e tem o maior orgulho de mencionar e agradecer. Para ela ainda há muito caminho para percorrer, mas tudo o que já caminhou e até onde chegou foi graças aos parceiros, como o instituto, a UFMT, a família, os amigos e todos que a deram o apoio e incentivo necessário.
G1
Cidades
“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.
Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.
“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.
Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.
“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.
Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.
“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.
Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.
Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.
Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.
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